2006-06-30

"Jesus tocou-o e disse-lhe:Quero; sê purificado" Mt 8, 1-4

Antes de ter brilhado a luz divina,
eu não me conhecia a mim mesmo.
Vendo-me nas trevas e na prisão,
fechado no meio da lama,
coberto de imundície, ferido, com a carne inchada,
caí aos pés do que tinha iluminado.
E aquele que me tinha iluminado toca com suas mãos
minhas cadeias e minhas feridas;
onde a sua mão toca e o seu dedo aflora
logo caem as cadeias,
as chagas desaparecem, tal como toda a imundície.
A lepra da minha carne desaparece
de tal forma que se torna parecida com a sua mão divina.
Estranha maravilha: a minha carne, a minha alma e o meu corpo
participam na glória divina.
Logo que fui purificado e libertado das cadeias,
ei-lo que me estende uma mão divina,
me retira totalmente do lodo,
me abraça, se lança ao meu pescoço
e me cobre de beijos (Lc 15,20).
E eu, que estava totalmente esgotado
e tinha perdido as minhas forças,
sou posto sobre os seus ombros (Lc 15,5)
e levado para fora do meu inferno
É a luz que me transporta e me sustém
e me leva para uma luz ainda maior
Ele dá-me a contemplar por que estranha moldagem
me recriou (Gn 2,7) e me arrancou à corrupção.
Fez-me o dom de uma vida imortal,
revestiu-me de uma veste imaterial e luminosa
e deu-me umas sandálias, um anel e uma coroa
incorruptíveis e eternos (Lc 15,22).

S. Simeão - monge ortodoxo
Evangelho Quotidiano

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