2008-07-02

Jesus: verdadeiro Homem, verdadeiro Deus

"Só uma nota, que não pode passar em claro (sobre o resto vamos conversando). Eu creio que Jesus foi completamente homem e completamente Deus. Como combinou isso numa só pessoa? Mais um mistério para a nossa mente finita... Mas só assim pôde ser tentado - e não pecou. Só assim viveu a condição humana, com os altos e baixos da vida inerentes, e se identificou plenamente connosco" (Pedro Leal)



Os cristãos professam que Jesus é a segunda pessoa da Santíssima Trindade, verdadeiro Deus, portanto. E, na sua Encarnação humana, verdadeiro homem. Um "dois em um", que não foi pacífico ao longo da história da cristandade.

O Pedro Leal, num comentário a um post mais abaixo, diz que é um mistério (coisa muito boa de se chamar, quando não percebemos patavina do que estamos a dizer), e utiliza um argumento, quanto a mim, inválido, para justificar a dupla condição de Jesus. Diz:"só assim pôde ser tentado - e não pecou. ...e se identificou plenamente connosco".

Se Ele não pecou porque era Deus, então não se identificou plenamente connosco. Foi um "faz de conta".


Procuram-se outros argumentos. Se os houver.

6 comentários:

  1. Deus é demasiado perfeito para poder pensar noutra coisa senão em si próprio. Alguém disse.

    Mas sendo assim e sabendo da dupla personalidade humana e divina qual é que comanda e a qual devemos obedecer? é crivel que cristo sabendo da sua personalidade humana e divina tenha pecado? Isto é a divina ser subjugada pela humana? Não acredito. E não é preciso ser nenhuma divindade para chegar a esta conclusão. Ou como dizia um meu proffessor nos temoa uma “alma” eu diria pensamento, inteligencia que nos puxa para cima e nos eleva para os ceus e um corpo que nos afunda na terra. Ou então a teoria do cavalo branco e cavalo preto puxando uma carroça por uma estrada fora em que o cavalo branco puxa para um lado representando o bem o preto para outro lado representando o mal e a inteligencia é o cocheiro que mantem a carroça na estrada sem acidentes nem zigue zages.

    O que eu vejo de tudo isto é que os argumentos vão e vem mas sempre na mesma onda, o renegado Ario em niceia ja tinha sido ostracizado mas não esclarecido e mantem-se as duvidas incertezas disputas , a humanidade progride em tecnologia ciencia mas continua a ser a mesma a nivel sentimental e mental, cada un puxando para seu lado, sera sempre assim. As controvérsias preocuparam tanto o imperador constantino que este escreveu, “Essa divergência não surgiu em decorrência de qualquer mandamento importante da Lei, nem de qualquer opinião introduzida acerca da adoração de Deus. Vocês dois possuem os mesmos sentimentos e, assim, devem estar juntos em uma só comunhão. Isto não é apenas indecoroso, mas também ilegal: que uma grande parcela do povo de Deus deveria estar sendo governada e dirigida por vocês, enquanto que na verdade vocês se encontram contendendo um contra o outro, disputando sobre questões menores e sem importância”.

    Os argumentos da pecabilidade impecabilidade de cristo vem de uma lógica humana de ver as coisas e afirmam isto, não teria glória. As orientações afirmam que ele nem tinha a capacidade da pecabilidade, mais a frente percebe-se melhor o que quero dizer, E então vem a contra argumentação, mas se ele não tem a capacidade da pecabilidade então não tem glória na sua perfeição.

    Esta confusão vem dos que acreditam que cristo tomou para si a natureza que adão teria antes de pecar, cristo teria nascido com uma natureza caída, mas não, ele iniciou a sua vida, passou por tudo o que ela oferece e terminou o seu registo com uma vontade humana santificada, ele foi tentado? Sim nos mesmos pontos que nós e, contudo, porque rendeu a sua vontade a deus e a manteve santificada não pecou, nós nascemos com a mesma natureza caída, mas com a propensão para o mal e, assim desenvolvemos uma mente carnal, quando somos transformados pelo novo nascimento, a nossa mente carnal é substituída pela mente divina, a grande obra da redenção só poderia ser levada a cabo pelo redentor, tomando o lugar do adão caído, ele iria tomar sobre si a natureza caída, era da vontade de deus que cristo tomasse sobre si a forma e a natureza do homem caído. Mas e isto é para quem acredita nisto mesmo, enquanto adão na sua natureza somente humana cedeu a tentação e pecou, cristo apesar de ser tentado não cedeu na sua naturesa divina ao pecado resistiu mas conheceu a fraqueza da natureza humana, talvez por isso a celebre frase a pedro, ainda antes de o galo cantar tres vezes me negaras.

