2007-06-06

o amor cristão

O ON questiona o amor cristão. E a minha opção por ele. Diz: se queremos fundar uma sociedade só sobre o amor ao próximo acabamos por levar as coisas ao extremo.



Bem, a ideia é mesmo levar as coisas ao extremo. Parece é que não se têm conseguido grandes resultados. Um dos que o fez, acabou pregado numa cruz - escândalo imenso, porque alguém consegue suportar tal caminho? Porque o amor (palavra que me faz urticária, confesso), fonte e cume da vida cristã, é continuamente contrabalançada com os nossos interesses egoístas. Só em Deus não é assim.

Deus é amor, foi assim que Jesus nos mostrou e deixou como mandamento: amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força (...) amará o teu próximo com a ti mesmo. (Mc 12, 30-31; cf. Mt 22,37-37; Lc 10,27).


Amor a Deus e amor ao próximo são as duas faces da mesma moeda. O amor ao próximo não se restringe à vivência da caridade, somente com os que nos são próximos. Por isso, a sua praxis não se resume às nossas vivências do dia a dia. As relações inter-pessoais que realizamos, têm como pano de fundo o amor e a justiça. Não só o que queremos para nós, mas que desejamos se estenda a todos os homens. Daí, o necessário empenho, em criar estruturas justas e fraternas.

Por isso, faz sentido o meu post sobre a adopção ou a minha crítica ao Papa e à Igreja sempre que ela não é sinal de Deus.

Na questão da adopção, acho que nunca conseguiria adpotar uma criança deficiente. Creio que estaria acima das minhas forças. Haveria também egoísmo nisso? Era bem capaz de haver. Bem me angustiei antes do nascimento das minhas filhas com a dúvida de alguma possível doença grave. Mas o facto de reconhecer egoísmo em mim, não é impedimento para achar que é um mal. O amor é um bem maior. O egoísmo é um mal. Vivemos no fio da navalha entre os dois.

31 comentários:

  1. Já pareces a Laurinda Alves ;)

    Nenhuma mão humana lava o sangue das mãos de Lady Macbeth; e a pessoalidade das relações, não é medida por distâncias de tempo ou lugar.

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  2. "Já pareces a Laurinda Alves"...

    que queres? foge-me o pé para o chinelo. :))))

    "Nenhuma mão humana lava o sangue..." pois não!

    Lê o texto com atenção, porra! Não escrevi "só em Deus"? O que em nós é susto, é temor, é gaguejo, em Deus é fonte e fogo.

    É Deus que lava, não são as nossas acções por melhores e mais puras que sejam.

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  3. e já agora lê o post anterior p.f.. Lê a citação bíblica

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  4. e ainda mais isto:

    como é que encarnas o Cristo?

    podes fazer uma dramatização desde que não fique demasiado ilegível para meu entendimento.

    pode ser o esboço da tua próxima confissão... ;)

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  5. Gostei de te ler... e percebo-te MC.

    Estamos longe da perfeição, mas sabe sempre bem tentarmos...

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  6. Mana, mana.

    Nem sempre tudo o que se comenta é uma contraposição; pode ser um acrescento, um desenvolver, porra! ;)

    Para o caso, tendemos por vezes a reduzir o cristianismo a uma ética para os tempos que correm, ou correram, ou correrão. Em linguagem do anterior réu: reduzir o divino à incarnação. Ao focarmos, por exemplo, o inumano aspecto de criador (ó, rei dos céus e da terra;) o mistério irrompe na própria incarnação, e na humanidade, e em nós.

    Passa-se que tendemos a afirmar o mistério - separado da vivência concreta. Reduzimos Deus ao que entendemos, ou pensamos entender (fundar uma sociedade no amor ao próximo, por exemplo), tendo como pano de fundo, quase meramente decorativo - o mistério insondável de Deus que trazemos na nossa boca, sem que tal invada de suspeita todo o nosso entendimento, fazendo tranquilos juízos acerca de tudo.

