2006-06-29

a marcar o ponto...

Quando me passar a filha da **** da dor de cabeça com que acordei, faço um post sobre o papel da mulher na Igreja. Alguém me diz num e-mail que tenho uma maneira trágico-cómica de escrever. Se calhar é verdade. As razões são as da vida. Agora convencida, é que não sou nada. Fingidora muitas vezes é possível. E o resto fica para a próxima confissão.

12 comentários:

  1. MC

    Talvez seja melhor esperares até domingo antes de despejar o saco todo. O evangelho promete: uma história de mulheres...

    Por outro lado, convém não esqueceres o que Jesus dizia entre-dentes no domingo passado...

    JS

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  2. Caro JS,

    mas o meu post vai ser meiguinho. :))))

    eu sei muito bem que não é com Jesus Cristo que tenho de acertar contas. :)

    Ele não tinha medo das mulheres. :)

    e não perdi a fé, não senhor. em dois mil anos já se evoluiu em pouco, talvez outros dois mil e qualquer coisa.
    A gente espera. :)

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  3. Pois, pois...

    No entanto, Jesus bem resmungava, quando o acordaram por causa da tempestade:
    "Estes homens sairam-me cá uns cagarolas... A minha sorte é não haver nenhuma mulher no barco, senão já estávamos mais afundados que o Titanic!..."
    JS

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  4. Sou um estranho errante… sem remorso aguardo penitência…não serei quem pensas…
    não procures em vão…lamento, continuarei a vaguear…
    “O evangelho de Madalena”…a luz que desconheces…qual “cálice sagrado”, que teimas em ignorar…
    Parto tranquilo, deixo-te em paz…
    Estou a ler: “ Os Evangelhos Gnósticos”, entretenho-me…
    Fica bem

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  5. Agora um pouco mais a sério:
    Não será tanto ou mais importante discutir o papel do homem na Igreja? Tentar perceber porque os homens desertam em massa das nossas assembleias dominicais... Tentar entender porque é tão difícil que se involvam em certos campos da comunidade...

    Uma sugestão: www.churchformen.com
    JS

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  6. JS,

    os homens, os jovens, as crianças, os idosos...

    Como é óbvio estou muito marcada por aquilo que é o viver local da minha comunidade, que tem especificidades muito particulares. Mas não creio que o que se passa a nível global na Igreja seja diferente.Há uma debandada.
    Durante muitos anos acompanhei jovens e era sempre um amargo de boca, vê-los acabar um percurso que eles tinham como meta e debandar. Resta-me uma (ou mais) consolação, a relação humana que se criou, mantém-se viva. É só encontrá-los na rua. São sempre os meus meninos.
    Não me sinto frustrada, porque apesar de saber que o testemunho que lhes dei, foi manifestamente pouco, mas foi o que fui capaz, está dado, está dado. Na liberdade de que todos gozamos, cada um segue como entende a sua vida. Mas custa-me esta dificuldade em entender para que serve a Igreja. Eu também não entendo tantas vezes. Fico demasiado limitada, nas dificuldades que surgem. (As barcas, na tempestade) :)
    Sabes que às vezes tenho a sensação que nem o próprio Magistério sabe para que é que isto serve? É ver os programas pastorais.
    De qualquer modo, se nos dizemos seguidores de Jesus Cristo, é para com a nossa praxis continuar a Obra das suas mãos. Libertar das várias cadeias que oprimem as pessoas.
    A questão do papel da mulher na Igreja, é o mesmo que na sociedade.Foi-lhe atribuido o papel de continuadora da vida e é o que sempre se lhe cobra. Mas dar vida, não se esgota na maternidade biológica. Dar vida é tudo o que promove a vida.
    Eu até falo sem problemas, porque queria muito ser mãe, e a vida fez-me a vontade. Mas há um custo a pagar nisto tudo.
    Eu não me preocupo, porque basta saber um bocadinho de história para ver que o mundo é feito de mudança, com as suas crises e lutas. Mas a mudança não se faz em águas paradas.

    Por isso, mulher que sou, vou usando a língua. Neste caso o teclado :)

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  7. MC

    É certo que há uma debandada geral. Um processo de downsizing que, apesar de doloroso, e sucedendo a contra-gosto, encerra múltiplas vantagens para a Igreja e a sociedade.

    Mas eu chamava a atenção para uma questão particular: o facto de o catolicismo aparentar cada vez mais ser uma religião de mulheres e para mulheres.

    Por vezes, fico com a sensação de que os padres são o último reduto da masculinidade nas nossas missas, quantas vezes com uma assistência exclusivamente feminina. Mas depois reparo nas vestes, nos gestos, no tom de voz... e dou o caso por perdido. :)

    JS

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  8. JS,

    isso é que eu não sei se tens razão.
    Cá está,estou muito limitada pela minha vivência.
    O meu actual prior só convida homens. Ele se pudesse tinha a Igreja só cheia de homens. Vou observando o fenómeno de parte e farto-me de rir.
    Em relação ao que dizes, na minha infância e juventude, era pior. Alguns movimentos que surgiram trouxeram muitos homens para uma participação mais empenhada na Igreja. Os cursilhos de cristandade (que eu não conheço por dentro) são bastante responsáveis por essa mudança.

    Ó JS, uma delícia o teu último parágrafo. Mas tens mesmo a certeza de que é assim? Então temos que tomar medidas. Mudem-se os paramentos, já é tempo de se fazer algo. :)

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  9. MC

    Talvez o problema não esteja propriamente nas saias, mas sim no modo como se usam. Basta olhar os escoceses...

    No entanto, parece-me que a Igreja actual não é muito convidativa para os homens. Embora também seja verdade que os homens já não são o que eram...

    Isto de entrar em igrejas cheias de florzinhas e lacinhos; de dar as mãozinhas para o Pai-nosso; de cantar melodias delico-doces tipo "Põe tua mão na mão do meu Senhor"; de ouvir o padre a dizer que devemos ter um relacionamento de amor com Jesus, para sentirmos como Ele cuida de nós, nos acarinha, nos proteje e nos leva ao colo pelos caminhos da vida...
    Qualquer homem sente a testosterona a gritar em alarme e desespero!!

    JS

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  10. Ahahah,

    ó JS, não andas tu nostálgico à procura de algo que já não há?

    Pois os escoceses mesmo de saias...uf!!!! (tirando o príncipe Carlos, que nem de saias)

    Ó homem, as mulheres vestem calças, saiem à noite e sei lá o que mais fazem ;) mas os homens também não ficaram quietos, vão ao ginásio, usam coisas que nem eu como mulher sei que existem, como é que queres que na Igreja as coisas sejam diferentes?

    Percebo o que dizes. A liturgia está uma lástima. Se calhar porque anda tudo preocupado com a forma. Na liturgia há pouco espaço para a interioridade. Depois tudo se processa como se fosse num palco. Uns são actores os outros espectadores. Há demasiada crispação. Fica tudo na responsabilidade do padre e do grupo coral. Brrrr.

    E quanto ao Jesus meloso, foi uma praga que inventaram. Dos Evangelhos não é Esse que nos é mostrado. Os evangelistas ainda deviam ter sido mais fiés e transcrever os palavrões que Ele em determinadas alturas soltou. Quer dizer; "túmulos caiados", mostra bem que as palavras não eram poupadas. :)

    Pois acalma lá a testosterona...que isto vai continuar assim. talvez se as mulheres entrassem mais forte na jogada, os homens tivessem que jogar de outro modo. Mostrar mais as "qualidades". :)

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  11. Cool guestbook, interesting information... Keep it UP
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  12. Where did you find it? Interesting read » » »

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