2009-10-26

testemunho


"Na minha vida tenho temido tudo excepto Deus. Estou a falar a sério. E a tomar a sério Cristo quando disse: «Não temais». Não foram uma nem duas, as vezes que ele o disse. Semelhante insistência talvez merecesse um bocadinho de atenção".



Nuno Bragança (1929-1985), no dia 29 de Junho de 1968, num texto que saiu no cardeno 3 de "O Tempo e o Modo", que tinha como tema "Deus o que é?"

18 comentários:

  1. como Nuno Bragança tinha razão...

    claro que para muitos padres, não há Deus sem medo...

    bjs MC

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  2. Luís,

    tu sabes mais destas coisas do que eu, mas não é que as pessoas preferem antes o medo à liberdade? Constata-se isso, pelo menos no nosso país.
    Vamos na estrada, tudo a conduzir à doida, vê-se um carro da polícia de trânsito, e tudo segue o código.

    Na fé contam e muito as experiências sociológias. E os padres não estão acima disto: fazem o mesmo movimento.

    Porque é que a teologia que valoriza o assentimento pessoal, tem tantas dificuldades para se impôr?

    As pessoas não querem ser responsáveis pelas suas escolhas. Preferem representar o papel de vítimas a assumirem-se.

    beijos, Luís

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  3. Ja dizia isaias

    ("Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel".(Isaías 41:10)

    E tem razão sim, não é medo de “deus” é o nosso medo interior, o medo que nos faz ficar parados, sem atitudes, sem reacções, medo de tomar a decisão errada, medo de nos decepcionarmos mais tarde. Enquanto esse medo estiver dentro de nós, tudo continuará da mesma forma e nada mudará, então muitos viram-se para deus para que deus faça algo mas da parte deles nada fazem para que isso aconteça.

    ("Em me vindo o temor, hei de confiar em ti. Em deus, cuja palavra eu exalto, neste deus ponho a minha confiança e nada temerei".(Salmos 56:3)

    O segredo não é ter medo, é confiar em deus e vencer esse "medo" onde está instalada a duvida e tomar decisões. Fazer aquilo que se sabe e pode fazer. Claro que é inócuo e irreal esperar ou depositar expectativas das nossas acções em deus, por isso não ha nada que temer vindo dai, mas ja não é tão inocuo esse depósito de expectativas em deus psicologicamente falando, se isso nos fizer actuar e nos der confiança nas nossas decisões, se essa fé de que tudo que fizermos vai correr bem com a ajuda e graça de deus. mas claro que a justificação da frase faz todo o sentido não ha nada que temer vindo de deus nem bom nem mau, já há sim muito que temer vindo dos nossos próximos, odios, invejas, ciumes etc, mas não de deus concerteza.

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  4. ... se é pelo receio (ou medo?) que alguns imaginam que nos tornamos melhores, desenganem-se: a história deste país é o exemplo vivo disso mesmo...

    ... ainda andamos às voltas com os fantasmas de outros tempos.

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  5. "Se acaso me passasse pela cabeça desejar um milagre, ele seria o de que uma vez por ano e durante um minuto a humanidade pudesse ver o que seria o mundo se cada pessoa conseguisse em cada instante ser ela própria, no ponto máximo da sua realização possível nesse instante."

    (do mesmo senhor, no mesmo texto)

    tal não significa que isso mesmo da potência que carregamos não seja fonte e fundamento dum medo sem fim que só em Deus cabe:

    "Na minha vida tenho temido tudo excepto Deus."

    (do mesmo senhor etc)

    terrífico o sentido humano: não se ser o que se é, potência vã e desviada, presa do medo de si e dos riscos da autenticidade; medo do medo, quando não enfrentamos a morte que nos carrega, e a vida que a transborda; medo na alma, medo no corpo, medo no amor.

    e quem sabe o que integral e verdadeiramente faz de si? "Não temais", claro, precisamente porque deveis ter medo, porque todo o cego e coxo que não tem medo no caminho, ou é um imbecil ou um inconsciente; a superação do medo é aqui movimento de fé e confiança mística, e não de ignorância ou distracção dos perigos de navegação; confundir ambos é uma das armadilhas do nosso tempo: confiar no mundo e em si como se estes não fossem espontaneamente "desrealização" e "alienação".

    bjocas, mana

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  6. sr anónimo,


    mesmo com algum esforço não percebo muito bem onde quer chegar.

