2006-08-20

acção de graças

Durante anos e anos, o meu confessor chamava-me a atenção, para viver a vida em atitude de acção de graças. Mas demasiado agarrada aos cansaços, às várias frentes de luta, demorei a perceber. Hoje acalento-me nessa atitude. Já não espero grandes feitos nem efeitos da vida. Viver dia-a-dia; receber e aceitar os pequenos dons, os pequenos gestos. Saborear a companhia dos que amo, presenteá-los com a minha. E descobrir que mesmo na penumbra, há uma luz sempre presente.

3 comentários:

  1. ..e que nunca te abandona.
    Pois está dentro de ti.


    um abraço domingueiro.

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  2. A vida toda não sei, não sei se consigo. É isso. Um dia de cada vez. Um gesto de cada vez. Sorrio agora, meio misturado com umas coisas salgadas aqui nos olhos. Páro, a meio de um dia. Às vezes parar é um instante. Às vezes louvar é um sorriso. Às vezes é algo íntimo. E por vezes procuro fazê-lo quando o dia me dá algo que quero rejeitar. Sim, lembro-me de a expressão me ser repetida pelo meu pároco, meu confessor, meu amigo. Durante muito tempo. Até deixar de ser só uma expressão, uma frase. Um abraço, nuno.

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  3. Nuno,

    saúde!

    Um dia, um gesto, migalha a migalha é preciso é saber por onde vamos. Sem pressas, sem angústias, sem atropelos.

    Abraço

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