2006-10-23

sucedâneos...

Já várias vezes, tenho visto referido que, nos tops de vendas de livros, estão os chamados livros de "auto-ajuda". É só abrirmos qualquer jornal e ver a quantidade de anúncios de gente que anuncia ter a solução para os mais variados problemas.
O mundo é um lugar hostil. Não há segurança de saúde, de emprego, de relações afectivas duradouras e estáveis. Não falando dos problemas mais graves de guerra, de fome, de explorações várias, de injustiças, de capitalismo selvagem etc.

É preciso encontrar sentido para a vida. É preciso encontrar a libertação para estes males. Deus é quem nos pode libertar. Cabe à Igreja anunciá-lo.

Mas não basta mudar os meios para o fazer. É preciso que ela própria descubra, de que modo é que Deus nos salva e liberta. E não é fechado nos templos, nem a "passear-se" pelas ruas em procissões. Nem em visitas a santuários afamados. É onde estiver cada homem, aí está presente Deus Libertador.

E acrescenta o JS:

Sim, onde está o homem, aí está Deus: "O que fizestes a um dos meus irmãos..."Mas:
1. Há tempo para a acção e tempo para a contemplação: "Retirava-se sozinho para um monte...". E o testemunho do monge é precioso.
2. A visibilidade e as manifestações públicas de fé também têm o seu sentido. Se bem que o testemunho maior seja o da caridade: "Vede como eles se amam!..."
3. O que custa não é amar a humanidade, mas sim o vizinho do lado: "E quem é o meu próximo?..."
4. O Deus libertador talvez seja "apenas" o Deus que nos mostra que fomos feitos para ser livres. Parafraseando: "Liberta-te e Deus te libertará".

4 comentários:

  1. Sim, onde está o homem, aí está Deus: "O que fizestes a um dos meus irmãos..."
    Mas:

    1. Há tempo para a acção e tempo para a contemplação: "Retirava-se sozinho para um monte...". E o testemunho do monge é precioso.

    2. A visibilidade e as manifestações públicas de fé também têm o seu sentido. Se bem que o testemunho maior seja o da caridade: "Vede como eles se amam!..."

    3. O que custa não é amar a humanidade, mas sim o vizinho do lado: "E quem é o meu próximo?..."

    4. O Deus libertador talvez seja "apenas" o Deus que nos mostra que fomos feitos para ser livres. Parafraseando: "Liberta-te e Deus te libertará".

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  2. JS,

    ainda não te agradeci a colaboração, mas ainda venho a tempo.:)

    Concordo com tudo o que dizes. Sublinho: "amar a humanidade em abstracto não custa nada. Amar o vizinho do lado..."

    No post seguinte, em que faço eco de uma frase do blog Anomalias, onde ele se refere a uma comunidade utópica, creio que é esse o nosso grande mal. De cristãos em particular e Igreja no seu todo. Na minha comunidade vão mais de duas mil pessoas à missa. É impossível eu "ser próxima" de cada uma delas. Mas se o for das que, por algum motivo, acabei por me aproximar, lá está a comunidade dos díscipulos de Jesus. Isto é óbvio sem exclusivismos e separatismos que muitas vezes se criam, mas o normal relacionamento da convivência humana.

    Eu até tinha a possibilidade de ir participar noutra missa, com um padre mais acolhedor, uma comunidade mais pequena, mas ia sentir-me como se fosse jantar ao vizinho do lado só porque o jantar dele era mais apetitoso. :)

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  3. Sim, mas não cabe só ou particularmente à igreja anunciá-Lo...
    Cabe-nos a cada um de nós. Todos somos chamados a fazê-lo.
    Creio até cada vez mais que em igual medida, com igual responsabilidade.

    um novo abraço, mc.

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  4. Xana,

    não sei o que é que queres dizer quando dizes Igreja. Eu por vício, erradamente, estou sempre a referir-me à Igreja Católica. Mas é óbvio que cada crente é testemunha. Senão, não o é.

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