    Um palpite: de Deus não há nada a temer, certo? De nós, talvez.

    Escreve deus assim, por superstição, preguiça, confiança...?

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  7. Alberto, viva!


    pois não, pois não. acabei de ler o filósofo José Gil e ele aponta alguns dos entraves a que Portugal seja um país melhor. O medo é um deles.

    No nosso sotão há velhos fantasmas, mas alguns bem recentes convivem connosco. Ou são todos velhos, só que vamo-los descobrindo a pouco e pouco?

    abraço

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  8. olá, mano

    "medo de ter medo" parece-me que traduz o que se vive na nossa sociedade, nomeadamente, a portuguesa.

    O medo terrífico de que falas é algo reservado, não?

    beijos

    PS- tinha escrito um comentário mais extenso mas evaporou-se. se calhar não perdes nada. ;)

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  9. (“sr anónimo,
    mesmo com algum esforço não percebo muito bem onde quer chegar.
    Um palpite: de Deus não há nada a temer, certo? De nós, talvez.”)

    Ah não percebeu eu explico, é mais ou menos assim como um efeito placebo. O efeito placebo na religião não é diferente dos outros campos, o efeito placebo actua na fé humana levando muitas vezes a acreditar em factores externos para resolver os nossos problemas e quando acabam se acabam do modo como a pessoa projectou as suas expectativas, atribuem o facto ao objecto da fé, e não atribuem esse facto aos seus próprios esforços e as suas próprias conquistas. Não é preciso ir muito longe e procurar agulhas em palheiros para ver muitos e variados casos destes em todos os lugares, quando na realidade foi ela mesma, a própria pessoa que fez acontecer aquilo que diz que obteve de uma graça ou com a ajuda de deus.

    Mas isto é bom? Claro que é, se o próprio cérebro precisa e é estimulado desta maneira para fazer com que as coisas aconteçam, vencendo os seus fantasmas medos e receios depositando e entregando as suas expectactivas am "algo" que a vai ajudar, não disse joão paulo II na tomada de posse, (não temais, entregai-vos a deus) julgo que foi mais ou menos isto embora cite de memória, não importa então se se deveu à crença em deus ou outro factor aleatório externo qualquer a acção da pessoa, o que interessa é que a pessoa actuou movida por algum estimulo, somente e apenas porque as pessoas acreditam de verdade nisso e depositam o efeito das suas acções nesse factor. Então a chave é a estimulação do cérebro, podemos obter muito se estimularmos e levarmos o nosso cérebro a acreditar nele mesmo sem precisarmos de falsos apoios para conseguir as coisas, nós mesmos podemos mudar nossas atitudes inconscientemente estimulando nosso cérebro, para mim isto é muito mais saudável do que tomar remédios ou atribuir e acreditar cegamente em uma religião. Mas se há pessoas que precisam e só conseguem essa estimulação através da religião qual é o problema?

    O grau de sugestionabilidade das pessoas para a religião organizada ter sucesso, tem que fazer com que as pessoas acreditem que precisam dela, para as pessoas terem fé e passarem a acreditar noutra coisa, tem que primeiro perder a fé em si próprias, e passarem a precisar de uma estimulo externo que acabam por interiorizar, portanto, a primeira tarefa da religião organizada é fazer as pessoas acreditar que precisam da religião e que so esta as pode ajudar e salvar, outra tarefa é fazer ver que a religião tem as respostas que as pessoas não tem precisam e procuram.

    De resto quanto a sua conclusão do que eu disse anteriormente, fez um palpite de caras

    (“ Um palpite: de Deus não há nada a temer, certo? De nós, talvez.”)

    Temer o que de deus, bom ou mal?

    Escreve deus assim, por superstição, preguiça, confiança...?

    Não percebo, por ser em minusculas a palavra deus? se for o caso é que para mim deus não é grande nem pequeno, é deus. Não o vejo como a senhora, a quem parece atribuir-lhe vontades e desejos em relação aos humanos como se fosse um ser humano, mas como a origem causa etc, criadora do universo na qual esta integrado não se distinguindo mas encontarndo-se nele em todos os seus elementos como causa e efeito, elemento primordial e causa de tudo, e estou a usar linguagem cientifica para o justificar.

