2008-12-01

imaginação infantil


Passado sábado e a convite gentil de amigos, fui ver uma peça de teatro especialmente dirigida a crianças mas com muita e boa "leitura" para adultos.


A belíssima Graça Ochoa, dá vida a uma galinha que inventa mil e uma maneiras de vencer a solidão e o deserto de afectos. Com uma voz lindíssima, é fundamentalmente com o corpo que fala.


Estava num lugar privilegiado para sentir a actriz e "apanhar" as reacções dos outros espectadores. O pessoal das Caldas é pouco dado a grandes expressões, mas uma mãe e seu filho, destacaram-se. Não faltaram os comentários da mãe, que a cada novo enleio da personagem, comentava com os seguintes apartes:"é uma galinha sem cérebro", "para que é que se meteu nela", "olha lá, não faças isto lá em casa"... Tanta castração na imaginação infantil (o pequeno teria uns 5/6 anos) não impediu que ele em determinadas altura soltasse:"ela vai tirar as cuecas" e "ela mexeu no pipi". Bom, ela (a Graça) mexia no, e o, corpo todo, mas o pequeno, cuja mãe quer que seja um rapaz certinho e direitinho sem imaginação e chatinho, viu e esperava, ainda mais.

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