2008-10-19

«Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.» Mt 22,21


Na actualidade não há imperadores que se apresentem como Deus, mas deparamos-nos com certas estruturas religiosas monárquicas e imperiais que longe de serem espelho da vivência da comunhão entre os irmãos e irmãs, pretendem impor a exploração dos pobres ao melhor estilo do império. Por isso, ao ler este texto sob a óptica dos dias actuais, temos que dizer com voz profética: “à estrutura oficial religiosa o que é dela” e a “Deus o que é de Deus”, ou seja, “a Deus Pai e a seu Reino toda a nossa entrega e fidelidade”.
Serviço bíblico Claretiano

7 comentários:

  1. Jesus disse

    A[espaço]Deus o que é de Deus

    e não

    ADEUS o que é de Deus...

    Foi a única coisa que me "saiu" quando vi esta foto.

    SHALOM

    ResponderEliminar
  2. Tanta opressão que se vê em Roma... o conhecimento Pai já parece ter desaparecido para ser substituido pelo do mundo... - mas isso digo eu que não sou fonte imparcial :)

    ResponderEliminar
  3. Olá, Rui. :)

    gosto muita da ênfase criativa com que vês as "minhas" fotos. ;)

    Mas dizes muito bem! "A Deus". e não "adeus ó vai-te embora".

    Ontem fiquei particularmente irritada com uma homilia que ouvi. Mas dou o desconto...coitados...falar não custa nada, fazer...

    Era a velha dicotomia: o mundo é mau (e nem pode ser de outra maneira) e nós cristãos somos bons (ou temos mesmo que o ser).

    Nem o mundo é tão mau como a Igreja o pinta (tem muito mal, sem dúvida, mas o mundo em si não é mau. Nem bom...), enm os cristãos são puros e imaculados.

    Depois, queixava-se o padre da facilidade com que se cometem actos (aos olhos censórios dele)maus. Eu queixei-me interiormente da facilidade com que ele julgava o suposto mundo.

    Eu sou como diz uma colega de trabalho: "as meninas boazinhas, vão para o céu. As más estão em todo o lado". Definitivamente, eu não quero ser boazinha. Ou melhor, quero o Céu, mas não sendo boazinha. Isto para dizer, que não me vejo como pessoa separada do mundo. É só desse modo que encontro sentido para a minha afirmação de fé.

    Pronto, já me confessei, pode dar a benção, padre :)))

    ResponderEliminar
  4. gnóstico,

    eu, como parte interessada ;), não digo que desapareceu o conhecimento de Roma, mas com o tamanho dos barretes deve andar muito atrofiado. ;)

    ResponderEliminar
  5. O texto tem que se lhe diga.

    É bom lembrar que impostos, havia-os civis e religiosos. De modo que a frase titular pode ter uma leitura bem mais prosaica...

    Também as intenções dos interrogadores têm de ser nuanceadas: é que os herodianos lutavam por um lugar de intermediários na colecta de impostos. Disso dependia a sua sobrevivência enquanto classe aristocrática...

    Enfim , há que atender ao delicado da próprio tema.
    O problema dos impostos não tinha tanto a ver com a sua carga excessiva, mas mais com a sua ilegitimidade religiosa: o imposto sobre as terras era visto como uma desautorização do próprio Deus, que tinha dado aquela terra aos israelitas; e o imposto sobre as pessoas, que tributava de igual forma livres e escravos, constituía enorme humilhação, trazendo à memória fantasmas do passado. Não admira que quase todos os movimentos judaicos de insurreição tivessem nascido neste âmbito...
    Do lado romano, os impostos eram fundamentais para a manutenção da sua formidável máquina de guerra. De tal forma que a recusa de os pagar era imediatamente vista como acto de guerra. E a repressão não se fazia tardar: para além de um festival de crucifixões, o resultado garantido era o agravamento dos impostos...

    JS

    ResponderEliminar
  6. Quanto ao comentário bíblico postado, suspeito que algum filho missionario do imaculado coração de Maria anda deveras incomodado com a sua congregação, ou com o seu provincial. Antecipo um capítulo geral bastante turbulento... :)

    JS

    ResponderEliminar
  7. Olha, quem ele é! Confesso que ontem pensei em ti. Um pensamento interrogativo e de saudade. :)

    Quanto a capítulos e provinciais não sei nada de mada. Como não sei do prior da minha paróquia. apesar de ainda hoje ter falado com ele.

    Obrigada pelo enquadramento histórico,social e religioso do teu comentário. Fica o post mais completo.

    Mas isso não invalida a reflexão para que o mesmo aponta. Os temas não se excluem.

    Um abraço e obrigada por dares sinal de vida.

    ResponderEliminar