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  10. penso que é reservado a toda a gente, como o pensentir-se e a respiração ;)

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  11. "a chave é a estimulação do cérebro, podemos obter muito se estimularmos e levarmos o nosso cérebro a acreditar nele mesmo"


    hummmm, adoro estes positivismos.

    "e estou a usar linguagem cientifica para o justificar.

    peço perdão, para jsutificar o quê?

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  12. (“hummmm, adoro estes positivismos”)

    Uma revista sobre a psique humana fez um estudo sobre o que leva as pessoas a colocarem sua vida nas mãos de um ser invisível, intangível, improvável. E concluiu que seria como um um “sistema de escape” e que protegia as pessoas que assim acreditam, de factores de risco de disturbios emocionais.

    Donde conclui que as pessoas para não apresentarem outras doenças de cunho emocional mais grave, como depressões , distúrbios emocionais, sindromes de pânico, psicopatias etc, as pessoas precisariam acreditar em algo, num ser superior com infinitos poderes e bondade, deus.Sendo pessoas com déficits afectivos, materiais, pessoais e que viveram dificuldades extremas na sobrevivência.

    A crença em deus tenderia a suprir carências que tiveram na infância em “ pilares" que formam e alicerçam a personalidade humana organizada, como, não ter sido amada pelos pais -ausência do acolhimento, uma criança que vive num lar inseguro- ausência de amparo, seria a criança que não encontrou saída em lugar nenhum para a situação de medo e insegurança a que foi submetida - ausência de apreciação, seria a criança extremamente criticada, não reconhecida e nunca elogiada, quando passa a ser adulta, vive intensos complexos de inferioridade. Se alguém viveu durante sua infância nascimento ate a juventude 20 anos alguma dessas carencias, deve analisar a sua fé pois segundo a revista a sua suposta fé é possivelmente uma forma de “consolo emocional”.

    Bem mas voltando ao tema que tinha abordado, religião como um efeito placebo, como tinha dito, acreditar que existe "alguém" ou algo sabe-se lá o quê, que se importa connosco, que nos ajuda, que nos livra dos problemas, etc. tem efeito positivo sim, que eu disse no comentário atrás. O cérebro não diferencia o real e o imaginário, apenas faz o que nos queiramos que seja feito tendo como limite o possível não o impossivel. É esta programação do cérebro e da linguística, se pensarmos nas coisas boas traz-nos sensações boas, e o contrario também é verdade, por isso seria mais lógico alguém que não acredita em um deus ou salvador sofrer de depressão do que alguém que acredita nesse deus e salvador. Quem não acredita parece estar sozinho, quem acredita sempre tem companhia, sempre tem alguém preocupado com seu bem-estar.. A crença como um placebo, não tem efeitos nem funções de curar, mas o simples facto de acreditar, ou seja usamos deus para escapar da realidade, termos um conforto que nenhum ser humano nos poderia dar.


    Mas vejamos alguém que esta na fossa total,e se vira para a religião, conheço um caso na minha zona. problemas em cima de problemas na vida em geral, tão desesperado apela a quem? Já que a razão não dá jeito para superar sozinho os problemas procura-se outras saidas, por exemplo, a religião, começa-se a seguir as regras da religião. Alguns resultados logicamente começam a aparecer, pois muitas dessas regras religiosas, que são comuns a muitas religiões, obrigam por exemplo à correcção de comportamentos e à caridade e solidariedade. Quem assim muda de vida passa a agir por outros parametros e respeitando outros valores, assim fica com a vida mais regrada e por isso também mais satisfatória. A pessoa que assim estava na fossa passa a entender que, alguém está fazendo alguma coisa por ela. A cabeça já esta enfiada na religião, o que ela não entende é que a religião funcionou como um placebo . A religião agiu como um placebo, colocou a vida da pessoa nos carris, não por a religião ser poderosa, mas apenas por fazer a pessoa sair do desregramento em que se encontrava e começar a agir la esta o estimulo que a leva a fazer o que é certo e correcto. O grande problema é que um dia essa pessoa entenderá se entender é claro, que não é a religião que lhe fez bem nem mal, nem o temor a algum deus, mas somente suas próprias atitudes e capacidades como ser humano.

