2009-11-17

ora tomem e embrulhem:

A família existe não só para garantir a reprodução da sociedade burguesa através da difusão do autoritarismo, mas também como correria de transmissão de um dos suportes do capitalismo: a propriedade privada. O papel da família é tão forte neste sentido que seus membros acabam por se julgar proprietários uns dos outros. Adquire-se o mesmo medo compulsivo de perder o outro, menos pela necessidade do amor e mais pela "tranqulidade psicológica" que ser proprietário (ou a propriedade) lhe dá. Esconder um do outro (ou até de si mesmo) algo novo e transformador, com o receio do risco da mudança, é a prática mais comum dos casais.

daqui

1 comentário:

  1. Tomem e embrulhem?
    Pois cá esta o tipico da politização da familia, a historicidade do casamento etc. Não indo mais atrás, até ao século XIX o casamento era visto nas sociedades ocidentais tal como acontece hoje em dia em muitos locais meramente como um acordo comercial entre duas famílias sem que os dois intervenientes tivessem muito voto na matéria. O romantismo veio alterar esta imagem e passou a existir o conceito de casar por amor
    .
    Mas a maior parte das pessoas pensa somente nisto que o casamento é na essência a união entre duas pessoas, a união entre o amor de duas pessoas, ou seja defendem a primazia da família de afectos na sociedade, da paixão, do amor. Mas é claro que isso passa a seguir ao copo de àgua e noite de núpcias. E a realidade acaba por ditar quem de facto se “ama” e vai suportar as provações da vida, por isso quando se enfrenta a primeira etapa de casados a maior parte dos casais não passa de um lustro. As estatisticas estão ai mostrando que quem se casa por amor e paixão sem mais outros ingredientes e projectos de vida, corre mais do que serios riscos de naufragar.

    O que a nosso sistema defende ao dizer contrato entre homem e mulher “ que pretendem constituir família mediante uma comunhão plena de vida “, defende o que eu acho que o estado deve defender para manter uma sociedade estruturada e não disfuncional, é manter e dar primazia a família natural. O que é isso de família natural? Bem também tem afectos os familiares do cônjuge contrário são familiares por afinidade do outro cônjuge os elementos da familia tem afectos entre si, mas deixando isto, Não é isso o que eu quero vincar, é uma família saída de um núcleo familiar próprio em que os progenitores por si, pai/mãe dão origem a uma família mais alargada, é uma família biológica, é uma família genética,é uma familia que tem caracteristicas cosanguineas, é uma família que herda o bom e o mau, as doenças e as benesses dos seus progenitores e dos seus antepassados. Uma mãe casada ou solteira que engravidou, viveu a gravidez, deu a luz, amamentou ou criou um bebe, deixemo-nos de tretas, são sentimentos que se vivem e gratificam um casal e fazem crescer de modo diferente de uma família que adopta, essa mãe se queria e projectou a gravidez, sentiu crescer algo dentro de si e soube que transmitiu algo de si a esse ser, Os sentimentos de quem adopta são sentimentos como da outra mãe ou da outra família de amor, mas houve etapas desse percurso que não foram vividas por opção ou por impossibilidade pouco me importa.

    o casamento é mais do que isso é passar a integrar um estado civil e social com os consequentes direitos e deveres pessoais filiais e patrimoniais. É isto que interessa ao estado a regularização desses direitos e deveres, não o amor. O amor é uma questão das pessoas que pretendem casar não do estado que não tem nada a ver com isso. Quando o estado se preocupar com o nosso amor a situação sera de facto preocupante, antigamente as professoras primárias para casar e as enfermeiras por exemplo precisavam de ter a aprovação superior, suponho que até do ministro da tutela para saber se o pretendente servia e era adequado. Enfim tempos que já lá vão

    A sociedade muda os conceitos mudam, ha mudança social, mas há valores que não mudam, por exemplo nunca será licito roubar ou matar sem ser em circunstâncias especiais. Ou legislar pretendendo abranger factos que a própria natureza diferenciou como eu disse , todos nós que habitamos este planeta terra somos filhos de um pai e de uma mãe e não de dois pais ou de duas mães O Estado pode mudar a legislação e legislar contra este facto da natureza, mas é arrogante e prepotente pensar que pode ser alterado na sua essência, porque só é alterado o conceito formalmente

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