2008-04-17

poder feminino: França 1 - Portugal 0

No Prozacland discute-se o poder. Deixei lá uma provocação em forma de pergunta: "para que serve o poder?"

Ontem a vidinha deu-me a resposta. Só manda mesmo quem pode.

Ia rua fora e encontro duas mulheres aflitas, a tentar socorrer um homem caído. Aproximei-me, perguntei se precisavam de ajuda, e como elas já estavam a telefonar para o INEM, ofereci-me para ir procurar o irmão do homem. Como imaginava, ele estava na tasca mais próxima. Eram nove da manhã.

Cheguei à porta, vi que estava sentado a uma mesa, com mais dois colegas e o pequeno cão preto. Disse "bom dia" e "que o irmão estava caído na rua sem dar acordo de si". Ainda não tinha voltado costas e percebi um leve encolher de ombros para os colegas. Mas fiada na minha autoridade, achei que ele seguia atrás de mim.

Entretanto, já se tinham juntado mais pessoas, entre elas uma jovem com sotaque francês que tentava reanimar o homem e dizia que já era costume aquela situação. Muita bebida, pouca comida e epilepsia. Disse-lhe que já tinha chamado o irmão, que estava em tal tasca, e já com alguma intuição que aquilo ainda ia acabar mal para mim, pois os minutos passavam e não o via rua acima, acabei a confessar que ele não me tinha ligado nenhuma.

Ela levanta-se, entra no carro, e não tinham passado três minutos, chega com ele ao lado. O cão deve ter ficado a guardar o copo e o lugar. E eu percebi porque é que umas têm, outras não.

Para me consolar pensei:"ela é mais jovem, francesa..."

E chegou o INEM, e fomos todos à vida...

4 comentários:

  1. Esta história está mal explicada:
    O irmao só fala francês?
    Ou és tu que falas com tom de brandos costumes?
    Ou o irmão é teu filho? (os meus também não vêm quando os chamo...)
    ;-)

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  2. "Ela é mais jovem, francesa"... e tem carro! para trazer o tascudo.

    Ass.: Favas (des)Contadas

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  3. Claro que deve ter sido de ela ter pedido com pronuncia gaulesa...

    nem teve nada a ver com juventude e beleza... os portugueses, nem vão (pouco) por aí...

    abraço MC

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  4. :)

    ela teve a vantagem de já ir avisada. Se eu tivesse lá ido segunda vez, o gajo logo via.

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