2008-08-08

saldo possível?

As polícias são para protejer os cidadãos. Acho que ninguém tem dúvidas sobre isso. No assalto ao BES, conseguiram proteger quem estava em fragilidade. Desarmado.
Claramente, aos olhos de Deus, o mundo não se divide em inocentes e culpados. E aos nossos?

4 comentários:

  1. Temos sempre tendência para tornar absolutas as nossas preferências mas neste caso há que reconhecer o facto de haver inocentes ameaçados. Não quer dizer que os criminosos sejam irredimiveis, mas há sem duvida uma falta material gravissima.

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  2. aos nossos sim. queremos sempre ser nós a apontar quem é do mal. (ou quase sempre). neste caso houve que escolher, tomar decisões rápidas. e penso que foram bem tomadas. o que é motivo de inquietação é o olhar sobre os acontecimentos. os comentários, com "gente assim" é a única solução, estes bandidos é matá-los a todos. é esta forma crua de sentenciar que arrepia, não a opção, dentro do razoável e necessariamente drástico, que foi tomada pelas autoridades.

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  3. ...só para acrescentar.

    a opção de disparar SÓ teve a ver com a protecção dos inocentes. não foi (como desejado ou interpretado, aparentemente, por muitas pessoas) uma execução. a opção não foi executar culpados, sumariamente. a opção foi proteger inocentes em perigo eminente de vida. e infelizmente foi preciso disparar a matar.

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  4. sobre este caso (e outros) as nossas opiniões variam de acordo com o nosso interesse no caso. Salvaguardando os interesses directos, por exemplo, de familiares de reféns e agressores (cada um defenderá os seus), as posições dividem-se entre diversas ideologias, interesses. Já ouvi e li opiniões em todos os sentidos. Parece que o caso não passou indiferente e isso é bom sinal. Sinal de que ainda estamos despertos para alguns valores de cidadania.
    Há quem se congratule. Pensando que tendo uma polícia eficiente estamos a salvo da violência. Como se a mesma não nos espreitasse no quotidiano das nossas vidas. Basta andar na estrada, por exemplo.

    Nuno, penso que não temos suficiente conhecimento do caso, para ficarmos assim descansados que foi mesmo a última opção.Pelo menos na nossa lei, ainda é assim que funciona. Na prática, entram outras variáveis.

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