    Isto quer dizer que ele lutou contra todos os pecados contra quais nós lutamos, mas ele venceu essa luta, para quem acredita, nós temos a salvação em cristo, porque ele lutou e venceu essa luta por nós. Ele foi tentado de todas as maneiras na sua natureza humana como nos somos tentados, mas a capacidade de ser tentado prova que temos uma falha inata, é só isto que está correcto não é completa a argumentação da pecabilidade de cristo por ser humano também, ou seja a sua concretização do pecado, mas é correcta até este ponto da tentação. Há quem argumente que sem a capacidade de pecar, se ele não tivesse a capacidade para pecar, a tentação seria inexistente e ele não poderia se compadecer com as nossas fraquezas. Ou então dizem que se ele não tivesse a capacidade para pecar ele realmente não tinha uma natureza humana, porque junto com a natureza humana há a capacidade de pecar.

    Mas este assunto tem a ver com a queda do homem e do jardim biblico, do primeiro adão e o último adão. A diferença, é que não estamos tratando da natureza caída de adão quando falamos disto sobre cristo, considerando a natureza humana. Mas a quem não entenda isto.

    Tentar os homens apresentando diante deles atractivos para fazer o que é mal ou bem , mas estes atrativos para fazer o bem ou mal, quaisquer que eles venham a ser não tem nenhum efeito tudo dependendo da relação ou da natureza que está dentro de cada homem, ou seja a natureza humana vai ser o factor determinante se algo é uma tentação ou não. O que pode der uma tentação para uns para outros não é, a nossa natureza a nossa fraqueza faz a diferença. A tentação da pecabilidade só pode incentivar ou somente pode sujeitar-nos na medida em que houver uma natureza que se possa submeter e estar disposta a tal provação.

    E porque existe esta pecabilidade em nós na nossa natureza humana? Porque existe uma natureza caída dentro de nós que não existe em cristo. Com certeza, custa-me a crer que alguns que se dizem com fé e católicos achem que cristo pudesse ter pecado na sua natureza divina, mas na sua natureza humana que poderia ter cometido pecado. Este é o cerne do seu argumento. Mas então temos que ver uma coisa e analisa-la a encarnação não incluí o esvaziamento da sua divindade imutável, a encarnação de cristo em nenhuma forma, nega a sua divindade imutável. É preciso ser cuidadosos nestas questões a relacioná-los à pessoa de deus.

    Quando se trata da divindade de cristo, ou quando tratamos a natureza de deus, devemos entender que um dos grandes atributos de deus é imutabilidade, ele não só não muda, como não pode mudar. Senão vejamos, se ele deve mudar para melhor, implicaria que ele era imperfeito antes da mudança, ou se ele deve mudar para pior, implicaria que ele se tornou inferior à posição prévia. Portanto Ele tem que ser imutável pela sua natureza divina. houve uma união da natureza de cristo como homem e a natureza de cristo como deus. Houve uma união que não podemos ver, que não podemos tocar, que não podemos analisar, que não podemos definir, mas ela existe. É inconcebível e é anti-Bíblico que a natureza humana poderia de qualquer maneira violar a natureza divina. Ela não podia de qualquer forma alterar a natureza divina pois divindade é imutável.

    Por parte de mim querer fazer isto, e outra parte de mim querer fazer aquilo, ja muita gente deve ter sentido isto mas isto é porque como a biblia explica somos descendentes de uma geração caida é a descendência de adão. Mas não é assim com o cristo, nada nos evangelhos nos apresenta cristo em dúvidas “Eu não sei o que vou fazer, eu gostaria de fazer isto, mas também eu gostaria de fazer aquilo”. Não existe isso na pessoa de cristo. Há união da divindade verdadeira que não se compromete. Não quer dizer que se ela se comprometer deixa de ser divindade verdadeira. Existe uma diferença, quer dizer a divindade legítima não pode ser comprometida, tem que ser infalível e imutável. As pessoas na sua natureza humana todos os dias fazem coisas erradas são tentadas pecam mas depois pedem desculpas. Deus nunca faz isso, sera que deste ponto de vista da para entender a diferença e não confusão das personalidades da divindade e humana.

