2010-06-02

uma sugestão de leitura: psicoanálise do cristianismo


Ainda não li. Mas vai ser uma das próximas leituras. Pode ser descarregado online aqui.
Ou ler um pequeno resumo.

Una representación de la mutación del Cristianismo se encuentra en la celebración de la liturgia fundamental, la Eucaristía, que deja de ser una Cena entre amigos y amigas para revivir la Liberación a través del recuerdo del Éxodo y de Jesús Resuscitado. Retrocede al antiguo rito del sacrificio en un templo sagrado, donde en lugar del animal está Jesús, el Cordero que quita los pecados del mundo y su auto-inmolación.

La estructura sacrificial está bien representada por la escisión de la asamblea: por un lado está el “celebrante-sacrificante”, ubicado detrás de un altar o sentado en un trono, dotado de poder y de palabra; por otro lado están los “fieles sacrificados”, entrenados para obedecer a señales convencionales del ministro consagrado, que les exige el sacrificio de evitar toda forma de diálogo, saludo, abrazo y confesión recíproca. Ello es la confirmación de que el Cristianismo no es una comunidad-cuerpo, cuyas partes se ayudan mutuamente y cariñosamente, sino una “masa” sin relaciones verbales o afectivas, dividida artificialmente entre “pastores” y “ovejas”.


4 comentários:

  1. Olá JdL!... Mais um daqueles complexos. Não vou muito ao fundo das coisas... Mas na realidade o modelo Tridentino de Igreja, mesmo na versão suavizada de Vaticano II está esgotado e, estou certo, ainda em nossas vidas começará a ser substituído por outra coisa que ainda não sabemos o que é...

    Mas também vai ser preciso ter cuidado pois a Oração, embora personalizada, não vai poder confundir-se com uma anarquia... Alguma ordem terá de haver. Os excessos de certos movimentos carismáticos devem servir-nos de exemplo... E os excessos de certo Protestantismo também. Alguma forma de liturgia terá de sobreviver...

    Mas sim, terá de ser mais autêntica... E para isso também o Estatuto do Celebrante terá de mudar, e aqui não me refiro só aos assuntos disciplinares que estão na "berra", mas ao Estatuto do Celebrante ou do Sacerdote em si...

    Já nem vou falar da mudança de mentalidades do Povo de Deus...

    Isto dava pano para mangas... Mas não quero abusar do teu jardim. Somente repousar um pouco!...

    Boa noite!...

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  2. Olá, P.P.

    Ainda alguém me fazia hoje o comentário, depois de ter participado num funeral com rito católico:"como é que ainda há quem escute este discurso?"
    Estava a referir-se à homilia do padre.

    É apenas um caso, mas condensa muito bem o desentendimento que existe entre uma determinada expressão da Igreja Católica (as outras para já não entram nesta enunciação, mas também têm as mesmas dificuldades, ou idênticas)e a sociedade contemporânea.

    Temos de pensar que já aconteceram muitas mudanças e ajustes. Como está também se vai percebendo que não está bem. E não precisamos de cair no "vazio" temos já muito caminho andado para saber o que nos convém. Sem pretendermos que esta ou aquela maneira são as únicas que nos possibilitam as "mãos limpas".

    POis dá. Tenho muito interesse em dialogar sobre isto. Porque também preciso de descobrir caminho. Pessoal e comunitário. Por isso, não te coíbas de escrever o que quer que seja.

    Se te sentes por aqui bem, permanece. :)

    Boa noite. beijos

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  3. Olá JdL!...

    Claro que enquanto me sentir por aqui bem vou escrevendo...

    Ainda ontem senti quase o mesmo sentimento da pessoa com quem falaste... Mas por razões diversas... Uma falha de comunicação absolutamente normal em qualquer circunstância levou a que num determinado sítio uma suposta Missa vespertina de Corpo de Deus afinal fosse uma Missa com a liturgia do dia de ontem... Claro que as pessoas ficaram de boca aberta... E no fim o pobre do Padre (um colaborador eventual...) lá pediu desculpas e deu uma bênção para que todos ficassem tranquilos!...

    Mas enfim, enquanto que segundo o que vi hoje na RTP o caso dos padrófilos (desculpa a expressão mas não consigo arranjar melhor para descrever tal absurdo...) na Alemanha continua ao rubro com Cardeais suspeitos à mistura e o que mais se verá num país tão melindroso como aquele onde nasceu o Lutero, nos USA parece que já vai havendo quem não quer esperar por Roma:

    http://www.sbj23rd.com/

    http://www.romancatholicwomenpriests.org/

    E claro entretanto o Cardeal Christopher Schönborn da Áustria vai tornando-se um ícone para muito boa gente... Talvez uns largos milhões...

    Enfim... Quem sou eu para imaginar o futuro, mas vai-me começando a cheirar que sendo nós todos diferentes, a Igreja do futuro poderá muito bem vir a ser um espaço onde em vez das tradicionais dioceses horizontalmente espaciais por distrito canónico, poderemos vir a ter dioceses verticalmente globais tipo Prelatura da Santa Cruz e Opus Dei mas mais generalizadas e com outra dinâmica, havendo um corpo doutrinário comum para todos os Crentes e depois vários "sabores" da mesma fé, reunidos colegialmente em qualquer coisa do tipo Comunidade Ecuménica de Taizé... Não é um sistema perfeito... Mas pode ser um mal menor...

    E sim... Se esta Roma não se quiser reformar, teremos de encarar a hipótese de mais movimentos como os supracitados crescerem... Ou de vir aí um indesejável cisma qualquer...

    Não me leves a mal que te diga que gostava de ver aqui pelo Jardim algum comentário sobre este tipo de movimentos onde até podes acrescentar outros que conheças... E presumo que deves conhecer mais alguns!!!...

    Boa tarde!!!...

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  4. Bom, bom, consegues fazer um pouco de futurologia. Interessante.

    Puseste o dedo na ferida: não sou nada vocacionada para movimentos. É algo intrínseco. Não sei bem explicar porquê. Demasiados anos agarrada à estrutura?! talvez, não sei. Mas é de mim mesma.

    E do resto não tenho sabido nada. Mas isto mal começou...penso eu.

    beijos, boa noite!

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