2008-04-07

é muito preocupante

que as coisas não valham por si mesmas, mas porque passaram a ser difundidas nos vários meios de comunicação.
É preocupante que já quase ninguém se reserve na sua intimidade e procure defender os seus direitos colocando-os a julgamento público.
Das imagens mais chocantes que já vi em televisão, foi um grupo de jornalistas a focarem a chegada do carro, onde alegadamente, estava o casal que detém a guarda da pequena Ana Filipa (Esmeralda parece que é o seu nome) e a própria, à chegada a um Tribunal qualquer. Enojada, desliguei a televisão. Soube depois que a criança se recusou a sair do carro.
O que é que serviria melhor à causa desta criança: O normal funcionamento da justiça longe dos vorazes meios de comunicação, ou este arrastar de julgamento mediático, de um caso onde nem sequer conhecemos todos os contornos?

3 comentários:

  1. MC,
    neste caso talvez a única esperança da criança perante a injustiça dos tribunais seja mesmo a opinião pública...

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  2. não sei. a opinião pública tem dados suficientes?

    Porque é que este processo leva tantos anos? a quem imputar culpa? à (in)justiça portuguesa, decerto.

    pessoalmente, assusta-me a ideia de um país governado pela opinião pública. Valha-nos o Nietzsche! ;)

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  3. (“um país governado pela opinião pública.”)

    Bem parece ser cada vez mais um facto, mas essa opinião pública é por sua vez mais influenciável por uma classe de “semi-deuses” que começou a semear as tvs, jornais e toda a comunicação social, dando opiniões sobre tudo e principalmente parecem ser os detentores da chave da felicidade humana, são os psicólogos, psiquiatras, pedopsiquiatras etc.
    Segundo o último relatório sobre o caso, afirmaram em relação ao pai biologico “que não revelou um interesse genuino pela filha “ e que é “ frágil, manipulável e influenciável”.

    Quanto ao interesse genuino, pelo que eu sei, sempre reclamou a paternidade da filha logo que soube pelos teste de ADN que era sua. Foi-lhe atribuida a entrega pelo tribunal, ainda antes da miúda ter um ano, veja-se bem. Mas entretanto alguém já tinha tomado conta da menina e recusou-se durante 3 a 4 anos a entrega-la nunca conseguindo as autoridades, mas sera mesmo verdade que era dificil contactar essa pessoa que por sinal era militar. Mas o que é um facto é que nunca conseguiram contacta-lo para o “obrigar” segundo ordem judicial a entregar a menina.

    Entretanto o tempo passa e 4 a 5 anos depois salta para a comunicação social o drama. Com a criança sequestrada em parte incerta.

    É claro que uma miuda com esta idade, é facil a opinião pública incitada pela comunicação social e sem outros pormenores revoltar-se contra o pai biologico e nunca contra o pai afectivo. Os psicologos fazem o mesmo jogo,argumentam, ja se estabeleceram afectos (no entanto há crianças que são até adoptadas com mais idade) nada a fazer e então esta bem, mas alguem sem culpa e por culpa da ineficacia de uma pseudo justiça fica sem a sua filha, pois esse sargento apesar de não ser um analfabeto nem sequer se preocupou em adoptar a menina legalmente tomou conta dela e consumou um facto com o passar do tempo.

    Se alguém rapta um bébé num hospital como ja aconteceu e não é descoberta nem denunciada com o passar do tempo criam-se afectos é um facto consumado, estes psicologos tem coragem de negar isto também nestas situações?

    As vezes revoltam-me ouvi-los na tv a justificar sempre “pseudo vitimas” que não o são de facto. O caso que mais me revoltou foi o do transexual no porto onde rapazes adolescentes são quase desculpados por terem barbaramente assassinado um pobre desgraçado que lhes caiu nas mãos, assacando culpas não a quem desferiu os pontapes, mas quase a sociedade pelo infortunio da tais adolescentes, como se essas pessoas não tivessem noção do que é o bem e o mal.

    Mal vai este pais, que não reponsabiliza quem deve.

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