2008-09-13

e o sexo fraco


Num programa de TV, o repórter entra num salão de cabeleireiro. Uma cliente atrapalha-se ao dizer o nome. Explica logo de seguida o motivo da atrapalhação: é recém-divorciada e ainda não se habituou a usar o nome de solteira. E aproveitando a câmara à frente resolve contar ao país e ao mundo como se sente uma mulher livre e diferente. E porque as palavras nestas coisas ficam sempre aquém do que se vive, e o momento era da imagem, conta que depois de divorciada começou a fazer madeixas e fez duas tatuagens e mostra os golfinhos que tatuou no ombro. A outra ficou por mostrar - umas rosas ao fundo das costas, e ainda, as iniciais dos nomes dos filhos.


Fiquei muda de espanto. Conheço muito bem os efeitos terapêuticos de um novo penteado. Mas depois de tirar uma aliança do dedo e fazer uma redução nos apelidos, ir marcar-se ad eternum...imagino os contestatários da lei do divórcio a encolher os ombros. É que foi o que fiz.

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