2008-09-02

"Olhar o mundo como dom de Deus."


Eis, pois, como o cristão deve entender o plano de Deus sobre a criação: um projecto de aperfeiçoamento e humanização continuada, conduzindo a um mundo cada vez mais habitável e acolhedor para todos os filhos de Deus e todas as suas criaturas. Tal não se fará sem cansaço e sofrimento e apenas se realizará plenamente nos tempos escatológicos. Pode, no entanto, ser já antecipado, sempre que o homem cuida, agradecido, dos bens que lhe foram concedidos. (www.ecclesia.pt/)

Olhar o mundo como dom de Deus, era a intenção de oração do Papa para o mês de Agosto. Mas como é projecto para esta vida e a que virá, pode-se continuar... e que falta faz esta visão na Igreja!

6 comentários:

  1. Ou na visão do gnóstico, jamais se realizará. Só as ascenção do Espirito ao Pleroma (unidade, totalidade, Realidade última), pode fornecer esse alivio. Aliás não seria a primeira vez que os da minha religião acusariam esse tipo de visão de ser uma mera perpetuação da matéria.

    Por muito que o material nos possa ensinar e proporcionar estará sempre muito aquém das esperanças e anseios do Espirito.

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  2. Creio que se realizará. Nós só temos aquilo que conhecemos e acreditamos. E não valoramos as duas acções da mesma forma. Reconheço que se pode incorrer na tentação de desejar uma perpetuação do mundo visível, do que somos. Mas à luz da morte e ressurreição de Cristo teremos que nos firmar noutra esperança.

    Eu só vejo que é no material que se "realiza" o Espírito. Não o contendo nem detendo. O Espírito sempre estará para além do material.

    Com este post (não esqueçamos que sou marcadamente católica), só queria exprimir que acho importante que o Papa chame a atenção dos católicos para o dom de Deus que se realiza na Criação. Os católicos (influenciados pelos platonistas) têm o hábito de diabolizar tudo o que é matéria. Por isso, tantas bençãos (acho eu) ;)

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  3. Convem ir repetindo isso de ser catolica, lendo os seus posts ninguem acreditaria isso se não o explicitasse a cada passo.

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  4. sr anónimo,

    não ando aqui para convencer ninguém de nada. Muito menos da minha catolicidade.
    A sua crítica até era bem-vinda, noutro contexto. Até podia ser inocente. A inocência fica muito bem em qualquer idade e contexto. Mas é cínica e cobarde. Esforce-se um pouco e ganhamos os dois.

    Mas, modéstia à parte, sou um poço de paciência, e ainda prolongo um diálogo que continua a ser de surdos:

    Não existe o católico ideal ou o católico perfeito. Existem crentes que assumem que são chamados à conversão por Deus e em Deus. (É assim que sou também). Um católico é passível de assumir interesses diferentes e até contrários. De ser incoerente, em suma. Como qualquer outro ser humano.

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  5. Claro mc, eu percebo que estamos em pontos diferentes :) não quer dizer que não se possa ir trocando perspectivas :)

    ps: não estavas a brincar quanto à omnipresença do anónimo...

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  6. podemos trocar, sim senhor! és sempre bem-vindo.

    ...há coisas que não merecem que se perca muito tempo com elas. A vida é curta... :)

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