2008-06-12

freira expedita







Há dias, era noticiado que duas freiras septuagenárias tinham sido expulsas de um convento italiano. Motivo: desobediência. Também a congregação da Companhia de Jesus andou a fazer umas declarações de pedido de desculpas. Motivo: alguma insubordinação ao Papa.

Agora, lê-se no DN, que uma freira resolveu pôr a congregação de onde foi expulsa, em tribunal Cível, para pedir uma indemnização pelo trabalho prestado, e por unilateralmente prescindirem dos seus serviços.

Apenas três testemunhas de defesa foram chamadas, ontem, à sala de audiências do Tribunal da Guarda, no caso que levou uma ex-leiga da Liga dos Servos de Jesus a reclamar uma indemnização à instituição, depois de expulsa. O caso remonta a Março de 2001, quando Maria de Fátima Diogo foi chamada a um conselho extraordinário da instituição, onde foi informada que o melhor era sair da Liga dos Servos de Jesus.

Nenhuma instituição ou entidade, seja ela religiosa ou laica, está acima dos direitos humanos e das leis civis. Pelo contrário, quanto mais fielmente forem cumpridos e realizados, mais coerentes com o Evangelho se tornam. Não é lícito invocar alguma lei divina, para se cometerem atropelos à dignidade das pessoas. A Igreja Católica nem sempre tem isto presente. E não vale dizer que se deve sacrificar o indíviduo pela instituição. Isso não passa de uma atitude farisaica e anticristã. No Evangelho, o primado é sempre da pessoa. Por isso, Jesus chamou Zaqueu, Mateus, Tiago, Filipe, Maria Madalena..

Do evangelho da liturgia de hoje:
20Porque Eu vos digo: Se a vossa justiça não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino do Céu.» (Mt 5,20)

4 comentários:

  1. Continuo a rezar por uma Igreja com freiras como essa.

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  2. Como é bonita a simplicidade

    Essa historia da liga de jesus não esta totalmente bem contada, ha só uma versão a da “pseudo vitima”, Não é um caso de direitos humanos nem coisa que se assemelhe, não é um caso de leis divinas, mas quem entra para uma ordem ou se submete a direcção dessa ordem aceitando essas regras é porque de livre e espontanea vontade aceitou essas regras de vida, não pode agora vir fazer-se de inocentinha e pretender culpar os outros/as. O que eu acho engraçado e inédito é o estado vir meter-se ao barulho num caso totalmente religioso pois foi o supremo tribunal que retirou competencia ao tribunal elcesiastico, ou seja o estado reconhece a igreja como uma entidade autonoma com uma organização territorial e administrativa própria com a qual tem concordatas e cuja competencia para julgar os seus membros religiosos lhe pertence, isto abre uma nova perspectiva daqui para diante qualquer religioso pode por a sua ordem em tribunal invocando legislação laboral ou outra, qualquer padre que abandone o sacerdocio pode invocar o tempo gasto a favor da igreja e pedir indemnizações,as regras não valem para nada, a sua aceitação à priori quando da admissão não conta, agora estou zangado e tem que valer a lei civil quero uma indemnização. Eu, estou a gostar.

    (20Porque Eu vos digo: Se a vossa justiça não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino do Céu.» (Mt 5,20)

    Afinal quem é que quer a justiça dos doutores das leis e fariseus.

    Quanto a este caso os testemunhos confirmaram que:

    “as quais confirmaram que a antiga «irmã» não respeitava por inteiro as regras que a disciplina interna dispunha”

    “A sua expulsão terá sido originada no facto de não cumprir as regras da instituição, mas a queixosa vem alegando que tudo se deveu a um desentendimento com a irmã superiora, que não a terá autorizado a frequentar um curso superior na Universidade de Coimbra.”

    Há outros testemunhos.