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  13. peço perdão, para justificar o quê?”)

    ok, ok, eu explico outra vez,
    Um deus ou uma corrente que a senhora nunca ouviu falar como o deismo, ou um deus cósmico, o deísmo é uma crença racional em deus, sem aceitar os credos dogmas ou libros sagrados de qualquer religião em particular. Uma nova consciência da firmeza e regularidade das leis naturais que obrigaram a rever a ideia de um deus intervencionista, numa natureza escrita com caracteres matemáticos e leis fisicas e universais iguais e válidas em todo o universo e não só na terra, onde não resta lugar para a profusão de milagres ocasionais devidos aos rogos dos homens. Uma concepção de uma outra forma para ver a relação deus-mundo, O universo como o “animal infinito” teorizado por giordano bruno, (queimado pela inquisição), exteriorização da infinita (omni) potência divina, o espaço de newton como sensação de deus, e sobretudo, o deus de Spinoza, foram as grandes versões desta nova sensibilidade o mesmo que dizer “deus ou natureza ou universo” e não é o deus dos sentimentos que as pessoas procuram, nem o deus que em tempos quase pre-historicos, um nomada pastor diz que ouviu falar-lhe, e desde então criou-se um edificio filosofico teologico que os filosofos / teologos ao longo do tempo tem que manter.

    A minha justificação para este deus cósmico, resume-se a três factores que se podem apoiar na ciência.

    Não há efeitos sem causa.

    Tudo provèm de alguma coisa, nada provém do nada.

    Numa viagem regressiva vamos ter que encontrar um elemento essencial e fundamental que deu origem a tudo, o elemento primordial

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  14. eheheh,


    o tal almanaque não o livra de uma coisa: um pensamento muito simplório.

    Já que temos andado a falar da Bíblia, é coisa que não conseguimos encontrar nela, este espírito simplório de que parece andamos todos possuídos.

    Nâo foi o senhor que me disse que não confundisse fé com religião? E quem diz religião diz estes apontamentos sociológicos como o que descrevo no início do post de hoje.

    O tal almanaque vai comparar-me um S. João da Cruz, uma Santa Teresa, um Francisco de Assis, um Padre António Vieira, uma Teresa de Calcutá, a um qualquer devoto de milagres santantoninhos?

    Bom, o Deus descoberto pela Ciência, então...até tenho saudades da Zazie.

    É como diz o outro: Presunção e àgua benta...

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  15. Ha, ha
    (“Bom, o Deus descoberto pela Ciência, então...até tenho saudades da Zazie.”)
    (“Nâo foi o senhor que me disse que não confundisse fé com religião?”)

    Eu? Fé com religião? Posso ter me esquecido de ter já abordado este tema, mas posso-lhe dizer que crença é um estado mental que pode ser verdadeiro ou falso, A fé é uma firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos em algo ou alguém, A fé geralmente é associada a experiências pessoais e pode ser compartilhada com outros através de relatos normalmente em contextos religiosos, a crença pode morrer a fé não. E de facto se disse foi neste contexto, e não é preciso religião para ter fé.

    (“E quem diz religião diz estes apontamentos sociológicos como o que descrevo no início do post de hoje.”)
    Não são apontamentos sociologicos são psicológicos com o fundamento das variantes aí mencionadas, estas conclusões superficiais.

    Bem a senhora precisa sempre de mais explicaçoes

    O deus descoberto pela ciencia essa é boa, é usar argumentos racionais para atingir o conhecimento de que deus tem que existir. Tudo no universo e a nossa volta diz isso. Deus descoberto pela ciencia que treta, isso tentam os teologos fazer. A teoria deus não é uma teoria que obedeça aos critérios de conhecimento que eu possa falsear, por exemplo sujeitar a testes e contraditar, o raciocinio tem que ser logico argumentativo

    A ver se a senhora percebe o dilema é o seguinte, ou tudo o que existe no universo veio do nada, o que é racionalmente e cientificamente absurdo e indefensavel e indefensavel do ponto de vista cientifico, do nada vem nada, o nada não cria nada, ou temos a outra opção tudo o que existe no universo veio de algo, e então temos que admitir alguma coisa criadora alguma coisa que deu origem e é causa necessaria e essencial de tudo. São estas as duas saidas

