2009-10-01

confiamos que assim seja

A política é um gesto amoroso para com o povo, dizia Ghandi. Vou pôr isto na minha agenda hoje. Para não me esquecer. Nunca.

José Manuel Pureza, eleito deputado pelo Bloco de Esquerda, pelo círculo de Coimbra.

9 comentários:

  1. pois, com "amores" destes, explica-se muito este "mundo" em que vivemos...

    abraço MC

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  2. que bom seria se todos tivessem esta frase nas suas agendas e a vivessem

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  3. Pois, se for o caso. Mas em ghandi não eram só palavras vãs, mas pelo contrário. Não só o sentiu, como o viveu. A política como cuidado com o bem-estar de todos e ternura essencial para com os pobres.

    “Entrei na política por amor à vida dos fracos; morei com os pobres, recebi os párias como hóspedes, lutei para que tivessem direitos políticos iguais aos nossos, desafiei os reis, esqueci-me das vezes em que estive preso.”
    ghandi

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  4. Beijos, lino e bom fim de semana.

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  5. Luís,

    à primeira vista o nosso olhar sobre o mundo não parece revelar-nos uma imagem muito ou pouco amorosa. Mas será ela real?

    Abraço

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  6. o Gandhi parece que disse "no dia em que os cristãos viverem 24 horas por dia a sua fé, eu converto-me ao cristianismo"

    damos-lhe razão?

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  7. "A política como cuidado com o bem-estar de todos e ternura essencial para com os pobres."

    é uma bela frase. mas já me desconvenci de que a vida, a política ...é muito mais do que uma bela frase.

    Pretender resumir o agir responsável de um cidadão ou de um cidadão político numa frase motivadora, pode ser uma mau caminho. Conduz-nos a metas ilusórias. A vida de todos os dias é muito mais complexa do que isso.

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  8. (“é uma bela frase. mas já me desconvenci de que a vida, a política...é muito mais do que uma bela frase.”)

    Devia ser, devia, e não frases tipo aniversario para colocar na agenda e das quais nos lembramos ou se a agenda é electrinica nos lembra de ano a ano. Nas eleições a lembrança será de 4/4 anos.

    Acontece que essa bela frase e em muitas outras em gandhi traduz a sua própria esperiencia, definindo a política como “um gesto amoroso para com o povo” ou a política como cuidado com o bem-estar de todos e ternura essencial para com os pobres. Ele mesmo confessa: “Entrei na política por amor à vida dos fracos; morei com os pobres, recebi os párias como hóspedes, lutei para que tivessem direitos políticos iguais aos nossos, desafiei os reis, esqueci-me das vezes em que estive preso.”

    Podia ter levado uma vida melhor, boa, egoista, burguesa, se não tem tomado conhecimento por experiência própria com a exclusão de direitos básicos da comunidade indiana sul africana sob dominio do império britânico. Não escapando ele, apesar de intruído, culto, educado e formado em inglaterra a essa exclusão, ele sentiu isso na pele, essa injustiça, por isso viveu no mesma situação dos mais fracos e desportegidos e viu que apesar de toda a sua cultura british não passava de um pobre indiano na mentalidade british. Por isso as frases dele não são decorações de calendários.

    Por isso e influenciado pelas ideias de Leon Tolstoi e dos romances Guerra e Paz e Anna Karenina. Este autor via na mensagem de Jesus no Sermão da Montanha, no amor, e na recusa da violência, a veneração aos pobres e o compromisso com uma vida simples.Influenciado com ideias como esta, formula a sua visão da não-violência e da actuação política como cuidado com o povo, que levou a independência da india, e o levou a fundar uma comunidade rural “Tolstoi”, onde tentou viver esses ideais com outros amigos. Isto não são frases de calendarios e significa que a vida politica é de facto muito mais que uma frase bonita. Os meios e os fins tem a mesma natureza. Fins bons requerem meios bons. E ha concordancia entre o ser e o agir.

    ("no dia em que os cristãos viverem 24 horas por dia a sua fé, eu converto-me ao cristianismo"

    damos-lhe razão? "no dia em que os cristãos viverem 24 horas por dia a sua fé, eu converto-me ao cristianismo"

    damos-lhe razão?)

    Precisamente mas é claro e com toda a razão, ou seja como disse atrás, Os meios e os fins tem a mesma natureza. Fins bons requerem meios bons. E há concordancia entre o ser e o agir. Acontece que nos cristãos isto é verbo de encher, tal como nos politicos, há boas frases para calendarios e há boas frases nos evangelhos para dizer nas liturgias, mas não ha nem nuns nem noutros salvo excepçoes concordancia entre o ser e o agir, diz –se uma coisa e faz.se outra, já agora ele também disse da religião catolica, e esta no mesmo pensamento que acabei de expor, mais ou menos isto, e cito de cabeça: como pode tal arvore produzir semelhantes frutos. Portanto quando os cristãos sejam concordantes entre o ser e o agir eu acharei que ele não tem razão e também discordarei do que ele disse. Mas apesar disto era profundamente religioso, conhecia o cristianismo a fundo e tinha veneração por Jesus, ja talvez não tivesse tanta pela organização da religião. Mas continuou na sua religião indiana indu, pois acreditava que todas as religiões, no seu coração, captam e expressam a mesma verdade divina.

    (“Pretender resumir o agir responsável de um cidadão ou de um cidadão político numa frase motivadora, pode ser uma mau caminho. Conduz-nos a metas ilusórias. A vida de todos os dias é muito mais complexa do que isso.”)

    Quanto a isto que a senhora diz adiante que se faz tarde. É só para encher espaço.

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