2009-01-25

Na festa da conversão de S. Paulo

(Caravaggio, 1602, conversão de S. Paulo)

Há alguma vantagem dos que crêem sobre os que não crêem? Objectivamente, não consigo enumerar nenhuma. Os ateus amam, são solidários, vivem a mesma vida dos crentes. Porque é que uns crêem e outros não? Não tenho resposta. Só não posso deixar de dizer: eu creio.


2 comentários:

  1. Creio que, mais ou menos, a mesma diferença que existe entre o cozido à portuguesa na hora de ser comido pelo traquino neto e a reumática avó; ou entre o centrista Paulo Portas e o esquerdista Miguel Portas.
    Tal como na vida mesma, na hora de comer, pra dar este exemplo, as 'ideologias' unem-nos. Mas, por pura necessidade! Parece-me que tudo o resto está amis no plano do desejo. Este seria a necessidade com asas. E é a partir daí que entra o mistério, a mistica, a arte, o transcendente,...
    Esclarecimento: o amor sobrevive ao desejo, mas não tanto à necessidade (quando satisfeita!
    Eu creio!

    Favas (des)Contadas

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  2. fui muito sucinta, também não era dia para grandes meditações. tinha sido um fim-de-semana bem preenchido.

    e hoje não me apetece falar (escrever)muito, mais a meditar nessa tal coisa do amor. Ando na parte final do "Ética" do Bonhoeffer, bom, era mesmo o livro que precisava de ler nesta altura. Há ali um encontro com um Deus muito vivo e arrebatador, que nos faz descalçar e muito mais: perceber que ou há conversão ou continua-se numa ilusão do religioso. E não, não, o primeiro passo não é a necessidade, é mesmo uma resposta que nos queima cá dentro. Não admira que o outro ficasse cego e mudo...

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