    Enfim, pelo menos, é o que se passa comigo. Tornamos a incarnação e a cruz uma mera circunstância humana em que um rapaz mais amoroso que todos nós é julgado pela iniquidade humana (ó Laurinda linda linda ;)

    Ce qui manque à nos ames, c' est la terreur.

    O que não significa anular a incarnação, a humanização, a ética e o entendível; mas conectá-los. Dinâmica, tensão, dialéctica.

    A espada e o cálice.

    Strong blood, eucharistic.

    Beijos, querida madrana :)

    PS: A política (oh Macbeth!) é também uma mui reveladora história.

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  7. Luís,


    muito obrigada. Sabe sempre bem que nos compreendam.

    Os outros dois gajos também têm razão. Pensei melhor no assunto e talvez saia outro post.

    Mas se pressentir nele, um cheirinho só que seja de Laurinda Alves, não o publico.

    "quem com ferro mata, com ferro morre". É o que me acontece muitas vezes. Andei para aqui a falar das receitas xaroposas da Laurindinha e venho e faço o mesmo. E é que eu nem de Cascais sou... :(

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  8. Mano, mano

    muito obrigada pelo teu comentário. Clarifica, e muito, as coisas.

    Sabes que fartei-me de rir com a cena da Laurindinha. Porque estava a escrever e a sentir que o estava a fazer. Bem resisti, mas não deu para mais. Não prometo que não volte a acontecer, mas vou tentar que não. Se não dá, vai uma citação dos clássicos. ;)

    Beijos, lindo, lindo mano.

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  9. MC,
    só se começa a vislumbrar o significado de uma visão do mundo quando se pesam as suas consequências. Procuremos por exemplo fundar uma visão da sociedade no conceito de amor ao próximo. Algo que quanto a mim Jesus não fez: ele deixou clara a distinção entre o que é de Deus e o que é de Cesar.
    Mas é isso que fazes quando criticas a atitudes de alguns candidatos à adopção. Da opinião que manifestastes nunca resultaria nada de especialmente negativo porque é uma pessoas cheia de bom senso e com um espirito aberto. Outras pessoas podiam usar as tuas palavras para propor medidas nas quais talvez tu não te reconhecesses.

    Um exemplo:
    Alguns candidatos a pais querem escolher um filho, não demonstrando um amor incondicional ao próximo. Que tal instalar o seguinte mecanismo de adopção de crianças:

    Os pais candidatavam-se e alguns eram aprovados em termos absolutos.
    Realizava-se em seguida um sorteio que atribuiria a alguns dos candidatos uma criança. Esses candidatos teriam de ter aceitado à partida perfilhar a criança que eventualmente lhes calhasse em sorte. Caso contrario não seriam incluidos no sorteio e não teriam a hipotese de adoptar uma criança.

    Vantagens deste sistema:
    Beneficiava os pais capazes de uma amor incondicional. Os mais dignos de receber a criança.
    Beneficiava as crianças, que teriam os pais que mais amor lhes poderiam dar.

    Achas que este seria um om sistema?
    Parece-me que está de acordo com as ideia expressas no teu post.

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  10. on,

    tu e os esquemas! :)

    começo por dizer que a questão do César, Deus e a moeda, não tem bem o significado que normalmente se lhes dá. A frase de Jesus tem sido manipulada pera remeter os cristãos para a sacristia, onde não é de todo o lugar deles. O lugar deles é no mundo.

    A pergunta posta a Jesus era ardilosa e um pretexto para condenação. Ele parece que era vivaço e esperto e não se deixou apanhar nesses ardis. Mas, para alguns exegetas, o que ele queria significar com ela é que César não era Deus. E não lhe era devido o poder a que ele se arrogava. Um poder temporal absoluto.

    Já percebeste melhor a minha posição. Estava a estranhar que, conhecendo-me tu, achasses que eu alguma vez defendia que apenas fossem admitidos à adopção pais com um "amor absoluto" como tu dizes. Até porque não sei bem o que é isso de amor absoluto. Acho que ninguém o tem. Ninguém que esteja vivo.

