2010-06-28

convém não ficarmos adormecidos



Não tenho tempo (e não vou ter nos tempos mais próximos) para explicitar devidamente esta questão.  Mas no sendo nada apologista de teorias da conspiração, verifico com  preocupação, a escalada de manifestações de uma direita pseudo cristã, que luta por vários meios para se tornar influente na Igreja. E na restante sociedade.

Há um elemento que salta à vista: a paranóia. Sendo uma absoluta leiga em psicologia, não tenho dificuldade em identificar o estilo de mentes paranóides que escrevem por aí em blogues, artigos de opinião nos principais jornais etc.

Não convém minimizar este elemento, porque ele pode muito bem servir para atrair interesses menos claros, que se servem do mesmo para atingir os fins que pretendem.

Vigilância, portanto!

No artigo para o qual faço o link, identifica-se este movimento com uma direita norte-americana. Terá várias origens, penso eu, mas um dos fins é, como diz o texto abaixo: o domínio cultural, religioso e político.



Quienes abrazan este movimiento ven la vida como una batalla épica contra las fuerzas del mal y el satanismo. El mundo es blanco y negro. Incluso aunque no lo sean, tienen la necesidad de sentirse víctimas rodeadas de grupos siniestros que pretenden destruirlos. Necesitan creer que conocen la voluntad de Dios y que pueden hacerla realidad, sobre todo a través de la violencia. Necesitan santificar su ira, una ira en la que se centra su ideología. Buscan un dominio cultural y político total. Emplean el espacio que les brinda la sociedad abierta para destruirla. Estos movimientos actúan dentro de los límites del estado laico porque no tienen otra opción. La intolerancia que promueven queda amortiguada en los discursos tranquilizadores de su representantes más hábiles. Si tuvieran suficiente poder, y están haciendo lo posible por conseguirlo, se acabaría con esta cooperación. La exigencia de un control total y de una nación cristiana, así como el rechazo a toda disidencia se hacen visibles dentro de sus lugares sagrados. Estos pastores han establecido, dentro de sus iglesias unos diminutos feudos despóticos, y pretenden replicar estas pequeñas tiranías a gran escala.

5 comentários:

  1. Olá JdL! Eu não sou psicólogo, sou filósofo, mas explico-te um bocadinho o que está por trás disso...

    Em 1º lugar, a parte política é mais fácil... Com o povo descontente é fácil atraí-lo com um discurso que invoque novas realidades... Foi assim com as recentes eleições em alguns países Europeus, se não me engano com nacionalistas na Bélgica... Na América curiosamente parece que as pessoas são mais atentas e em grande parte o Tea Party perdeu a "super 3ª Feira"... Razões? Com a abstenção de um nº cada vez maior de pessoas "medianas" ou seja dos cidadãos normais moderados com quem nos cruzamos dia-a-dia, vão ficando os extremos militantes... E ficam as "franjas vulneráveis"...

    Na religião é a mesma coisa... Olha o que dizem os Tridentinos!... Aquilo até mete medo!!!... E o Caminho Neocatecumenal e similares?... Aquilo é pior que diabólico!... E do lado liberal também há movimentos extremistas como o CORPUS nos EUA!!!... Mas lá está: livres dos moderados que se sentavam nos bancos das Igrejas, os radicais sentem-se mais à vontade para cativar as "franjas vulneráveis"... E essas caem e arrastam com elas grande parte da sociedade para os mais diversos e normalmente inconfessáveis fins!...

    Abraço e bom trabalho!... Até amanhã!...

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  2. Se o JCN pudesse, todos os portugueses tinham de andar com uma cruz colada na testa.
    Beijos

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  3. com o povo descontente...pois, esses são os meus receios. Já temos exemplos suficientes na História para temer que um caldo de elementos como os que apontamos, possa ir dar a situações eventualmente mais trágicas.

    A mim, pessoalmente, interpela-me a um empenho cada vez maior na Igreja. Sem ser na sacristia, claro! ;)

    Abraço

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  4. e assustador, e nos ainda ha pouco tivemos uma pequena amostra disso.
    Eu felizmente acho que em Portugal este tipo de grupo nao vai pegar, a par de uma grande religiosidade tambem temos uma cultura anti-clerical muito arraigada na tradicao portuguesa...mas que e assutador, e. E muito semelhante ao discurso dos fundamentalistas islamicos aqui do Reino Unido, como se toda aquela intolerancia lhes desse a vida significado e profundidade
    Joana

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