2009-09-03

a Igreja e a liberdade

A mensagem cristã é uma proposta de simplicidade e de maturidade. Não é, de todo, uma promoção da ingenuidade e da passividade.
O cristão não é aquele que vive medindo a sua vida, com a vida de Jesus. Não vive dos seus exemplos. Vive a vida inserindo-a, com maior ou menor consciência, na vida de Cristo Vivo. Não vive, portanto, do passado. Vive o presente - que é o único tempo de que dispõe.

Não é, infelizmente, isto que alguns "pastores" nos propõem. D. José Policarpo - bispo de Lisboa, numa conferência ao clero, em Fátima, diz as seguintes palavras:"Enquanto houver alguns, bispos e padres, que se consideram com o direito de decidir pela sua cabeça, os caminhos de pastoral, o sentido da existência moral, a maneira de celebrar, estamos a fragilizar a proposta cristã, num mundo que saberá aproveitar, com os seus critérios, as nossas divisões. A Igreja é hoje um todo global, perante um mundo globalizado”. Também quatro dezenas de padres italianos estão a ser inquiridos pelos respectivos bispos para aferir da sua ortodoxia. O "delito" cometido foi a subscrição de uma carta que apela ao "Testamento vital."

Segundo D. José Policarpo, pensar pela própria cabeça é um delito condenável. Toda e qualquer pessoa que não aceite as propostas da Igreja Católica está a fazê-lo maquinando ataques à mensagem cristã. Qual é o fundamento disto?

6 comentários:

  1. O dom gajo disso isso? Parece que é parvo!
    Beijos

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  2. olá, lino.

    Disse, disse. Aqui fica o link, para a "ecclesia" que transmite estas coisas a "seco": Bom, que esperava eu? ;)

    http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=74843

    Não sei se ele é parvo. O que disse é completamente parvinho.

    Beijos

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  3. Parece-me que há aqui duas perspectivas.
    Este bispo deve ver a Igreja como uma "empresa", um corpo que deve ter uma posição única.
    Alguns padres dirão que não é assim, que a sua própria consciência é a medida do seu agir.
    O bispo poderá retorquir que sim, pois muito bem, mas então ajam em vosso nome e não como membros da Igreja (como "funcionários" da "empresa").

    Visto pela perspectiva da empresa e do funcionário, de uma lealdade e um "corporate spirit" que, no caso empresarial, é óbvio e indispensável, entende-se a posição do bispo.

    Eu estou com os que não confundem a Igreja com uma empresa - mas isso sou eu.

    Por outro lado, no dia em que a Igreja realmente forçar a nota da obediência em vez da consciência, muitos padres sairão. Conheço vários que só permanecem nesta Igreja enquanto a sua própria consciência permanecer acima da doutrina e da lei canónica.

    Estaremos a caminhar para um Cisma?

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  4. Helena,

    mas ele disse que os padres não são funcionários de alguma empresa. :)
    Ele está é baralhado.

    Não creio em cisma. Isto é como na política - a malta quer é tachos.

    A Igreja continua um bom fornecedor no mercado de sacramentos de tradição. E assim está toda a gente contente.

    Os que optam pela consciência, não vão criando ondas e tudo segue nos conformes.

    Venha alguém desdizer-me que eu até vou aplaudir. Mas eu vejo assim.

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  5. No Cibertúlia também andam a falar disto:
    http://cibertulia.blogs.sapo.pt/1371374.html

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  6. já tinha visto, Helena. Mas obrigada. O Rui aponta numa direcção que me fez reflectir. Mas não é argumento a favor do bispo.

    Se ele mandar calar o padre Serras Pereira (especialista em bacoradas) e o Portocarrero que agora também tem direito de antena, para além do ambão das celebrações que preside, continuo a achar que não o deve fazer. Eu já sou grandinha e com cabecinha suficiente para distinguir as cretinices que ambos dizem. E não só eu, claro. Quem gosta, que consuma. O que é que isso belisca a minha fé?

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