Imagem-Delphine Seyrig in "Marienbad"
de que tem medo, sr cardeal Saraiva Martins?
2007-08-24 em 8/24/2007 05:08:00 PM
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ai portugal, portugal...
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Quando a Igreja se põe a jeito...
2007-08-22 em 8/22/2007 01:07:00 PM
El secretario de Estado vaticano, cardenal Tarcisio Bertone SDB, denunció el "negocio" que acompañó a los escándalos sexuales atribuidos a sacerdotes en los Estados Unidos, donde se le extrajo a la Iglesia altísimas sumas de dinero.
Preocupado com o que menos interessa (o dinheiro das indemnizações), o cardeal, qual cegonha fora de época, enterra a cabeça na areia. Não reflecte sobre algumas possíveis causas, para tão numerosos casos de pedofilia, entre os padres. Poderá até ter havido, uma corrida à indemnização. Mas haverá algum dinheiro que pague os danos causados às vítimas?
E não seria bom que a Igreja reflectisse sobre as causas que levam uma vítima de abusos calar-se e escondê-los? Qual é o papel dos padres nas comunidades? Um papel de poder, ou de serviço, como se diz? (e alguns fazem, graças a Deus).
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deixar-se iluminar
A vocação de todo ser humano é se deixar transformar pela luz divina. Progressivamente, ela nos transforma em pessoas mais amorosas, por isso mesmo, mais divinizadas. Mesmo quem vive agredido pela carência do fundamental na vida, ou quem se sente desrespeitado em sua dignidade humana tem nos olhos o clarão divino do Espírito e recebe a missão de recordar ao mundo que o projecto divino subverte toda a ordem instituída, mesmo aquelas que se consideram sagradas e, por vezes, até divina...
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pois é!
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A Igreja e a pena de morte...
"A agência Fides, órgão da Congregação vaticana para a Evangelização dos Povos, acaba de publicar um dossiê especial sobre a pena de morte que tem como título «Amai os vossos inimigos» e por subtítulo: «Como o Estado tira a vida».O dossiê repassa dois diferentes métodos utilizados para acabar com a vida dos condenados. A seguir, evoca questões ligadas à pena de morte contra menores de idade, a de inocentes condenados à morte, e recolhe os dados relativos à aplicação da pena de morte no ano 2006, refletindo a situação dos diferentes países. A agência vaticana se pergunta: «Será 2007 o ano da moratória das execuções capitais?» e afirma: «A pena de morte é cruel e desnecessária». Como apoio ao dossiê, Fides menciona a tomada de posição da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, e publica uma entrevista com Mario Marazziti, porta-voz da Comunidade de Sant’Egidio, movimento católico que promove mundialmente a abolição ou ao menos uma moratória da pena capital. "
(notícia Zenit.org)
Por mais forte que seja o nosso sentido de justiça, não se deve basear em primícias de vingança, de anulação e supressão da vida. A protecção dos indefesos, não deve cair em atitudes facilitistas. Por isso, agrada-me que na Igreja Católica se vá criando cada vez mais o sentido da justiça divina, que é misericórdia e perdão. Deus que é Amor, não faz distinções na sua acção entre bons e maus. Para aí devemos caminhar:
"Fazendo assim, tornar-vos-eis filhos do vosso Pai que está no Céu, pois Ele faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores. " (Mt5,45)
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exilados
2007-08-20 em 8/20/2007 12:34:00 PM
...O nosso segredo, é vivermos em degredo, afastados, expulsos de nos conseguirmos realizar. O nosso segredo é este viver-entre, tolhido, paraplégico, cego-surdo-mudo, abraçando a angústia nascida dos obstáculos erigidos pelos outros e por nós mesmos.
Por isso me soube tão bem dizer ontem:
- Sinto-te mais realizado, mais solto, mais livre, mais inteiro...
Não vi, mas sei que do outro lado alguém sorriu.
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Ascídia e os mistérios dolorosos
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"humildemente lúcido e corajosamente crítico"
...É indubitável que fiel e infiel sempre foram palavras perigosas no vocabulário religioso, e nos tempos que correm o perigo é visível, pois os ânimos de alguns incendeiam outros, os rigorismos fanáticos de uns tantos fazem guerra a não poucos, e a cegueira de grupo dilacera a união das pessoas e dos povos! Neste contexto, o cristão autêntico, isto é, sem arrogâncias nem complexos, há-de saber ser humildemente lúcido e corajosamente crítico para colaborar com todos os homens no reconhecimento de uma pacífica convivência humana que há que descobrir, acolher, e recriar a partir de um mistério fundamentalmente dado no amor e na liberdade que nos chegam como dom e graça.
