2010-06-04

a bem dizer não entendo a discriminação

A Fernanda Câncio faz aqui um exercício especulativo. Que se incomode com a difusão amplificada do ritual católico, concedo! Contrapor-lhe o código penal e a acusação de blasfémia, já é esticar a corda. E cá para mim, é a prova provada, de que estes rituais já não exprimem nada da vida pesso0al e comunitária. O título da crónica é bom exemplo disso: "Corpos sem deus". (Vejo que o blogger reage por escrever Deus com minúscula. Ora querem lá ver; salta proselitismo onde menos se espera.)

3 comentários:

  1. Também li e não me pareceu ao nível daquilo que costuma escrever.
    Beijos

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  2. Eu sinceramente acho que e muita fita por causa de uma missa. Houve quem argumentasse (se bem que mal, de forma pouco educada) que ha manifestacoes de causas caras a FC que sao barulhentas e pouco consensuais. E mesmo uma questao de viver e deixar viver. Convem nao confundir laicismo com intolerancia religiosa, coisa em que as vezes a Fernanda Cancio cai.
    A parte da blasfemia tem relevancia e de facto nao faz sentido estar no codigo penal-mas isso seria assunto para outra cronica, nao vem a proposito desta. A parte do "cago em dios" e infantil, esta ao nivel do meu filho de 3 anos que quando quer atencao se poe a dizer "pilinha".

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  3. Olá, Joana,

    muito nos mostras ;)

    A Fernanda mostra de forma muito evidente como sente o peso da instituição Igreja Católica. (Não sei se teve alguma aproximação à mesma). Como muito bem exemplificas com o teu pequeno, a FC ainda está focada no pormenor.

    Ela até percebe que não pode exigir que a Igreja não venha para a rua, porque isso condicionava, outras formas de expressão.

    E tem razão que a lei é anacrónica. Eu desconhecia tal coisa.

    Obrigada pelo teu comentário, realmente foi uma grande coisa o nosso "amigo" C. ter-nos aproximado. ;)

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