2008-12-17

paternidade responsável



Alguém me confidenciava hoje, que na decisão de ter um filho, (sim porque ao contrário do que algumas pessoas defendem, na paternidade/maternidade responsável, decide-se, não se é apenas instrumento da natureza, o homem diferentemente do animal, não é apenas dominado pelo instinto obscuro e inconsciente da conservação da espécie em geral, porque nele o instinto da procriação se manifesta antes como uma vontade consciente de ter um filho seu: portanto, ( ) para ele a procriação não é tão-só uma necessidade da sua espécie, mas uma decisão pessoal. D. Bonhoeffer "Ética") deve prevalecer mais a avaliação do tempo que se pode passar com ele(s) do que a estabilidade material, hoje extremamente volátil e imprevisível. Referia-se a pessoa ao tempo físico. Já foi um pai tardio. Será necessário valorizar o tempo e a qualidade do tempo.


(imagem - Abbas Kiarostami, "Oú est la maison de mon ami?)

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Tive de apagar o meu comentário de ontem, pois hoje verifiquei que o fiz na posta errada, talvez devido ao tinto do jantar.

    Dito isto, concordo perfeitamente com o teu amigo. Eu, pelas mesmas razões, só fui pai 6 anos depois do casamento, já bem trintão (e a Maria também).

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  3. se foi por causa do tinto foi por uma boa causa :)

    nem sempre (ou quase nunca) se pode programar a vida para dar os passos certos no momento certo...mas vivam-se os momentos possíveis.

    beijos

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