2008-09-30

post do nojo


Vi ontem, durante sete segundos e meio, o programa Prós e Contras. Uns senhores e senhoras falavam de compromisso, contracto, interesses, culpa/culpas, direitos, partilha/partilhas, de um modo exaltado e com ar de quem já repetiu aquilo vezes sem fim. Enquanto desligava a TV, pensei: Era melhor que se decidissem já pelo divórcio. Não há conciliação possível.
imagem-Eleuza de Morais

6 comentários:

  1. Pois é,

    (compromisso, contracto, interesses, culpa/culpas, direitos, partilha/partilhas)

    é tudo isso.

    Bem parece que o casamento é só a união de vontades entre duas pessoas, para alguma gentinha, essa união de vontades é claro que é essencial, num contrato sem declaração de vontades não há contrato, mas é mais do que isso, porque implica todo um conjunto de direitos inclusive patrimoniais, mas claro que a lógica desta gente que prega a cultura da desresponsabilização, é só ver a união de vontades e dizer já não me apetece mais ser o teu par.

    Um contrato é um contrato dizem alguns/algumas, mas parece que o casamento civil só é um contrato para eles e elas quando interessa distingui-lo do casamento católico que é um sacramento, ai então é um contrato.
    Esta bicharada desresponsabiliza-se não aplicando as leis dos contratos aos contratos? Os contratos quando não há resolução por mútuo acordo tem que ser apurado quem não cumpriu o contrato e conforme as cláusulas contratuais e penalizadoras ou resultantes da lei o incumpridor será punido.

    Que treta é esta de acautelar a parte mais fraca como referia o presidente da republica? O cônjuge mais fraco, é a mesma da culpabilidade nos contratos. O casamento implica compromissos não é uma festa de comes e bebes, e depois tchauzinho, se houver acordo dos dois, pois tchauzinho ninguém tem nada a ver com isso, mas suponhamos que um cônjuge se encarrega da vida familiar e o outro do ganha pão, são ambos trabalhos necessários à manutenção de um lar, dignos, suponhamos que o conjuge que anda por fora tem mais possibilidades de trair os compromissos conjugais que assumiu e concretiza-os , e até decide fazer nova vida com outra pessoa, tudo numa boa, faz as malas e vai a sua vida, há acordo de ambos quanto à questão de se divorciarem é uma questão pessoal de por fim a tal vontade de duas pessoas, há acordo quanto a divisão do património, felicidade completa, os notários estão a disposição. Mas e a situação inversa há acordo na questão pessoal e divergências na questão do património, há sempre alguns cônjuges mauzinhos que decidem dar a provar o seu fel nestas ocasiões não é? mas e o património familiar? Aquele conjuge que cometeu infidelidade, maltratou o outro, violência doméstica, depois decide pedir o divorcio, alivio para o cônjuge que sofreu dizem algumas mentes, mas deve ser premiado ou tratado igualitariamente nesta questão? E o de boa fé que na sua inocência lutava pela vida familiar e pelo casamento.

    Cada um fica com o seu, A disposição que acaba com o benefício para o cônjuge inocente, no caso da partilha de bens, sendo o casamento celebrado segundo o regime de comunhão geral de bens é pura treta?. A disposição que passa a obrigar o cônjuge com direito a pensão de alimentos, normalmente a mulher a requerer a renovação da pensão, quando actualmente é quem paga a pensão que tem de requerer a cessação da mesma, redução ainda mais dos montantes das pensões de alimentos, quem é que protege a parte mais fraca ao retirar relevo à violação dos deveres conjugais e à culpa, por este motivo, etc. etc. É de aplaudir não será? enfim é só maravilhas.

    Uma tristeza que haja pessoas que tendam com estas questões para a animalidade comparando-se aos bichos. Esquecem os compromissos que os levaram ao acto do casamento ou então casaram para que? Uma festa de amigos, uma despedida de solteiro, e quando se prova a realidade diária, pensa-se, “no que eu me meti”, o casamento não é só uma relação é uma ralação na vida, também quem casa na mira romântica de afectos e amores eternos não sabe nada de amor, a primazia da família de afectos na sociedade, da paixão, do amor, isso passa a seguir ao copo de àgua e noite de núpcias. A realidade acaba por ditar quem de facto se “ama” e vai suportar as provações da vida, por isso quando se enfrenta a primeira etapa de casados a maior parte dos casais não passa de um lustro, Seja o casamento de celebração civil ou religiosa, o que se pretende é facilitar a sua dissolução. Os animais não assumem compromissos, mas os animais racionais, homens e mulheres tendem a assumi-los. Se se quer facilitar essa não assunção de compromissos nem culpabilidade perante incumprimento dos mesmos então esta bem, esta-se a caminhar para um retrocesso.

