sombrios tempos para a liberdade
2010-02-24 em 2/24/2010 06:43:00 PM
6 comentários:
- Anônimo disse...
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Mas já agora, o que é que se diz no livro?
Estou curioso...
on - Fevereiro 24, 2010 7:56 PM
- MC disse...
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lino,
no caso não sei se não leram. Já devem ter lido. O cartoon acima explica mordazmente qual é a questão primeira.
Beijos - Fevereiro 24, 2010 10:33 PM
- MC disse...
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On,
lamento, mas a minha resposta vai ser muito desconcertante. Tanto quanto eu me senti ao ler o livro. :)
Não digo que comprei o livro por causa da polémica (que existe desde a sua apresentação), mas quando o comprei já sabia dela.
Bom, aconteceu-me como quando li os dois livros polémicos do Saramago. Acabei a maldizer uns tantos ignorantes que lançam anátemas sobre tais obras.
O livro de José António Pagola é duma simplicidade desconcertante. É uma leitura do Jesus dos Evangelhos. Sobretudo, dos Sinópticos.
Como ele mesmo diz no texto de apresentação:"Quem é Jesus Cristo?...quero saber quem é que está na origem da minha fé cristã. Não me interessa viver de um Jesus inventado por mim ou por qualquer outro. (...)A vida concreta de Jesus é que agita a alma. As suas palavras simples e penetrantes seduzem. O Jesus contado pelos evangelistas é mais vivo do que o do catecismo. A sua linguagem é mais clara e atraente do que a dos teólogos."
E sublinha que leu muito dos estudos sobre Jesus mas não quer enveredar por nenhum leitura mais controversa.
Resumindo, como qualquer crente cristão José António Pagola pretende responder à questão: Quem é Jesus Cristo? Em vez de se socorrer das resposta do catecismo, responde com o que o texto bíblico nos diz do mesmo.
Eu até percebo muito bem por que é que alguma hierarquia se sente posta em causa por isso.
O que eu nunca pensei,foi que algum dia ia viver para ter em minha posse um livro proibido. Há qualquer coisa de trágico e de cómico nisto tudo. - Fevereiro 24, 2010 10:34 PM
- rui disse...
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MC, por acaso esta polémica passou-me completamente ao lado, como outras.
Mas, pelo q dizes, parece-me significativo q por cá o livro tenha sido publicado por uma editora q é propriedade de uma diocese. - Fevereiro 25, 2010 1:10 AM
- MC disse...
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Olá, Rui
para mim o que está em causa não é a questão da polémica. Não dou atenção a este assunto por ele ser polémico.
O que está em causa é a desacreditação e o sofrimento impostos a José António Pagola por uma obra que não apresenta motivos nenhuns para isso. E mesmo que apresentasse...A Igreja (Magistério) pronunciava-se sobre a obra e deixava publicar e vender.
Não foi isso que se passou. Desde o início a obra foi desacreditada (por alguns sectores da Igreja) o autor aceitor rectificar alguns pontos. A edição portuguesa, por exemplo, vem com uma nota à parte. Extra livro.
Do livro foram vendidos já 60.000 exemplares.
Depois da revisão pelo autor o Bispo Emérito Juan Maria Uriarte, concedeu-lhe o "nihil obstat". Apesar disso há meses que a nona edição estava pronta e por sair. Acabando com este desfecho de a editora (ligada aos Maristas) pedir a recolha dos exemplares que já estavam nas livrarias prontos a ser postos à venda.
Acho que não se pode nem deve fazer silêncio sobre isto. Não para pôr em causa a Igreja, mas para chamar a atenção para atitudes injustas e ofensivas por parte de alguma hierarquia que não sabe respeitar a pluralidade de percursos e caminhos de fé.
(E cada vez que penso nas tolices que se publicam e que têm levado o "nihil obstat"...carradas delas.)
(Peço desculpa pelo "discurso") - Fevereiro 25, 2010 7:47 PM

Há gente que tem por hábito condenar antes de ler. Já era assim durante a inquisição.
Beijos