2009-11-10

duas histórias de mulheres:

Dois casos passados no tempo do Estado Novo, em que as famílias e as mulheres tinham os tais valores de que os nossos bispos tanto gostam:

1º caso:

Um casal rural vivendo da terra e dos produtos que a mesma dispensa. Homem e mulher casados no sacramento do matrimónio, dividem as tarefas fora de casa. Dentro, trabalhava ela sozinha. À segunda-feira era o dia de mercado. Era ele que ia sozinho. O produto da venda raramente chegava a casa. Também era ele sozinho que se encarregava dessa tarefa.
O dinheiro faltava para as despesas necessárias, mas havia perto um compadre disposto a dispensar o crédito. Era ela sozinha que ia pedir ajuda para providenciar às situações mais aflitivas. Uma doença, um remédio para os filhos, um pagamento em falta.
Dos cinco filhos, dois são muito parecidos com o compadre e vizinho.

2º caso:

A D. Gracinda casada com o Senhor Raúl, já tinha sido mãe uma vez. Não queria ter uma família, como tantas que conhecia, em que cada filho que aparecia era considerado uma fatalidade. Fez vários abortos. E a maioria dos dias, levanta-se ainda antes de o sol aparecer. E do marido acordar.

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