    A própria natureza de deus impede toda a argumentação daqueles que promovem a possibilidade de cristo cometer pecado. adão tornou-se um pecador por pecar, nós não nos tornamos pecadores por pecar, adão sim, mas nós não, nós pecamos por ser pecadores. O principio é este, nós pecamos por sermos pecadores, quer dizer, nos fazemos o que nos fazemos por sermos o quenós somos. Mas então interoguemos-nos como cristo poderia ter pecado se não fosse um pecador? Por outras palavras, porque a própria natureza de cristo de não ser pecador nos afirma que ele não poderia ter pecado, cristo não poderia ter cometido pecado porque ele não era a descendência de adão. Ele era a descendência da divindade o que faz toda a diferença.

    Caná:

    - Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.

    Somente pecadores necessitam de salvadores

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  2. depois de ler o comentário anterior quem precisa de análise sou eu...

    sobre Cristo nada de novo. Então nós não somos pecadores porque pecamos? A minha sobrinha Maria de dois anos é pecadora?

    Ela chama:"estúpido(a)" a torto e direito, quando está com os azeites...mas...

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  3. (“Então nós não somos pecadores porque pecamos?”)

    Pelos vistos voce não entende mesmo nada destas questões teologicas e filosoficas.

    Estamos a falar de naturezas da humana e divina

    Adão não era pecador, tornou-se pecador por desobediencia a deus.( para quem acredita nestas coisas) Isso segundo uma certa teologia contaminou a descendencia de adão a natureza humana e provocou a caida moral do homem logo somos pecadores, a partida ja descendemos de pecadores a questão é esta, adão pecou porque errou, nós pecamos por descendencia era esta a base teologica até para o baptismo.

    Cristo não tem nada a ver com isto porque, é descendente da divindade e ate veio reparar isto. O incorporar a natureza humana também acho que deve ser demais para a sua compreensão.

    deixe la a sua sobrinha que o ponto não é esse que que eu foquei
    o pecar por descendencia ja foi ultrapassado, alias sempre foi.
    é claro que para quem não acredita em eva em adão em paraiso e em muitas outras tretas da biblia como eu, so se peca por conhecimento do pecado, ou seja pela consciencia da transgressão seja legal ou moral mas esta é outra questão

    Por isso nada a acrescentar, comente o que a senhora comentar.

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  4. mc

    Quanto ao termo “mistério”, sei que tem uma conotação própria dentro do catolicismo romano, mas eu usei-o aqui no seu significado comum: algo que acontece, mas que não sabemos como acontece.
    Quanto ao que escrevi, parece-me totalmente pacífico (se aceitarmos como bom o que está na Bíblia). Jesus não pecou (I Pedro 2:22), Jesus foi tentado, Jesus teve fome, sede, chorou, esteve em festas, dormiu, comeu, teve dores e irou-se. Ou seja, foi como um de nós menos no pecado.

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  5. Pedro,

    se reparares bem, eu não contestei o facto de Jesus não ter pecado. A Palavra afirma-o e eu creio.

    O que eu contesto é que se afirme que Jesus não pecou porque era Deus. Se assim fosse, não se tinha igualado a nós. Era um homem como tu e eu, mas impedido de pecar porque era Deus. Se assim fosse, qual o mérito?

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  6. Ele igualou-se a nós para nos demonstrar que nós podemos seguir o exemplo dele. O mérito foi cristo sentir a tentação de pecar por ter uma natureza humana, e como tal sujeita a fraquezas igual a nós, conhecendo as nossas fraquezas e tentações, mas o mérito maior é ter uma espiritualidade ( natureza divina) que nos impede de cair no pecado concretizando a fraqueza tentadora da natureza humana, e por conseguinte controlando-a, e seguindo o caminho correcto. Foi esta a lição maior de cristo, demonstrar-nos que se pode ser tentado mas que temos em nós uma natureza espiritual, divina, que devemos incorporar, imitar , seguindo o seu exemplo e resistir e controlar a natureza humana resistindo às tentaçoes, e não pecar. O mérito resulta desta luta entre a carnalidade e espiritualidade, entre animalidade e humanidade, entre prazer e dever, enfim a partir daqui cada um pode orientar sua vida como muito bem entender. Ou seja temos uma alma ou espirito ou pensamento que nos puxa para cima e nos quer elevar aos céus (espiritualidade) e um corpo que so nós puxa para baixo e nos afunda na terra (carnalidade).

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