2008-09-09

"É a Igreja Católica compatível com a fé?"

É a pergunta de Maite Garcia, a respeito de várias opções pastorais e disciplinares da Conferência Episcopal Espanhola. E no resto do mundo? A questão, honestamente, tem de se pôr. E a resposta é variável.


Los sacerdotes manifiestan en sus homilías que la violencia, el consumismo, las drogas, así como la desmedida libertad sexual que existe hoy día, es debido a la falta de valores que padece esta sociedad. Y me pregunto: ¿qué está haciendo la Iglesia para paliar este “desenfreno”? Porque lo que estamos observando es que cada vez que se pronuncia lo único que consigue es crear polémica y malestar.



http://www.redescristianas.net/2008/09/09/¿es-la-iglesia-catolica-compatible-con-la-femaite-garcia-escritora/

3 comentários:

  1. O copo está meio cheio ou meio vazio?
    Acho esta crítica um bocado exagerada, e desviada. Há muitos católicos, seja no topo da hierarquia seja no mais anónimo dos bancos da igreja, passando por imensos grupos de leigos, que dão provas do contrário.
    A Igreja, dentro da sua diversidade, faz muito para "paliar este desenfreno".
    Também faz muitas asneiras, ou coisas que não agradam a certos grupos. Mas não adianta olhar só para o que falta no copo...

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  2. helena, caríssima:

    eu não quero medir a fé de ninguém (coisa impossível), apenas relembrar da tensão em que se vive na Igreja. Já somos salvos, mas ainda não vimos a Deus.

    A própria Igreja nos seus documentos conciliares assume que é peregrina. Mas na práxis diária usa um discurso de segregação - tudo o que a Igreja faz é bom. O que o mundo faz é mau. Estou a referir-me, obviamente, a quem faz o discurso da Igreja. Porque os tais grupos de que falas, muitas vezes, vivem numa quase marginalidade. Não convidam, por exemplo, qualquer bispo para participar nos seus encontros. isto significa o quê?!

    A Igreja instituição tem um discurso e percurso inter-religioso, mas muito demarcado nas acções e nas formas de participação. Não vejo a proximidade dialogante que emana do Evangelho e que o Concílio Vaticano II consagrou.

    Há situações/momentos da história da Igreja em que a sua páxis é imcompatível com a fé em Jesus Cristo.
    Para algumas pessoas esta afirmação é blasfema. Para mim é motivo de interpelação. Nunca me esqueço que eu sou Igreja. Quando afirmo algo estou a pôr-me em causa.

    Abraço

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