2008-10-13




Há seres assim, austeros, duma austeridade

consentida, que só dão sombra, que na sombra

nascem, vivem e morrem. E passam os dias e as

noites recolhidos no seu casulo de silêncio. No

casulo do silêncio, dirias melhor. Conformados

talvez, não sei. Mas tu, que para ela, a sombra,

também nasceste destinado, sempre fizeste das

flores e da luz a tua moeda preferida - a única

de que sempre te serviste, afinal, nos comércios

da vida.

Albano Martins
(in "O Mesmo Nome", 1996)

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