2010-05-15

...O verdadeiro conhecimento não vem de fora, mas da experiência interior. O conhecimento de  Deus que adquirimos através dos sentidos ou pela razão não serve de nada. Nem teologia, nem normas morais, nem ritos servem para alguma coisa se não nos levam ao interior e não vão acompanhados de uma vida entregue aos outros....

5 comentários:

  1. MC,
    o link não funciona!

    Agora deste em largar aqui uns posts e depois nem te dás ao trabalho de os discutir.
    Acho muito mal!

    O post diz uma série de coisas que fazem bastante sentido para mim. A questão é: acreditas nisto? Não vais dizer o contrário daqui a três posts?

    O título acho deslocado.
    Fé é uma coisa, experiência é outra. Exactamente o contrário.
    A tal história do São Tomé diz isso mesmo...

    Há um tipo de conhecimento que não vem de fora mas exclusivamente da experiência interior. Dizer que é o único verdadeiro é deslocado. O conhecimento ou é verdadeiro ou não é.
    Será o conhecimento autêntico. No sentido que é o único tem a ver com a nossa existência. Com as coisas que realmente afectam em profundidade a nosso ser.

    O Kierkegaard diz uma monte de coisas muito interessantes sobre isto.

    E eu concordo que o conhecimento de Deus só pode vir desse experiência interior.

    E tu, concordas?
    Não acharás que se pode conhecer Deus passeando no teu jardim e sentido a natureza em todo o seu esplendor?
    Se pensas assim, discordas do post...

    "Nem Teologia nem normas morais nem ritos servem para alguma coisa se não nos levam para o nosso interior"

    Concordo.

    "e não vão acompanhados de uma vida entregue aos outros..."

    isso não tem ver com a vida interior, antes pelo contrário.
    Se se quer acrescentar isto, tem de se mudar algo na primeira frase. Seria conveniente meditar um pouco mais sobre o que se quer dizer.

    Sei que achas que sou um chato e me vais mandar passear.

    Bom fim de semana...

    Não é preciso assinar, pois não?

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  2. Então MC, nem um postzinho sobre a tão badalada Visita do Papa a Portugal? Vá lá!

    Favas (Des)Contadas

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  3. Peço desculpa. Não testei (como faço a maior parte das vezes...) e pronto! Mas já funciona.

    Ó tu que não assinas e nem sequer é preciso: ;)

    Quando esqueces um bocadinho os teus esquemas de pensamento e começas a usar outros? Ou a reconhecer que existem outros.

    Não tenho tido espaço (cronológico e interior) para me dedicar ao blogue. E deve piorar. Mas também não me apetece deixar isto ao abandono. Fica o que é possível.

    Ao ritmo da liturgia procuro com que alimentar as minhas reflexões e vivências (também a relação com os outros, com o mundo, com o conhecimento, com a fé, esperança e amor). Tenho algumas leituras que entram nessa rotina (a participação em algumas celebrações da comunidade onde vivo) fazem parte desse percurso. Os posts que aqui não discuto, discuto-os bastante interiormente. Enquanto se fazem umas caminhadas ou se executam certas tarefas, pode-se perfeitamente fazê-lo.

    O título do post é "aberto". Tanto é que pegaste nele. Óptimo.
    Não entendo quando dizes que fé é uma coisa e experiência outra. Eu não sei quando acaba uma e começa outra.

    Mal comparado ou talvez não: já leste o "Erro de Descartes" do António Damásio? Que seriam das emoções e sentimentos sem o palco maravilhoso do nosso corpo? Se fôssemos apenas cérebro.

    O conhecimento de Deus...é dinâmico. Perdoa o simplismo mas vai sair: contemos Deus, mas é Deus que nos contém.

    Quando li o texto que deu origem a este post, pensei mais uma vez: Meu Deus, mas eu tinha de nascer de novo! Mas logo a seguir: foram (são) as circunstâncias da minha vida que me permitem ser quem sou. E não outras.
    Incluo-o, como é óbvio, todo o meu percurso na Igreja Católica. Tudo o q ela é e que eu sou.

    Não encontro Deus só na beleza e no bem, na alegria etc. Acho que é isso q queres dizer ao dizeres "o
    teu jardim".

    Mando-te passear sim, mas não nesse sentido. ;)

    Bom fim-de-semana

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  4. Favas (Des)Contadas,

    ele há coincidências...tinha pensado há pouco:"o que será feito da personagem Favas (Des)Contadas?" Pronto, ainda aqui vem! :)

    No Jugular a Palmira Silva postou uma anedota engraçada sobre o perigo de ligar a torradeira...eu tive a TV toda a semana desligada (já é o normal) e não li quase nada. Li as principais homilias e o discurso no CCB. Pode ser que ainda fale disso. Mas prefiro ir falando de outras coisas... ;)

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  5. Está cheio de razão, o Fray Marcos.
    Beijos

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