2010-09-12

o derradeiro post suicida

o que talvez não seja mau de todo. Ando com pouca disponibilidade - de tempo e de interioridade - para manter este blogue. Nas últimas semanas tenho pensado em dar-lhe um piedoso fim. 
Depois do que escreverei a seguir, duvido que as minhas filhas voltem a ler este blogue. E as três ou quatro pessoas que cá costumam passar, devem mudar o hábito. O que determinará em absoluto a manutenção deste jardim. Para pregar no deserto já chegam os meus dias...e noites.
Mas vamos ao que me levou a esta escrevinhada. Fui ao blogue da Ana Cássia, li esta história e aconteceu-me aquela coisa de que o Pedro Mexia se lamentou: a tola identificação com o escrito. (Adianto que tal nunca me aconteceu com o PM. A única vez que ele conseguiu despertar em mim alguma coisa - e confesso que fiquei muito surpreendida comigo própria  (não é que sofra da patologia de que a Ana Cássia se queixa amiudadas vezes), mas ele não é, definitivamente, homem para despertar seja lá o que for e ele sabe disso (já como escritor, tem dias)-, foi numa aparição na televisão, num evento qualquer. Mas e a Ana Cássia? Já sei, vão achar que foi a cena da velhinha, as ciganas...ou o gosto comum  por figos lacrimejantes (imagem gulosa - figos lacrimejantes). Nada disso! Foi o uso dado ao prato da balança. Também costumo usar o prato da balança.  Sem ser para o fim a que se destina, obviamente. 
No meu caso, é para guardar ovos, quando trago poucos. Desde que me mudei para o campo, deixei de comprar ovos. Tenho permissão para passar na despensa da minha irmã F. e trazer os que preciso.
Há uns tempos atrás, regressada do trabalho, lembrei-me que não tinha ovos nenhuns e, mais uma vez, dirigi-me à cesta dos mesmos. Perscrutei na mala a ver se tinha algum saco onde os guardar, mas não tinha nenhum. Só queria três. E porque não guardá-los directamente na mala? 
Chegada a casa, o destino dos mesmos foi o prato da balança (não gosto de os guardar no frigorífico. Se for para fazer algum doce não se devem guardar mesmo). E não pensei mais nos ovos.

Dois dias ou três depois, entrei numa loja, no nosso “novo” centro comercial,  e acabei por escolher uma blusa. Dirigi-me à caixa para pagar a mesma e, naturalmente, meti a mão na mala para tirar a carteira. Ao tactear para a encontrar, senti os dedos húmidos. Não contive um ar de perplexidade e, acto imediato, tentei espreitar e ver o motivo…ui…entre aquelas coisas usuais que habitam as malas femininas, estava um belo ovo caseiro com a casca feita em pedaços. A simpática jovem da caixa ainda tentou saber o motivo da minha perplexidade e posterior aflição (onde é que eu ia desfazer-me do ovo partido e como), mas a única resposta que teve foi um “nem queira saber!”.

Não vinha logo para casa e era preciso dar um sumiço ao raio do ovo. Ninguém (nem eu) consegue imaginar um mais óbvio, do que o local de destino de algumas das nossas aflições. A casa de banho, pois claro.

Mas o destino não estava comigo naquele dia: a estilosa  caixa dos papéis e afins, não se prestava ao propósito que me levou apressada ao WC das senhoras. Finalizo dizendo que, na sanita ainda boiavam uns vestígios de casca que as avalanches de água não conseguiram levar, e nem consigo imaginar sequer as conjecturas que a seguinte utilizadora do WC presumiu.

 

 


8 comentários:

  1. PS- os diferentes tamanhos de letra são como a história do ovo perdido...desacertos involuntários. e, teimosamente, incorrigíveis.

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  2. Mãe e avó galinha é no que dá. :-))))

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  3. :)))

    nada disso: os meus eternos problemas com a matemática. Eu tinha pensado que só precisava de 3 e chegada a casa contei 3...mas pelos vistos tinha tirado 4.

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  4. Com que então a pôr ovos na casa de banho do centro comercial!
    Beijos

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  5. não é derradeiro e não deixa de ser uma boa história do nosso quotidiano.

    beijinho Maria C.

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  6. E saíste da casa de banho a cacarejar?
    Cóóó-có-có-cócócócóóóóóó-cóóó-cóóó

    (É o mínimo que se espera, depois de uma história destas...)

    ;-)

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  7. olá, luís

    uma história parva. que provocou o riso na família.

    beijinho

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  8. Helena,

    não!!! saí a amaldiçoar a minha mania de improvisar...e por malas grandes.

    :)

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