2010-08-27

os diferentes muros que nos dividem

Alguns serviços noticiosos, referiam há dias, a descoberta de setenta e dois corpos encontrados numa vala comum na fronteira do México com os EUA. Supunha-se de emigrantes que tinham sido apanhados num conflito de grupos que se dedicam ao tráfico de pessoas que desejam sair da sua realidade social e demandar a outra que lhes ofereça melhores perspectivas de vida.
De vez em quando, chegam-nos ecos das difíceis condições dessa demanda. Não poucas vezes, causando até a perda de vida. E, não acontecendo isso, são vários os riscos de atentado à integridade, dessas pessoas, sobretudo, jovens do sexo masculino.
Para a maior parte de nós é inimaginável uma  experiência semelhante. E reagimos a tais notícias com as mais variadas emoções e sentimentos, e, eventualmente, com as nossas opiniões mais ou menos condescendentes. Ou indiferentes, até.
Olhando para a História da humanidade, verificamos que nos tornámos uns exímios construtores de muros. Alguns tão rídiculos e absurdos como os actuais condomínios fechados. Mas existe sempre alguém disposto a pô-los em causa. Pagando caro por isso, boa parte das vezes. Não aprendemos nada com isso?

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