2008-11-24

Vale a pena refectir um pouco nisto:

Nunca temos acesso à "Palavra de Deus" de modo imediato. Estritamente falando, a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas um conjunto de testemunhos de crentes que se situam numa tradição particular da experiência religiosa

Frei Bento Domingues, Domingo 26 de Novemvro de 2008
Público, edição impressa

6 comentários:

  1. Estritamente falando, a Bíblia nem é uma coisa nem outra. Não me parece que o episódio das filhas de Lot a embebedarem o pai para fornicarem com ele constitua qualquer espécie de experiência religiosa.

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  2. Eu gosto muito desta expressão para descrever os textos: "produto de uma intuição de Fé".

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  3. o incesto, sob forma de tabu e limite, assim como as afecções da consciência, estão intimamente conectadas com a experiência do sagrado (isto é, da vida espantada e espantosa sem a anestesia da razão domesticada pelo bom senso lepidóptero LOL).

    vide também como tal se ecoa ou renova na trindade, na incarnação, na eucaristia, etc

    abreijos

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  4. lino,

    longe de mim ir fazer alguma reinterpretação do tema que citas. Acho que já se faz demais isso.

    Como o frei diz no mesmo texto que cito, como conciliar o "Deus é amor" e "Amarás os teus inimigos" com a sentença e condenação de um juízo final explicitados no NT?

    o que é a experiência religiosa?

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  5. helena,

    intuição e experiência, não? experimentamos Deus, no nosso modo limitado, não absoluto, mas experimentamos. O testemunho dos apóstolos é um testemunho de experiência.

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  6. Sim, MC, e mais ainda: intuição de Deus a partir da experiência.

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