2009-10-12

e se de repente...

Eram três da tarde e eu desertinha que os ponteiros voassem. Submersa e rodeada de laranjada , a vesícula a ressentir-se de tanta vitamina e ter que sorrir, como se o mundo fosse do mais puro cor-de-rosa, não foi com grande disposição que respondi ao cumprimento. Fiz uma pausa e, como o homem à minha frente, não dizia ao que vinha, tive eu que perguntar. Mais um silêncio, um torcer de lábios e sai a frase: -Bom, eu não sei como começar... Credo! valha-me nossa senhora! mas que assunto vem o senhor tratar? E levantei-me, recuei uns passos... porque é melhor estarmos preparados para tudo e mais alguma coisa. E quando disponibilizamos um sorriso acolhedor, não sabemos o que vamos receber como resposta. Bem, é a primeira vez que me acontece, depois de tantos anos, nem sei como foi possível...mas não paguei a factura do mês passado - respondeu. Ó senhor, tamanha preocupação por causa disso? Não pagou, paga já!

O homem tem a alcunha de diabo. Tem a cara de maior velhaco em que eu já pus a vista em cima. A alcunha vem-lhe por ser do piorio nas relações com os familiares e vizinhos. Mas fiquei hoje a saber, que é bom de contas. Eu é que não ganhei para o susto.

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