    Tudo o que existe, ou provém de algo ou deriva do nada, ora bem, não pode provir do nada, pois , o nada não pode gerar nada, por isso tudo que existe só pode existir por criação de algo e ou derivado de algo chamaemos-lhe deus ou outro nome mas como ja foi usado este nome mantenha-se, as coisas são geradas por uma causa única ou por muitas, por isso, tudo o que existe é gerado, ou por uma causa só ou por muitas, se for por muitas, ou estas convergem num único princípio, ou existem por si mesmas, ou ainda criaram-se mutuamente. Mas reduzem-se a um único princípio, a sua origem também não é múltipla, mas una, única, Mas se muitas coisas procedem do mesmo princípio já não têm origem múltipla, e sim, única força em comum, em virtude da qual existam por si mesmas, e por conseguinte, existirão por uma causa única,. Por isso não poderão as causas criar-se mutuamente, visto que seria irracional supor que algo possa ser gerado por aquilo a que deu o ser. Retirando todas estas hipóteses, a conclusão é de que todas as coisas provêm de um princípio único, sem o qual não poderiam subsistir, por isso existem todas por um princípio e não por vários, pois, sem ele, não poderiam existir. esta causa única, da qual todas as coisas são geradas, é a única que existe por si mesma e factor das outras todas, isto é, todas as outras existem em virtude dela, se tudo o que existe procede de uma causa única, é necessário que ela exista por si e o resto derive a sua origem de outra, por isso tudo o que existe em virtude de uma causa, é inferior à causa que o produziu, tudo o que se origina de outro é menor do que a causa que produz todos os seres e que só existe por si. Logo, a causa que produziu todas as coisas, é superior a todas as coisas por ela produzidas, omnipotente, omnipresente, omnisciente. Assim o que existe por si mesmo é superior a todas as coisas, como esta causa que existe por si é única, única causa que existe por si, e que é superior a todas as outras coisas, esta é a causa primordial.

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  16. Toda causa é anterior ao seu efeito. Para uma coisa ser causa de si mesma teria de ser anterior a si mesma, não há coisa alguma que seja causa de si mesma. há no mundo uma ordem determinada de causas eficientes. Por isso podemos ter series definidas de causas e efeitos, o resfriado é causado pela chuva, esta é causada pela evaporação, esta é causada pelo calor, este é causado pelo Sol, estas causas eficientes encadeiam-se umas às outras, formando uma série em que umas se subordinam às outras. A primeira, causa, as intermediárias, e estas causam a última. Deste modo, se for suprimida uma causa, fica suprimido o seu efeito. Suprimida a primeira, não haverá as intermediárias e também não haverá então a última.Se a série de causas encadeadas fosse indefinida, não existiria causa eficiente primeira, nem causas intermediárias, efeitos dela, e nada existiria, isto não é verdade pois as coisas existem. Por conseguinte, a série de causas eficientes tem que ser definida. Existe então uma causa primeira que tudo causou e que não foi causada. Essa causa pode ter um nome deve ter um nome para uns é deus, deus é a causa das causas não causada, dizia o Sócrates

    Ha seres que começam a existir ou deixam de existir, os entes contingentes, estes entes que têm a possibilidade de não existir, de não ser, em algum tempo não existiam, é impossível que tenham sempre existido.Se os entes têm a possibilidade de não ser, não ter existido em algum tempo nenhum desses entes existia. se nada existia, nada existiria hoje, aquilo que não existe não pode passar a existir por si mesmo. O que existe só pode começar a existir em virtude de um outro ente já existente, nada existindo, nada existiria. O que não é verdade, visto que as coisas os seres contingentes agora existem.Por isso não é verdade que nada existisse. Alguma coisa teria necessariamente que existir para dar, depois, existência aos entes contingentes, este ser necessário ou tem em si mesmo a razão de sua existência ou a tem de outro. Se a sua necessidade de existir dependesse de outro, formar-se-ia uma série indefinida de necessidades, este ser tem a razão de sua necessidade existencial em si mesmo.

