2008-06-12

A doutrina até há. Consciência também. Falta...

por vezes, a coerência necessária.

"O critério é sempre a pessoa humana

Têm sido reconhecidas e analisadas as dificuldades sociais e económicas da região, em especial no que toca às empresas e ao desemprego de muitos trabalhadores. Igualmente se verificam novos surtos emigratórios, em busca do trabalho que aqui escasseia. Reconhecem-se abandonos da escolaridade, atrasos na qualificação técnica e lacunas na formação especializada, precisamente onde mais urgente se torna para o desenvolvimento. É neste contexto que lembro o ponto essencial do discurso do Papa João Paulo II no Porto: a dignidade da pessoa humana, como referência constante da análise que se faça e da solução que se procure em qualquer situação social e económica.
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Garantir trabalho, promover a habilitação escolar e profissional, desenvolver a formação contínua e obviar à ociosidade forçada, tudo são garantias de uma sociedade realmente desenvolvida. Longe de serem um dispêndio mais para quem tenha de gerir os recursos públicos ou privados, são o melhor investimento social e económico a médio e longo prazo e caracterizam uma sociedade saudável, a nível local, regional ou nacional e até europeu.

2. Trata-se essencialmente duma questão de cidadania, que a todos nos envolve a esse título, crentes ou não-crentes. Transportando uma tradição que une a causa de Deus e a causa do homem, a Igreja Católica tem tirado daí as necessárias consequências sócio-económicas. Reforça o que devia ser uma convicção básica e comum: a transcendência de cada pessoa, no que é e no que realiza, a respeitar convenientemente. Na sua primeira encíclica o Papa Bento XVI situou nestes termos a intervenção da Igreja: “A doutrina social da Igreja discorre a partir da razão e do direito natural, isto é, a partir daquilo que é conforme à natureza de todo o seu humano. […] A Igreja não pode nem deve tomar nas suas próprias mãos a batalha política para realizar a sociedade mais justa possível.


D. Manuel Clemente, bispo do Porto

fonte - ecclesia

3 comentários:

  1. Eu cá gostava de saber porque é que o bispo do Porto ainda não garantiu trabalho ao padre Mário, que no dia em que soube da sua ida para a diocese manifestou a esperança de ser acolhido de novo no seio da igreja a que sempre pertenceu. Bem prega o frei Tomás!

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  2. Tudo precisa bem pesado e bem medido...

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