2008-09-05

mesmo com os lobos que por aí há


Meu caro peregrino do Caminho Árduo:
Frágil é o amor (e a vida, porque não?) que não guarda algumas sementes de inocência.

3 comentários:

  1. Touché!
    Por sementes, quem sabe se os lobos e os crocodilos não se sentirão cada vez mais inocentes, à conta dos inocentes que devoram?

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  2. Bom, bom andamos mesmo no reino da bicharada. Touché é o cão da família. Que tem outra táctica - só come quando estou em casa. No último fim de semana não comeu nem bebeu...velhinho mas cheio de manhas. ;)

    Boa pergunta: sentirão? Eu acho que algum dia a digestão começará a falhar...de qualquer modo, continuo a achar que a inocência é um valor. Assim como que uma jóia rara. Não sei como se adquire (será inacto) nem como a preservar.

    Como é que se lida com a inocência, nas pessoas com que nos cruzamos, nas relações etc. (isto é um momentinho sentimental, logo passaremos às coisas sérias da vida) ;)

    Abraço, vizinho :)

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  3. Ainda com receio de misturar terminologias e conceitos, esta noção de inocência recorda-me algumas divagações de Jung, mas sobretudo de Gaston Bachelard sobre a persistência de um núcleo de infância na psique humana, um certo enamoramento pela vida que mantém nos olhos dos homens as vastidões que descobriram em criança.

    Cito Bachelard ("A Poética do Devaneio", III): "O mundo do devaneio da infância é grande, maior que o mundo oferecido ao devaneio de hoje. Do devaneio poético diante de um grande espetáculo do mundo ao devaneio da infância, há um comércio de grandeza. Assim, a infância está na origem das maiores paisagens (...) A cosmicidade da nossa infância reside em nós".

    O dito núcleo de infância, persistiria como um espaço de fragilidades mas também de força quase mágica, que animaria os homens nas suas demandas e paixões. Se isto não é "a inocência", andará lá perto.

    Abraço

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