2007-02-14

ai, ai,ai a tal da intuição feminina...

...amável leitor deixava-me um link para esta notícia da ecclesia. Fui ler, e faltou-me a subtileza necessária, para compreender um discurso de Bento XVI. É claro que não me escapou a referência a Doze Apóstolos varões, mas faltou-me capacidade para apanhar o resto. Numa passagem pela blogosfera páro no blogue Notas Verbais e o seu autor ajuda-me a ver claro.

Acompanhar o raciocínio de uma velha raposa como é o actual Papa, não é para uma beata ingénua como eu. É preciso muito mais. É que ele fala, das mulheres e tal e coisa que nunca abandonaram O Crucificado. Ah! Já percebi. Fiquemos quietinhas, que o nosso lugar é esse. Quietinhas na Igreja porque assim fizeram nossas mães e avós até à Madalena, Maria, Marta, Susana etc., etc.

2 comentários:

  1. Bem, eu não leio a questão do abandono ou da permanência junto do Crucificado dessa forma, MC.
    Objectivamente, parece-me que a referência de tal episódio visa ser elogiosa para as mulheres, apodando os homens de cagarolas e cobardolas.
    Pode é haver algum veneno em tal elogio, como se fosse feito à laia de consolação, tipo: "as mulheres até são mais valentes que os homens; pena é que lhes falte a pilinha; sem isso, nada feito".

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  2. Então como lês? E a que forma te estás a referir?

    Eu, sinceramente, (tenho a mania de não ler, sem fazer a minha síntese)acho que nem deveríamos fazer a leitura de que as mulheres foram mais ou menos corajosas do que os homens. Se temos Marta, Maria, também temos João, Simão de Cirene e outros que de certeza não são referidos. E se Maria Madalena foi a primeira a ver O Ressuscitado, não é porque tenha alguma coisa que os homens não tenham.

    Logo, não demos rebuçados às mulheres, para não lhe darmos o bolo.

    Para quê estar a ressaltar a atitude de uns para detrimento de outros.

    Já percebes que o teu último parágrafo pode ter muito mais sentido no contexto.

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