2006-09-09

vocação

Num e-mail que recebi, onde o autor dizia algumas coisas a meu respeito, a primeira reacção foram as lágrimas que correram espontâneas. A segunda foi de protesto. Não, não, isso não é verdade, não sou nada disso. E a terceira que me deu muita paz, foi: mas podes vir a ser. De que é que estás à espera?

5 comentários:

  1. Caro (...), se assim o entender, pode consultar os resultados da exegese hermenêutica de um texto de José Luís Peixoto no novíssimo blog "Não li nem quero ler", onde (coisa inimaginável!) se demonstra a argúcia literária do autor e do leitor!

    http://naolinemqueroler.blogspot.com/

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  2. querida MC, boa consulta, amanhã.
    Deixo-te aqui mais um beijinho de carinho e de boa sorte.

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  3. MC:

    É também por aí que residem as diferenças entre um crente e um não crente.
    "Poder vir a ser" é no futuro. No presente não és e ninguém te garante que venhas a ser. Mais; até um não crente deve lutar (ou ter fé?!) para que não venha a trilhar os maus caminhos da vida. Admiti-lo, é meia derrota. Pior que oferecer a outra face é renegarmos os nossos princípios, a nossa maneira de estar no mundo... segundos os padrões da solidariedade humana ou das nossas crenças.
    Hoje sem ironia, mas com o afecto de sempre.

    beijos.

    Alberto Albertto.

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  4. Alberto Albertto,

    vamos lá ver se nos conseguimos entender. Não vou aqui revelar o teor do que é que a pessoa em questão diz que sou, e eu acho que tenho de ser. Mas posso adiantar, que não é nada para amanhã; é para hoje. Os crentes ao acreditarem na eternidade, não estão, não ficam à espera do que vai acontecer no futuro. A eternidade é já aqui. Cada momento, cada vivência tem já a dimensão da eternidade. A diferença dos crentes é que isso não acaba com a morte física, prolonga-se para além dela.
    Eu quero amar a Deus e Nele todos os homens, agora só o consigo fazer de uma forma muito imperfeita. No face a face com Deus, espero fazê-lo na plenitude. Que eu nem sequer imagino como seja. O que já sei são apenas "amostras".

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