2008-02-26

os maravilhosos caminhos de Deus...

Falava deles com o ênfase de muitos anos de militância católica. Aquilo que se chama uma "católica praticante" - sacramentos, pertença a vários grupos etc.
Questionou-me sobre uma situação familiar. Olhei-a nos olhos e disse-lhe que tinha tudo ultrapassado. Tudo estava resolvido - interiormente e na exterioridade da relação. Olhou-me um pouco incrédula e falou-me de factos com mais de quarenta anos (os quais eu nem conhecia). Reafirmei que só no perdão se encontra a paz. Pareceu-me que me olhava um pouco como eu acabasse de chegar de Marte.
A seguir embala a falar-me dos filhos e noras e das distâncias físicas e de relação. Dizendo à mistura que "os caminhos de Deus são maravilhosos" porque a vida já se tinha encarregue de mostrar a todos que ela é que tinha razão.

Remeti-me a um silêncio opaco. Não consigo perceber uma relação com Deus que só sirva para legitimar as nossas "verdades", e não para nos aproximar dos outros.

5 comentários:

  1. Oi, mana.

    Não percebi muito bem – e se calhar não era para perceber – a relação ou os conteúdos dos “factos com mais de 40 anos”, “perdão que traz a paz”, “o olhar de Marte” e “os caminhos maravilhosos”. Sem entrar evidentemente em infos pessoais, qual é a distinção de atitudes?... Eu diria que uma implica a outra ;)

    bjocas

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  2. sem crise, mano. :)

    hoje fui num pé e vim noutro (ando a ficar com fobia à capital...e não só). Ficou mais uma vez o nosso almoço adiado ...vamos ver se com a primavera... :)

    beijos

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  3. hããã?... estou mesmo nhurro, continuo sem perceber grand chose. crise? logo a mim, que considero as crises uma das fontes primeiras do crescimento ;)

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  4. a crise era não teres percebido. Percebeste o essencial: Uma implica a outra. Se não fui clara nisso, peço desculpa.

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  5. Ah, ok mesa, mas desculpa nada, pá, a malta é que é nhurra (teimosa, dizem os amigos na sua benevolência ;)

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