    Há coisas que mudam, uma pessoa ve isso a nossa volta,mas é impossível que uma coisa seja motor e móvel ao mesmo tempo e para a mesma perfeição. É impossível, pois, que uma coisa se mude a si mesma, tudo o que muda é mudado por outro, tudo o que se move é movido por outro. O movimento tem que partir de um ser ou ente que seja apenas acto,que tenha apenas potencia, mas a sequência de movimentos em tempo e espaço finitos tem que ser finita, o universo é finito no tempo pela teoria do Big Bang e a lei da entropia. O universo principiou e terá fim, não é infinito no tempo, esse primeiro ente não podia ter potência passiva nenhuma, porque se tivesse alguma ele seria movido por um anterior. Logo, o primeiro ente só tem acto. Ele é apenas acto,

    Num axioma, não há efeitos sem causas, procurando a causa de tudo o que não é obra do homem a nossa razão terá que responder, portanto, o conhecimento não pode encontrar outra conclusão, senão a de que deus ou a força motriz criadora do universo existe. Por isso racionalmente pode-se chegar a conclusão da existencia de deus.mas a senhora não se consegue livrar de um deus dos sentimentos de um deus humano.

    Bem terminando, com uma historia de george washinton durante a guerra de independencia americana e a proposito do efeito placebo, george washinton tinha que decidir entre uma arriscada evacuação de tropas americanas de long island ou render-se, ele decidiu a evacuação que era a mais arriscada pondo emperigo todas as vidas, quando interrogado sobre o possibilidade de serem aniquilados respondeu que era o melhor que podia fazer e tudo o mais dependia da providencia.

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  17. E não é que já me tinha passado esta, não pode ser, não pode ser, até porque dá para me chamar mais uma série de nomes.


    ("o tal almanaque não o livra de uma coisa: um pensamento muito simplório")


    Chamar almanaque a uma revista cientifica inglesa de especialidade em psicologia que fez um estudo sobre casos de percursos religiosos, é rigoroso de facto. Mas que almanaque, já agora posso lhe citar este outro estudo que diz isto :


    (“Um artigo de pesquisadores europeus, que será publicado na revista acadêmica Intelligence em setembro, defende a tese de que pessoas com QI (Quociente de Inteligência) mais alto são menos propensas a ter crenças religiosas
    Em um desses estudos, os autores compararam a média de QI com religiosidade entre países.

    No outro estudo, eles cruzaram os resultados de jovens americanos em um teste alternativo de habilidade intelectual (fator g) com o grau de religiosidade deles.
    Na pesquisa entre países, os pesquisadores analisaram média de QI com o de religiosidade em 137 países. Os dados foram coletados em levantamentos anteriores.
    Os autores concluíram que em apenas 23 dos 137 países a porcentagem da população que não acredita em Deus passa dos 20% e que esses países são, na maioria, os que apresentam índices de QI altos.


    O texto é assinado por Richard Lynn, professor de psicologia da Universidade do Ulster, na Irlanda do Norte, em parceria com Helmuth Nyborg, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, e John Harvey, sem afiliação universitária


    A conclusão é baseada na compilação de pesquisas anteriores que mostram uma relação entre QIs altos e baixa religiosidade e em dois estudos originais


    se quiser conteste-os agora chamar nomes.
    só mais outra coisinha, os milagres santantoninhos e o almanaque , um é facto real próximo de mim, de alguém que se transformou devido a religião, agora comparar estas coisas com madres teresas e outros, assim como eu posso citar também William Wilberforce , o cristão inglês que passou a vida lutando contra a escravatura, mas é uma coisa sem pés nem cabeça o que a senhora compara, num caso estamos a falar de pessoas com problemas da sua vida pessoal no dia a dia que precisavam de ser resolvidos e não de vidas de pseudosantos e que servem como exemplos de dedicação aos outros.
    Por outro lado também há uma diferença entre religiosidade e religião. Há pessoas que tem religiosidade e pessoas que tem religião, pois é.

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  18. caramba!

    diz que vai explicar e cada vez baralha mais.

    não, não vou chamar-lhe nomes. para quê?

    então gente com um alto QI não é dado a essa coisa da fé. o que sugere que...fé só para os pobres diabos.

    Não me espanta que se incomode com a minha capacidade de exprimir sentimentos e emoções e assim falar de Deus. não somos todos iguais, né? eu gosto muito de ser como sou.

    passe muito bem.

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