2010-06-22

o elogio da igualdade

A Igualdade é um motivo culturalmente incómodo, mas não é de agora. Podemos mesmo dizer que no processo de auto-consciência do movimento cristão das origens, a questão da Igualdade emergiu, aos olhos dos contemporâneos, como uma reivindicação algo bizarra da mensagem cristã. Quando, por exemplo, Paulo de Tarso sintetiza num enunciado igualitário as implicações da experiência cristã, «não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem e mulher, porque todos sois um só em Cristo Jesus» (Gal 3,28), isso imediatamente colocou o cristianismo numa trajectória cultural de contra-corrente. Mas é sempre essa a relação que o cristianismo é chamado a manter com o horizonte cultural de todos os tempos: dialogar sem deixar de interrogar, absorver sem baixar o sentido renovador e profético, ser consonante sem perder a ousadia de declarar-se em alternativa, não apenas no discurso sobre Deus, mas também na visão da Pessoa Humana.

4 comentários:

  1. Olá JdL!... Resumindo e concluindo como o próprio Pe. Tolentino nos diz no final do seu brilhante texto: "No fundo, só acolhemos o outro como igual, quando atendemos profundamente, e até ao fim, à sua alteridade infinita".

    Até amanhã!!!...

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  2. nem mais!

    E a nossa mania de nivelar tudo...


    Até amanhã!

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  3. sim...

    embora o texto sirva para todos nós, devia ser absorvido sobretudo no interior da igreja.


    beijinho MC

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  4. ai, luís

    achas que vamos a algum lado com o "devia"?

    A Igreja tem muitas faces (como nós)se algumas andam muito arredadas deste encontro, outras há que já o vivem.

    mas manda sempre...isto também serve de muro das lamentações (eu que o diga)

    beijinhos

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