    Que mentalidade é esta que desvaloriza os compromissos assumidos e descarta responsabilidades se o outro cônjuge as quiser exigir? que valores vale a pena seguir e incutir nos filhos?
    Esta lei veio a jeito a servir os interesses de uma classe média, em que ambos trabalham fora, são independentes, e a mínima birra cada um quer ir a sua vida ou nem essa birra é preciso. Porque o casamento é de facto uma ralação, para além de ser uma relação, e só quem gosta mesmo de alguém esta disposto/a a suportar essa ralação. O divórcio nestes moldes não foi para proteger o elo mais fraco, foi para se livrar dele o mais rápido possível. Por isso as mulheres de uma determinada camada da sociedade não devem bater palmas, recupera-se uma figura parecida ao repúdio, por mais floreados com que se envolva, porquanto permite-se ir junto do Juiz dizer, já não suporto a pessoa com quem me casei, não quero ter nada a ver com ela e, aliás, não a quero tornar a ver.
    Perante isto, o Juiz só pode concluir pela impossibilidade da manutenção da vida em comum e decretar o divórcio. Aceita-se o repúdio mas exige-se que o Juiz aponha uma chancela.

    Se existem tribunais para julgar todos os outros compromissos que os homens e mulheres assumem na sua vida e para julgar os incumprimentos, porque ficarão os divórcios de fora? Será para dar cumprimento a visão de alguns que acham que alguns cônjuges casam com uma finalidade parasitária, um injustificado incentivo ao parasitismo, e que premeia o cônjuge que sempre se manteve fiel aos seus compromissos. Pois, é isso mesmo, ora bem vamos lá acabar com os litígios e birras.

    É uma tristeza que estes políticos, pagos por todos os contribuintes, queiram destruir uma qualidade que nos diferencia dos irracionais, é para atacar a instituição família? A mensagem cultural esta passada e incrementada. Uma visão quase idílica que se quer dar do divórcio. O divórcio será não um cenário de um drama pessoal ou um fenómeno socialmente nocivo, mas um sentimento pleno de aspiração a uma autenticidade dos afectos, mais um passo nesta vida atribulada na busca de uma nova experiência mais gratificante.

    A mentalidade que fez esta lei e que diz que protege a parte mais fraca, da -me a impressão que vive toldada pela cena da violência domestica e das noticias e só vê a questão pessoal e acha que é preciso acabar rapidamente com isso, tal como na prisão preventiva foi preciso passar a ideia de que Portugal era campeão de presos preventivos, alterou-se a lei muitos dos presos preventivos saíram e outros já nem lá entram, já não há crimes por isso, ou eles não estavam lá por isso? Não, a criminalidade aumentou, agora vai se atrás do prejuízo criminalizando por outra via, neste caso as armas, veremos no caso do divorcio quem realmente vai sair a ganhar.

    É mais fácil um divorcio do que um despedimento, e nem é preciso vir com a ladainha de que no despedimento há uma parte mais fraca que precisa de ser protegida e então no casamento não há ou não pode haver? É a lei que retira essa presunção ou deviam ser os cônjuges, a tal união de vontades.


    Da facto da nojo estes politicos

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  2. tenha paciência mas não li o seu comentário todo. Ainda li "gentinha", "bicharada" ao "tchauzinho", fui-me.

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  3. fez bem, tal como no outro caso da tv, ao fim de 7s, isto não é para quem não tem cerebro devia ter calculado.
    a gentinha aplica-se na integra

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  4. não se enerve. a piadinha do cérebro é muito gasta. Tente outra. A gente, por aqui, não se incomoda com insultos virtuais. Ainda não fazem negrelas.

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  5. la isso é, eu devia dizer para ter cuidado com a anoxia, pois nunca foi caso mais apropriado para dizer que a culpa morreu divorciada

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