2010-06-26

olhares diversos sobre a Igreja

D. Januário Torgal:

Quanto mais estudei, mais aumentei a minha fé e mais encontrei explicações racionais para a minha fé. Sabe qual é o grande mal no que toca à religião? Ninguém estuda nada, nem o primário. Mas toda a gente tem opiniões.

Anselmo Borges:

Precisa-se na Igreja de uma reflexão profunda para uma nova atitude face à sexualidade. Não é sustentável um discurso sobre a sexualidade baseado numa concepção exclusivamente biológica da natureza, porque o ser humano é racional e autónomo.



Alfredo J. Gonçalves:

Sendo assim, e sendo essa realidade marcada pelas contradições em nível sociológico, e pelo pecado em nível teológico ou moral, o mais sensato não é tentar transformá-la, e sim fugir dela. Na impossibilidade de mudar os destinos do mundo e da humanidade, o melhor é escapar para outra dimensão. Resulta que, em não poucos casos, o pentecostalismo protestante ou católico se converte numa espécie de "barquinho de salvação" diante da sociedade imutável. "O mundo está perdido, mergulhado no pecado, mas eu encontrei Jesus"! O barquinho procura equilibrar-se no mar tempestuoso, muitas vezes ignorando as angústias de quem está sendo devorado pelas ondas gigantes da fome e da miséria, da injustiça e das desigualdades sociais, da violência e da discórdia. Mares bravios afogam pecadores e inocentes, mas os barquinhos seguem protegidos pelas bênçãos de Jesus.

3 comentários:

  1. Obrigada!
    (eu devia agradecer com muita mais frequência os conteúdos deste blogue)

    Quanto ao "barquinho de Jesus": nem esse está seguro. As convulsões do mundo são as nossas próprias convulsões, as dúvidas do mundo são também as nossas. Não há Fé que nos permita fugir para longe de nós próprios. Quando muito, fundamentalismo atroz, ou autismo.

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  2. palavra de honra, até me fizeste corar, Helena!

    Eu é que tenho de agradecer a tua presença por aqui.

    A imagem do "barquinho" está muito bem conseguida. Outros há que navegam em poderosas naus, dispostos a deitar borda fora todos os infiéis.

    Não podemos fugir para longe de nós próprios, como dizes, mas podemos andar muito distraídos quanto ao que somos. Combater isso é um trabalho exigente.

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  3. Nem mais cara Helena e cara JdL!...

    Boa noite...

    Quer dizer... A melhor possível depois das desilusões futebolísticas não é!... Amanhã fará Sol!...

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