2010-08-26

O maior bem

A partir do Vaticano II a Igreja deixa de definir-se como "sociedade perfeita" e passa a considerar-se "povo de Deus" e "comunidade de crentes"  .

É esse o "lugar" da Igreja no mundo.

5 comentários:

  1. ...Pois é... Pelo menos devia ser...

    ...Mas eu atrevo-me a ir um pouquinho mais longe... Sem com isto querer ferir quaisquer susceptibilidades... Vou falar da realidade nua e crua...

    ...E que tal vermos o que vai acontecer quando aquelas pessoas que hoje têm cerca de 75 anos, que são o grande alicerce da nossa Igreja nos dias que correm tanto na Europa como nos EUA e pelos vistos um pouco por todo o mundo, começarem a partir?... O que que é que restará da Igreja? Deixem-me imaginar: Os grupos radicais de ambos os lados da barricada com campo totalmente aberto para uma boa "guerra santa"!!!... A menos que os cardeais tenham "juízo mínimo garantido" para a escolha do sucessor do Ratzinger!!!... Até porque o grande mal do pós Vaticano II foi mesmo o terem deixado aparecer tanto grupo que hoje qualquer um deles funciona como se de mais uma Igreja Protestante se tratasse!!!... Aquela história de que, salvo erro, já aqui falaste das capelinhas da salvação... E o que é que os une? Aquela oraçãozinha pelo nosso Papa Bento... À qual infelizmente já poucos ligam...

    Bom fim-de-semana!!!...

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  2. Boa noite, P.P

    penso que não te vou animar muito. Ou nada. O que vou escrever a seguir era mais próprio para falar com alguém amigo. E não aqui publicado. Mas nem sei se me apetece falar disto com alguém.

    Como posso eu carregar com o futuro da Igreja?! Tem dias que não dá nem para segurar o meu (presente).

    Não, isto não é nenhum sinal de desânimo ou de fechamento em relação ao que me rodeia e à Igreja.

    Mas uma longa distância vai entre as nossas especulações intelectuais sobre o futuro da Humanidade, da Igreja etc e o nosso sentir e viver diários. Grandes (ou não) tensões se jogam nessas diferentes realidades.

    Sabiamente o Evangelho faz-nos propostas concretas:"não vos preocupeis com o que comer ou vestir...olhai as aves do céu...os lírios do campo..."

    Acredito que o nosso desígnio (vocação comum) é a Unidade. Mas cada um está só nas suas opções e decisões. E é nesse sentido que continuo a acreditar que a Igreja tem uma Palavra de salvação. Poderá ser mensageiro dela o Papa ou qualquer humilde crente. Eu gosto de ter os olhos e ouvidos abertos. A cabeça, por vezes, atraiçoa-me. Penso que, só pelo facto de o fazer, "resolvo". E não resolvo nada. Estou a virar costas ao que realmente importa.

    Quanto mais me relaciono com as pessoas mais vejo a imensa complexidade que somos e em que nos movemos nas diferentes relações. Isso não me desalenta, pelo contrário, motiva-me a conhecer-me mais a mim e aos outros. E impede-me de construir fantasiosos cenários futuros sobre o que quer que seja. Como iniciei esta arenga: a começar por mim própria.


    Abraço, bom fim-de-semana

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  3. Olá JdL!!!... Como eu te percebo... Ainda por cima, se calhar, num lugar mais pequeno... Mais longe do barulho da Cidade...

    ...Desculpa ter escrito o que escrevi... Mas aqui o sentimento é o mesmo só que vivido de outra forma... Aquela tão portuguesa forma de viver a que chamamos saudade... E carrego comigo a saudade... A saudade do tempo em que era criança e ia para as minhas vivas aulas de Catequese... A saudade do tempo em que era adolescente e ia às minhas vivas Eucaristias... Saudade do tempo em que era jovem e ia para os dinâmicos encontros de jovens onde se crescia verdadeiramente... Saudade do tempo em que cresci e me sentia parte de uma Comunidade com "C" grande!!!... Hoje tudo isso desapareceu... É certo que encontro ainda algum conforto numa "paróquia adoptiva", como se houvessem paróquias adoptivas... Ou na minha aldeia onde apesar de tudo ainda vai estando um fabuloso Padre, pelo menos capaz de nos entender... Já não digo de concordar connosco... Porque isso ele se calhar até concorda, mas não pode... Mas sei que nada disso que foi bom vai voltar... E ficará a saudade... E uma certa tristeza...

    ...Não me leves a mal!!!...

    Boa noite!!!...

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  4. Ola, P.P.

    Vivi 20 anos na cidade. Numa grande comunidade que era a minha casa. E não era mais fácil. Aliás, foi nela que me "gastei" até à exaustão.

    Aqui, pura e simplesmente, não participo. Ou restrinjo-me à celebração dominical. O ambiente até nem é mau de todo, mas já não faz sentido para mim. Mas a Igreja não é só a paróquia ou o movimento (não participo em nenhum)e eu continuo atenta ao que se passa.

    Não sou assim saudosista como tu. Participei no que achei por bem. Tive bons e muito maus momentos. Fiz amizades e chateei-me muito. As amizades perduram. As chatices ficaram lá atrás.

    É importante é não perdermos o sentido de comunidade. E isso faz-se de muitos modos. Cumprimentar e dar um pouco de atençaõ às minhas vizinhas, já idosas e sozinhas etc, são momentos comunitários. Viver disponível (bom, com as falhas inevitáveis)é viver em comunidade.

    É assim que vejo as coisas...

    ...não te levo nada a mal. Tenho um jardim mas não sou assim tão florzinha. E também tenho o meu feitiozinho...para os amigos ;) (de vez em quando recebo umas queixas) portanto, estás à vontade.

    Boa noite.

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