2007-02-06

O valor da vida

Assumo que o valor que dou à vida humana, está impregnado da minha condição de crente. Mesmo que não precisasse da fé para mais nada, preciso dela para alimentar a minha esperança e o meu amor em relação à vida. Não só em relação à minha, mas a de todos. A esperança de que a vida não cabe, apenas, no nosso viver físico, mas começa e termina no sonho de Alguém.
Esta esperança reconforta-me perante tanta injustiça, tanta maldade gratuita. Reconforta-me nos desacertos que a minha própria vida contém.

Lembro-me de uma série que passou, já há uns bons anos, na televisão, e que tinha como argumento o Holocausto. Era uma série dura, cruenta, que retratava com grande fidelidade o extermínio levado a cabo pelo nazismo. De todas as imagens que vi, uma ficou para sempre na minha memória; a morte de vários deficientes mentais profundos que foram enfiados nos camiões e levados para as câmaras da gás. Tenho pensado muito, e nestes dias, porque é que a minha memória guardou em primeiro plano essas imagens. Creio que é porque elas demonstram até onde pode ir a maldade gratuita, sem razões, sem argumentos. A maldade que existe no mundo e que alojada no coração do homem, o leva a cometer actos destes.

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