    Acho que nunca houve nem é viável que haja, uma sociedade baseada no amor. Isso é uma utopia sem sentido. Ninguém pode ser obrigado a amar.
    Uma sociedade onde se respeitem a carta dos Direitos Humanos, já é uma sociedade onde todos encontrarão o seu lugar.

    Por exemplo em Timor (uma sociedade em construção), por vezes os seus dirigentes falam em perdão - uma das mais fortes expressões do amor. Mas o perdão, não dispensa nunca que se reparem os erros. Quem matou, violentou deve ser sujeito a juízo e cumprir a pena correspondente.

    Voltando à questão da adopção; o que pretendo é que, na medida do possível e do razoável, se vá tendo em conta os interesses das crianças a par do interesse das famílias que pretendem adoptar.

    E uma utopia minha ;) que se criasse a consciência de que as crianças institucionalizadas são nossas. Que mais famílias, mesmo com filhos biológicos, assumisse a tarefa de se encarregar de alguma.
    Em vários países isso é mais assumido. Era isso que eu achava mais justo.
    Mas nada disto pode ser lei, como é lógico. Sou um bocadinho tonta, mas não tanto. ;)

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  11. Ok,
    falemos então dum MAL: o egoísmo.
    O egoismo é assim tão mau?
    Deviamos ser punidos por ser egoistas?
    Porque é que ser egoista é assim tão mau?

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  12. bom, bom o que é que pretendes? uma confissão pública? que acenda alguma fogueira para purificar todos os egoístas? e eu no meio da procissão, claro!

    diz-me tu: o que é para ti o egoísmo?

    acho que sempre que se é egoísta, já se está a ser punido.

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  13. Cara MC,
    já disseste que o egoismo era o mal. Foram afirmações desse tipo, certamente bem intencionadas, que levaram por exemplo à criação de sistemas totalitários como a antiga União Soviética.
    Os maiores egoistas são os ricos. Se acabassemos com eles, viviamos num mundo melhor, etc,...
    Os primeiros comunistas surgiram em movimentos crsitãos radicais, convém não esquecer.
    O sistema de mercado em que vivemos, com todos os seus defeitos, funciona apesar de tudo melhor. E fundamenta-se no egoismo humano.
    O egoismo racional mais a competição entre os egoistas criou a sociedade em que vivemos. Com todos os seus defeitos, é infinitamente melhor do que todas as que a precederam.

    PS:
    Há uma questâo essencial subjacente a esta discussão. O que é que interessa, são as ideias de uma pessoa ou os seus actos?

    Normalmente são os actos. Mas para um blogger, as suas ideias são os seus actos. Embora as ideias que expressas neste blog não tenham consequências negativas nas tuas acções, algumas delas podem ter consequências noçivas nas acções de outras pessoas.

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  14. eu radicalizo, tu radicalizas, nós... :)

    e eu tenho muitas dúvidas da bondade do liberalismo. Embora um "chavezização" do mundo era qualquer coisa impensável de terrível.

    então para ti o egoismo é um bem?

    ou será mais verdade que não há nem mal nem bem absolutos?

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  15. vamos lá ver...nas nossas acções.

    Mas aqui se calhar é melhor chamar um "psi" uma coisa é o egoísmo outra são actos egoístas. Volto a dizer: o egoísmo é um MAL. Não quer dizer que todos os actos egoístas o sejam. Tá melhor assim?

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  16. Este comentário foi removido pelo autor.

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  17. Achar que não há alternativa ao mercado não significa ser liberal.
    Qual é a alternativa?

    Então o amor ao proximo não é o bem absoluto?

    O egoismo, bem enquadrado por um sistema de leis conveniente, é o motor do desenvolvimento de uma sociedade. O motor de combustão interna, as vacinas, as viagens de avião a baixo preço e o computador não são expressões do extraordinário amor ao próximo dos seus inventores mas sim expressões dos seus respeitaveis desejos de serem mais ricos mais famosos e mais respeitados do que os seus próximos.
    E todos ficamos a ganhar com isso!