    “Li com espanto a notícia que veio no jornal Correio da Manhã (CdM) do dia 10 de Maio, cujo título era: “Irmã expulsa quer ser indemnizada”. O meu espanto passou a alguma indignação quando depois recebi o jornal “A Guarda” do dia 15 com a mesma notícia, embora num teor um pouco diferente. Senti indignação por causa de algumas imprecisões e falta de verdade que estes artigos nestes dois meios de comunicação divulgam. Para já, a pessoa que se diz injustiçada não é “irmã” como refere a notícia do CdM. Ela foi expulsa duma comunidade religiosa há já sete anos e eu tenho a certeza que essa comunidade, que conheço muito bem, nunca poderia ter feito uma coisa dessas sem ter tido um forte motivo e a pessoa que o decidiu não o fez, com toda a certeza, de ânimo leve. Ler só o que refere uma das partes e ajuizar segundo o critério da pessoa que se quis expor é de todo injusto. Por isso é que eu acho que os comentários no site do CdM relativos à notícia, de todo descabidos. A mesma pessoa também não é nem foi religiosa consagrada a Jesus pelos votos de obediência, castidade e pobreza como a autora afirma, em tom místico, no jornal “A Guarda” porque naquela instituição não se fazem esses votos solenemente. Se os fez, particularmente, eles não constituem nenhum vínculo de permanência. Se as coisas não eram como ela queria podia ter saído quando quisesse, sem esperar que fosse expulsa. A Liga dos servos de Jesus é uma instituição (não uma ordem religiosa) que congrega leigos comprometidos para o serviço da igreja, que alguns vivem em comunidade, outros até não, e se regem por uma constituição própria. Eu deduzo por tudo que a vocação dela era igual à minha que, aos oito anos, queria ir para o colégio para me livrar de lavar a loiça em casa. Para mim, o que fica mais claro é que ela queria tirar um curso superior de borla e duvido das suas boas intenções. Quem pretende entrar num comunidade religiosa sabe de antemão que lá dentro existem regras que têm que se cumprir e aos 24 anos já se sabe bem o que se quer. De uma coisa eu tenho a certeza; se ela fosse um bom elemento dentro da comunidade da qual fazia parte, se cumprisse as regras e mostrasse pelos seus actos que tinha verdadeira vocação, as coisas certamente lhe teriam corrido de outra maneira. Até porque, devido à actual carência de vocações, ninguém a mandaria embora. É que viver em comunidade implica acima de tudo, observar regras de boa convivência. Se a pessoa em causa não tinha isso em conta… As comunidades religiosas não são obrigadas a fazer o papel de pais que por vezes têm de aguentar as exigências e caprichos dos filhos, pela razão que foram eles que os geraram. E exige indemnização porquê? Ela não foi expulsa de nenhuma empresa onde estava com o estatuto de funcionária! Se a pessoa em causa leva as coisas para esse lado, judicialmente, se calhar, tem que ser reconhecido que foi despedida por justa causa e não por um mero desentendimento. Também, que saiba, nenhuma empresa quando despede um empregado com ou sem justa causa, lhe fica a pagar um ordenado até ele encontrar um novo emprego, como foi no caso dela. Isso não é referido em nenhuma das notícias. Dizem-se umas coisas mas omitem-se outras. E como é que foi calculada a indemnização? Quantos trabalhadores já tiveram a indemnização de 120 mil euros ao serem despedidos em qualquer circunstância, depois de terem trabalhado tantos ou mais anos que a pessoa em causa? Então e durante os vinte e três anos que ela esteve na comunidade quem a sustentou? Quem lhe forneceu comida, bebida, cama e roupa lavada? Quem é que até lhe proporcionou o uso e abuso de um carro esquecendo-se ela que se servia de um bem que era de todas? Desde quando é que uma pessoa que diz ter vocação religiosa entra numa comunidade e se arroga no direito de exigir a essa mesma comunidade, uma despesa extra para ela poder prosseguir os estudos até onde muito bem lhe apetecer? E depois compõe o ramo a dizer que era só com o intuito de ser prestável à obra. Isto é o que se diz ter “lata”. O que aconteceria numa comunidade se todos os membros se julgassem prestáveis para o mesmo posto e o exigissem? Para se ser prestável em qualquer lugar tem que ser responsável, ter capacidades e também qualidades humanas. Eu sei do que falo; vivi e estudei contribuindo com o meu trabalho sem exigir o que quer que fosse, no colégio onde esteve a queixosa e sei do grau de exigência e da qualidade do ensino que ali era ministrado. Ao contrário dela, sinto que devo muito a essa comunidade. Guardo muito boas recordações dos tempos que lá passei e julgo que as pessoas com quem lidei não têm também más recordações minhas.” Arminda Fernandes.