(in aliquando)
Saber ver que há práticas religiosas que ferem a nossa sensibilidade, a nossa cultura, não é motivo para poses arrogantes ou prática da violência. O cristianismo que foi (e ainda é), vítima de intolerância, também já foi carrasco. Saber isso, é o suficiente para nos colocarmos em atitude humilde, perante outras formas de religiosidade.
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eles: os ricos
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tão perto e tão longe...
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bem-aventurados os que procuram...sempre!
2007-08-18 em 8/18/2007 05:25:00 PM
...A crise contemporânea é estranha. Enquanto o Ocidente se encontra desertificado de Deus, noutras culturas não só não há morte de Deus como, em vez da laicização, continuam na sua Idade Média, acreditando que o seu Deus é o verdadeiro e o Ocidente está em vias de perdição. De facto, o Ocidente teve um dinamismo incomparável, e a razão disso é que o seu debate foi sempre à volta de Deus. Noutras culturas, Deus é um dado e está no centro de tudo; no Ocidente, Deus tem sido uma interpelação infinita. Deus não é uma evidência, porque não é um objecto. Deus é o nome, precisamente enquanto antinome, da nossa incapacidade de captar o Absoluto, o modo de designarmos a nossa incapacidade de ocuparmos o seu lugar. O Ocidente é a procura e o debate à volta desta questão. É-se contra a objectivação de Deus, porque Deus-pessoa não é objectivável. Deste modo, o Ocidente afirma-se como procura da liberdade.
...A perspectiva cristã caminha sobre outro chão. Aqui, Deus aparece como não violência, como puro amor, como espaço de liberdade absoluta. Sem Ele, as nossas liberdades não têm lugar. Ao revelar-se como amor, Deus mostra que, se a violência é o estado natural, a não violência é que é o mistério, e o que liberta é o não poder.Deste modo, concluo eu, a crise actual não é o ateísmo. Precisamente o debate à volta de Deus enquanto debate infinito, mesmo para negá-lo, funda a liberdade e a dignidade. A raiz da crise é a indiferença e a consequente impossibilidade de pensar o sentido da totalidade, já que tudo se escoa na imediatidade e no fragmentário.
Anselmo Borges, padre - in DN
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pido permiso...
2007-08-01 em 8/01/2007 04:43:00 PM
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RECONCILIAÇÃO
Há-de uma grande estrela cair no meu colo...
A noite será de vigília,
E rezaremos em línguas
Entalhadas como harpas.
Será noite de reconciliação .
Há tanto Deus a derramar-se em nós.
Crianças são os nossos corações,
Anseiam pela paz, doces . cansados.
E nossos lábios desejam beijar-se . Por que hesitais?
Não faz meu coração fronteira com o teu?
O teu sangue não pára de dar cor às minhas faces.
Será noite de reconciliação,
Se nos dermos, a morte não virá.
Há-de uma grande estrela cair no meu colo.
ELSE LASKER-SCHULER (1869-1945)
(Baladas hebraicas . tr. João Barrento)
respigado daqui
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perdoar é preciso
38«Ouvistes o que foi dito: Olho por olho e dente por dente. 39Eu, porém, digo-vos: Não oponhais resistência ao mau. Mas, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra. (Mt 5,38-39)
Foi ontem lida a sentença para António Costa, o assassino de três jovens suas conterrâneas. O juiz aconselhou a que, durante o tempo que vai estar preso, pense nos actos que praticou.
Eu penso no longo "caminho" a percorrer pelos familiares das vítimas, pelos familiares de António Costa, por ele, para conseguirem superar tamanhas ofensas e encontrarem todos a reconciliação que não só é necessária como indispensável, para ultrapassarem as diversas dores que cada um sente.
Que sentido tem o perdão? Sobretudo num tempo em que ganhou forma uma expressão como esta:"as desculpas não se pedem, evitam-se". Sabemos que em nós convive o mal e o bem. Que somos capazes de nos ultrapassar em gestos de generosidade, mas também de cair irremediavelmente no mal. A única atitude para ultrapassarmos esta nossa condição, é o perdão que mutuamente pedimos e exercemos.
A atitude de vingança, só nos fará a todos, encerrarmo-nos no círculo do mal. O perdão, pelo contrário, liberta.
Como sou crente, acho que é Deus que nos dá a capacidade de perdoar. Sem essa força, como poderá um pai e mãe perdoar ao assassino de sua filha?
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Bom dia
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