2009-08-16

é possível respeitar a dignidade humana e aceitar a possibilidade da Eutanásia?

Otem uma consciência clara e uma decisão de opinião firme, sobre a Eutanásia. Eu não tenho. As nossas vidas e experiências, da mesma, são diferentes. O Zé é capelão hospitalar. Lida todos os dias com a vida e a morte de modo extremo. Tem de fazer juízos, decidir, pronunciar-se com clareza. Será que isso o condiciona? Talvez.

Eu tenho opiniões vagas. Nunca foi preciso, nem para mim, nem para familiares próximos, confrontar-me com tal decisão.

Juan Masiá, um jesuíta que dá algumas dores de cabeça aos hierarcas da Igreja Católica, está em Santander a assistir a um curso de Eutanásia e suicídio assistido declarou que:


“es compatible una postura que desde la perspectiva religiosa defienda la autonomía, defienda el respeto a la dignidad, y esto es compatible con el tema de la despenalización y la solicitud de eutanasia”.

Defende, ainda, que não se devem fazer imposições de conduta a políticos sobre o que devem votar ou fazer. Porque “no es cristiano imponer lo que se debe pensar”.

4 comentários:

  1. Minha querida MC: uma coisa é opinar em teoria; outra, é decidir no terreno. Uma coisa é opinar em conferências; outra, é dar opinião tendo em conta as situações concretas que nos entram pelos olhos adentro. Não há incompatibilidade nos "papéis" em que nos encontramos; há um grau diferente de "afecto". A dor de ver um ser humano a sofrer sem remissão possível é enorme. O respeito pela sua dignidade dá muitas "dores de cabeça"! Haverá alguém capaz de decidir "friamente"?

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  2. Eu não tenho assim tantas dúvidas sobre o que pretendo para mim, se tal for necessário e legalmente possível.
    Beijos,

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  3. Zé, eu sei, eu sei :)

    não sei, não sei :)

    um beijo grande

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