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  18. pera aí!!!

    eu já defendi aqui algum valor absoluto?

    O amor ao próximo traduz-se em actos de generosidade que acho que todos são capazes de ter. e de que todos carecem? Ou tu não precisas?

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  19. e depois da tua brilhante apologia do egoísmo, eu só teria que dizer: Creio! É que nem penses!

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  20. "O amor é um bem maior.
    O egoísmo é um mal."

    Parece-me que estas valorações estão apresentadas em termos bastante pouco relativos. Nãos erá assim?

    Não me parece ter negado a importância do amor ao próximo.
    Apenas pretendo dizer que não se pode olhar para o egoismo como algo maléfico. Não há nada de mal em ser egoista, desde que se respeite a lei.

    Se negamos o egoismo em nós proprios enchemos-nos de sentimentos de culpa e caímos numa poço de contradições que nos vão impedir de fazer uma analise racional das situações.

    Considero o amor ao próximo uma virtude privada. Não a exigo a ninguém. Espero que o meu próximo seja egoista de uma forma tão racional quanto possivel, de forma a que a sociedade a que eu pertenço venha a lucrar com isso.

    A demonização do egoismo levou durante seculos à proibição dos emprestimos com juros. Os protestantes, em particular os Calvinistas, glorificaram o empreendedor que lucra com os seus negócios e mais tarde espalha uma pequena parte da sua riqueza em prol do bem comum.

    Daí resultou a decadencia dos países católicos do sul da Europa.
    Tanto dissemos que os ricos saõ amus que os nossos ricos acreditaram e são infinitamente mais correuptos e vis do que os seus equivalentes suecos e alemães.

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  21. "e depois da tua brilhante apologia do egoísmo, eu só teria que dizer: Creio! É que nem penses!"

    Não percebo!

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  22. "Parece-me que estas valorações estão apresentadas em termos bastante pouco relativos. Nãos erá assim?"

    para mim, não! Eu não tenho ideias nem ajo em termos absolutos. Falo em termos de senso comum. Toda a gente sabe que não é capaz de amar em termos absolutos, nem de ser egoísta de igual modo.


    "Não me parece ter negado a importância do amor ao próximo."

    bem, não me parece ter visto que o valorizasses em algum lado (desta discussão). Posso estar enganada.


    "Apenas pretendo dizer que não se pode olhar para o egoismo como algo maléfico. Não há nada de mal em ser egoista, desde que se respeite a lei."

    Bem, se no nosso viver diário estivermos apenas sujeitos às leis que nos orientam, estamos a limitar a nossa vida.
    A actual lei da interrupção da gravidez permite o aborto até às dez semanas. Eu não quereria usufruir dela. Embora considere a outros o direito de o fazerem. Por isso votei favoravelmente.

    "Se negamos o egoismo em nós proprios enchemos-nos de sentimentos de culpa e caímos numa poço de contradições que nos vão impedir de fazer uma analise racional das situações."

    Uma coisa é reconhecermos situações em que fomos egoístas, outra é achar que isso foi bem.
    Uma pessoa saudável olha para si própria; vê o que fez de bem e de mal
    e segue sem complexos de culpa.
    Só uma pessoa excessivamente perfeccionista não se aceita como é. Mas não é de casos limite que falamos.


    "Considero o amor ao próximo uma virtude privada. Não a exigo a ninguém. Espero que o meu próximo seja egoista de uma forma tão racional quanto possivel, de forma a que a sociedade a que eu pertenço venha a lucrar com isso."

    As virtudes podem ser públicas ou privadas. Qual o sentido desta distinção?
    Acho que ninguém pode exigir o amor do outro. Não é uma questão de exigência. Já disse mil e uma vez que ninguém é obrigado a amar. Porque se o fosse isso não era amor. (Raios partam que eu sei lá o que isso é)

    Vou dar um exemplo (não descurando os teus): nas guerras acontece prosperidade, descobrem-se melhores meios de defesa, desenvolvem-se vários saberes...a guerra é um bem? O egoísmo é um bem? Mesmo que até se lucre com ele?