    “ Neste caso insólito e pelos vistos inédito em Portugal, vemos uma instituição com fins espirituais e alguém que professa os mesmos fins, convertidos respectivamente numa entidade patronal e num trabalhador. As coisas de Deus convertidas ainda em objecto de relação laboral! Muito longe se caminha dos desígnios daquele que está para ser oficialmente santo e intuiu com amor as constituições da Liga dos Servos de Jesus. As servas segundo enlevo do fundador, seriam monges sem hábito e as casas da Liga, abrigos espirituais, dedicados a estabelecer o reinado de cristo na terra, em harmonia com elevados princípios de trabalho e caridade, tendo como exemplo máximo os primeiros cristãos. Não entendo como podem os defensores desta causa argumentar com base nos pressupostos das relações laborais e legislação do trabalho. Também não entendo que haja lacunas tamanhas nas instituições religiosas ( não disse na legislação laboral ou eclesiástica), de forma a que se cheguem a rupturas tais , onde não se vislumbre uma remota possibilidade de exercitar o perdão mútuo e o amor, aliás os fundamentos da única religião verdadeira que deveriam também presidir à fundação e desenvolvimento de instituições dessa natureza. Assim se constrói a Paz no Mundo. Evitar-se -ia o recurso aos tribunais temporais, que de facto, não têm competências para julgar este caso “ Maria Torga

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  3. eu também, henrique. oremos... ;)

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  4. O fundador da liga dos servos de Jesus, quando a fundou,foi bem claro.Disse a obra é de Deus, não é para nos servirmos, mas sim para servirmos a Deus e ao proximo,e quem nao quiser seguir este lema,pode ir se embora.Se o ideal desta mulher nao era o do fundador,mas servir se a ela proria,o que é que ela lá esteve a fazer tanto tempo?quem vai para a instituiçao c/24 anos sabe bem o que vai fazer vai de livre vontade nao?mas como o ideal dela era tirar um curso gratis,até escolher a casa da Cerdeira para desfrutar da obra,tudo a seu belo prazer.Se ela fosse minimamente inteligente nao esperava pelo o convite de uma saida tao,tardia,qunao a situaçao que ela criou,era completamente insustentavel,porque ali ninguem prende ninguem.
    É depluravel e lastimavel a atitude dessa muler perante a instituiçao que acolheu,exigindo uma indeminizaçao,se alguem tem esse direito de exigencia é a instituiçao,porque tirou um curso gratis,pagaram lhe ate ser colocada,nunca foi no minimo util,produtiva e prestavel à isntituiçao.Teve cama,mesa,roupa lavada exageradas exigencias,desde dinheiro,carro à disposiçao,fez sempre mau ambiente na comunidade,sarilhos,intrigas,instabilidade constante,é este o espirito de religiosa,que ela diz ter?
    A 9 de maio 2008,a Lusa diz que essa Maria de Fatima,trabalhou 23 anos arduos prestados à liga dos servos de Jesus,é mentira.Arduos foram todos os momentos que ela proporcionou aos superiores,a toda comunidade e a todos os que a rodeavam,porque ela teve sempre uma vida regalada,e de exigencias cosntantes e entusiasmada a orientar a sua vida sim,mas em proveito proprio e nunca ao serviço da comunidade,nem do proximo.
    Também a Lusa diz que foi expulsa sem ter invocado um unico acto concreto que o justificasse.Ela sabe que os 23 anos,que lá esteve fazendo a vida negra à comunidade,e de cosntante instabelidade,foram mais do que suficentes e mais do que concretos para a justificaçao.
    Nunca foi nem simpatica,nem produtiva,nem cumpridora dos seus deveres,o viver em comundidade exige acima de tudo regras de boa harmonia e boa vivencia,coisa que ela nunca teve
    Eugénia P.

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