2009-01-16

as crianças, essas inconvenientes

No Portugal profundo, sentam-se sem pejo, na mesma mesa, poderes autárquicos e poderes religiosos. Fazem-se mútuos elogios, falam-se dos Euros dispensados e recebidos com reverência. E o programa seguiria em perfeita harmonia, não fosse o à parte de T. (7 anos):"mas o padre ... vai discursar? Ele só sabe rezar!". Dito por outras palavras: "cada macaco no seu galho."


A Igreja Católica precisa de dinheiro para manter o património. E, se, muitos lugares de culto se construíram sem gosto nem arte, e à primeira vista, até era um benefício para todos que ruíssem, não se pode ignorar o valor de memória pessoal e colectiva que os habita. Que o Estado comparticipe na sua recuperação, não me escandaliza por aí além.


Também considero que as diversas forças sociais devem interagir, não precisando de actuar em compartimentos estanques. Mas, por vezes, a fronteira entre sã convivência, a servir determinada comunidade, e seguir a reboque de evidentes propósitos eleitoralistas, é ténue demais.

3 comentários:

  1. "Que o Estado comparticipe na sua recuperação, não me escandaliza por aí além."
    Seria de esperar que a escandalizasse?

    ResponderEliminar
  2. é muito simples: Quanto menos comparticipação de dinheiros públicos houver a favor da Igreja Católica, melhor.

    ResponderEliminar