2008-02-28

é anacrónico, desumano, absurdo...

que questões como o uso do preservativo, de métodos anticoncepcionais, da possibilidade das mulheres acederem aos ministérios ordenados, do governo da Igreja descentralizado do Vaticano, ainda tenham que ser discutidos por uma minoria marginal da Igreja Católica.



transcrevo excerto de uma entrevista a José Mª Castillo, teólogo "maldito", segundo a ortodoxia do Vaticano.

-¿Cómo evolucionará la Iglesia en la próxima década?

-Las religiones evolucionan lentamente. No se les cambia en unos años. Necesitaría unos dirigentes más jóvenes. Estamos con falta de vocaciones y con las iglesias vacías y ponen para arreglar esto a un señor de 80 años. A ninguna institución se le ocurre. Si tiene problemas, una empresa multinacional, -porque al fin y al cabo la Iglesia es una gran multinacional religiosa-, no pone al frente a una gerontocracia como es el Papa y el Colegio de Cardenales. Pero la Iglesia, viendo que la comunicación con la sociedad y la cultura es más complicada, prefiere replegarse. Se produce un fenómeno de fundamentalismo. Anthony Giddens lo ha definido muy bien diciendo que el fundamentalismo es tradición acorralada. Y yo pienso que la Iglesia se ve así. No quiere reconocer que se equivoca y que tendría que cambiar. Se apoya en los círculos más conservadores, mientras la mayoría de la gente va por otro camino.


-¿Qué reformas cree que tendría que hacer la Iglesia?
-Lo primero sería replantear su sistema de gobierno. El Papa no puede ser un monarca absoluto. Tienen que replantearse las relaciones entre el Papa y los obispos, y hacer un reparto de poderes. Tendría que haber una descentralización del poder. En ninguna parte está legislado que el poder se tenga que ejercer así, de forma que la Iglesia entera esté pendiente de un solo hombre. Es una institución única en el mundo. Tendría que haber una mayor descentralización y darles mayor protagonismo a los laicos, sobre todo a las mujeres. No me explico cómo las mujeres, encima de todo lo que las marginan y excluyen, siguen yendo erre que erre a la iglesia.

-¿El feminismo no ha entrado en Iglesia?
-Que recen cada una en su casa. Una reforma de fondo iría a planteamientos teológicos, a la manera de entender a Dios. Mucha gente ve a Dios como alguien que castiga y amenaza. Y hay que repensar la moral, que se centra tan machaconamente en el sexo y olvida otros aspectos fundamentales. Cada día mueren 30.000 niños de hambre y yo no sé cuándo he oído hablar de eso en documentos eclesiásticos. Lo hacen de pasada. Se le da más importancia al tema del condón que a la muerte de 30.000 niños al día.

-¿Es absurdo?
-No tiene ni pies ni cabeza. También habría que reformar la liturgia, que tiene rituales de la alta Edad Media. Totalmente anacrónica.




José Mª Castillo

5 comentários:

  1. questões de fundo, sim.

    ahora los problemas qui se me comicham: foi nos burgos do séc. XVII que determinada antropologia e sociologia correspondente começaram a tomar poder here in europe, e que histórico-superficialmente se pode nomear de mercantilização do ser. nesta antropologia e etc, é anulado o tempo histórico, isto é, o sentido do passado e do futuro na tensão com o presente. acompanhado com a correspondente anulação da reflexividade, deu no que hoje temos como valor antropológico primordial, isto é, a juventude (da proibição dos cigarros à obsessão com ginásios e plásticas e etc, por ex nhurro). it’ s only natural, a juventude é a categoria existencial do desejo e da vontade, que são as forças com que crescem os burgos, sobretudo agora que se globalizaram. a reflexão é algo que nos burgos se olha com íntima desconfiança. assim é que certa sabedoria, apanágio da idade e da lúcida desilusão, assim como da relação com a temporalidade não-imediata, é cada vez mais desarreigada das ocidentais orientações (o tratado de quioto é uma mera manobra de diversão, por exempo ecológico). a categoria histórica dos burgos é a actualidade (os seus avatares são os jornalistas e os publicistas, e é aqui que se constitui o simulacro de reflexão que os burgos necessitam para configurar o seu domínio, e verdade seja dita, têm feito um óptimo trabalho). pretender que a actualidade e a juventude sejam os eixos de orientação de algo como a conversão cristã, para o caso, é outra frente do seu trabalho. eu teria cuidado com isto, tento ter.

    dito de outra maneira: uma boa questão não legitima maus argumentos. é aliás assim que o diabo costuma conduzir a dança ;)

    bjocas, bom fim de semana

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  2. esta visto, o melhor é sermos governados espiritualmente por uma gerontocracia. Isso parece ser sinal de mérito e reflexão não admira que as caracteirsticas sejam a tradição, a autoridade, ( em idade )
    e os mestres antigos.

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  3. ai, mano!

    O meu novo jardim, ciosamente, reclama a minha atenção para o despontar das flores e o alegre canto dos pássaros. Diz-me que deixe as filosofias e os pensamentos muito elaborados para um outono que chegará um dia...eu sei lá dos burgos, dos publicistas ou dos jornalistas tão pouco. e o diabo, que se diz que está sempre atrás da porta, também tem (ai tem, tem) a sua quota nisto tudo.

    Mas o Cristo que eternamente nos convida:"Vinde ver..." manda-nos olhar para trás, para a frente e á nossa volta. Continuamente!

    Falando português escorreito, temos uma Igreja parada no ontem. E deste modo, muitas vezes desumana e cruel. (Falo da Igreja vísivel, como é óbvio. Porque a Graça não dispensa o trabalho).

    beijos

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  4. Ai, mana ;) É que a ideia de uma igreja gerida como uma multinacional empresarial, com jovens yuppies e velhos negociantes, a fazerem brainstormings e estudos de mercado, perfis de público alvo, tudo gerido por um líder jovem e cheio de vontade de ascender na sua fulgurante carreira de impor a sua instituição ao mundo… caramba, ‘tás a ver?... Quanto ao resto do meu monólogo resmungão passeando no teu jardim, se calhar pensas que só tu é que és fóbica, não? ;) E quanto a Outonos e crepúsculos, pois claro, a rosa não tem porquê Bjocas a ti, uma vénia ao jardim

    PS: Hay muchas visibilidades e las mas sustenidas non son siempre las más espectaculares, como las rosas e la perla de orvajo (o meu espanhol está como sempre esteve, um horror, “orvajo” é EVIDENTEMENTE portunhalês de “orvalho” :)

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  5. credo, caramba! váderetro! claro que corremos sempre esse risco. ápois...lidamos com o temporal...e criamos anti-corpos a gosto.

    olha, para reagir às fobias, se eu te pudesse mostrar um lírio campestre que descobri ontem...lindo, mano! uma coisa minuscula, mas encheu-me a alma (que anda fraquinha e só com doses a conta-gotas) ;)

    beijos, inté

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