2008-07-30

"Voar, afinal é fácil"




No romance "Mr Vertigo", escreve Paul Auster:"Ria-me nalgumas partes, chorava noutras, e que mais pode uma pessoa querer de um livro senão isso mesmo - a possibilidade de sentir o delicioso aguilhão da alegria e a ferroada terrível da tristeza?"

Sem querer contrariar quem me está a proporcionar excelentes momentos de leitura, acrescento que gosto de livros que me façam voar. E este romance de Paul Auster, cumpre bem essa função. Voar ao centro de mim mesma, e encontrar coisas que o livro descreve bem, e eu não tenho dificuldade em reconhecer. E outras, completamente desconhecidas, que tenho de ler uma, duas, várias vezes até lhes descobrir o sentido.

Voar também para fora de mim, e confrontar-me com o(s) "outro(s)". E descobrir a maravilha da diversidade. Encontrar a beleza do mundo sempre renovada, mas também a malícia e a miséria.

"Mr Vertigo" conta a história de um jovem que, com a extremosa dedicação do mestre, aprende a voar. A ideia dos dois, era ficarem famosos e ricos à conta disso. Tal aprendizado, teve grandes custos, entre eles, a morte de pessoas queridas. É uma fábula que nos relembra que é sempre bom, sermos capazes de nos elevar acima da nossa realidade. Sem a perdermos de vista, mas por alguns instantes, olhá-la do alto. É para isso que fomos criados. Isto, vale tanto para os nossos destinos pessoais, como colectivos.

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