2008-08-14

a mulher, essa maldita...


No "Segundo Sexo" de Simone de Beauvoir, são escalpelizadas ao pormenor, todas as tensões que desde o colo materno, impendem sobre as meninas e futuras mulheres. Numa sociedade orientada de modo patriarcal, desde cedo de vai formatando toda a vida interior da mulher, para que se sinta e aja como se fosse uma segunda escolha da criação.
Desde o colo materno se enaltece o pénis do menino, como se de um ícone se tratasse, e de modo proporcional a menina e futura mulher, vai sentindo vergonha do seu corpo (primeiro porque se acha deficitária por não ter o referido orgão, depois porque as alterações que surgem na puberdade, são motivo de angústia e vergonha). Durante anos foi assim a educação nas famílias e na sociedade. Em certos povos, ainda é assim.

Na Igreja Católica, foi e é assim que são vistas as coisas. Um exemplo, é a quantidade de virgens e mártires proclamadas com honra de altares. Outro, a exaltação da virgindade de Maria, como se de coisa física apenas se tratasse. E para não falar, do impedimento anacrónico da mulher aos ministérios ordenados - diaconado e presbiterado.

Gostava que alguém se dedicasse a fazer um estudo sério, sobre o que isto condicionou a vida de inúmeras mulheres católicas, e até famílias. Uma mãe que tem esta visão primária da sua sexualidade e do seu corpo, inevitavelmente, transmiti-la-á às filhas e filhos.

No México, um país a braços com diversos problemas sociais e familiares, entre eles, números elevados de violência doméstica e agressões sexuais, um membro da hierarquia católica resolveu ajudar a combater esses mesmos males, só que atacando do lado errado. Como sempre, do lado da mulher. Aqui ficam algumas sugestões, completamente idiotas, do senhor padre:

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