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  23. em termos relativos (porque são esses que nos interessam), equivales em valoração o egoísmo e o amor ao próximo?

    Ou colocas até o egoísmo acima do amor? É que me parece que é isso que estás a fazer. Posso estar errada. Estamos em discusão em cima do joelho.

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  24. Não comparo o egoismo com o altruismo.
    Limitei-me a procurar mostrar que
    1. não é muito sensato demonizar o egoismo;
    2. Não podemos explicar a sociedade em que vivemos se ignorarmos ou vilificarmos o egoismo.


    A teoria da Evolução deixou de ser
    condenada pela Igreja Católica.
    No entanto continua a ser ignorada pelos católicos. Porquê?

    A teoria da evolução explica o mundo em termos de luta pela sobrevivencia.
    Tem a ver com o tal egoismo.

    Não sou um ateu militante.
    No entanto, se não fosse tão preguiçosos, escrevia umas coisas sobre a teoria da evolução.
    Valia a pena.

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  25. nem todos os católicos ignoram a teoria da evolução. Ela existe.

    defendes uma sociedade em que só têm lugar os mais fortes? e o que acontece aos outros? E quem o determina?

    E quem determina o que a cada momento é mais forte ou mais fraco?

    É por moda? É o egoísmo que determina, certo? Não, obrigada!!!

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  26. A teoria da evolução existe e depois das barracas com o Galileu é melhor não a negar. Quando digo que os católicos ignoram a TE não estou a dizer que não sabem que ela existe.
    estou a dizer que não querem discuti-la.
    Como se vê pela tua atitude:)

    A Teoria da Evolução e grande parte da Economia tém algo a ver com o egoismo. Se não estão erradas, não deveríamos todos tentar compreendê-las?

    Se este universo foi criado por um Deus bom, não há nenhuma verdade nele que que O negue. Não deveríamos explorar todas essas verdades?



    Bom fim de semana!

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  27. ainda não parei de responder aos teu argumentos, mas na tua opinião recuso discutir. O que eu disse foi que não queria uma sociedade onde alguém não coubesse por ser fraco. Isto em que sentido for.

    A TE não se equaciona sobretudo em termos biológicos? Naõ quer dizer que seja só. Nas guerras vence o que tem mais força, certo?

    Mas o mundo vê-se apenas em termos de economia?

    mas para não andarmos às voltas dou um ex:

    uma determinada pessoa precisa de uma ajuda concreta. Sabe que duas pessoas diferentes têm capacidade para a ajudar. Pede ás duas. Uma ajuda, outra não. Uma poderíamos dizer que teve um acto egoísta (estamos a especular) a outra foi generosa. No conjunto destas três pessoas qual foi o maior bem? Tirou-se alguma coisa para proveito das três da que não ajudou? E a que não foi ajudada por ela, também ganhou alguma coisa?

    O Deus bom...mas existe o mal. Serve à salvação? é uma pergunta de extrema pertinência. A que de todo não sei responder.

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  28. bom fim-de-semana.

    agora estou a assinar "maria" não sei porquê. mas serve na mesma :)

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  29. Tenho estado a ler e a apreciar imenso a vossa veia discutidora.
    Se me permitem, direi apenas que usam o conceito de «egoísmo» como se fosse evidente por si só, coisa que não me parece nada. Haverá algum post em que tenham abordado esse tema e que eu não tenha encontrado?

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  30. sim, eu caí nesse erro. O On, estava atento e "apanhou-me" logo. Não quer dizer que ele não o esteja a fazer.

    No meu blogue, não existe mais nenhum post sobre este tema. No Prozcland, creio que há. O ON o indicará se desejar.

    O tema interessa-me. Vou tentar amadurecer mais um pouco as ideias sobre e tentar postar mais alguma coisa

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  31. Acho que é um tema muito interessante. Vou ficar à espera.

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