2010-10-16

deslumbramentos tecnológicos

Trabalho, desde o seu aparecimento massivo, com os diversos equipamentos informáticos. Nunca fui uma deslumbrada pela tecnologia (teimosamente resisti, até ao limite, a adquirir um telemóvel para uso pessoal) e acolho sempre, com um certo gozo, o espanto e deslumbramento que algumas pessoas evidenciam por coisas que, para mim, são corriqueiras e sujeitas a vulnerabilidades e avarias. A tal ponto que, podem comprometer uma tarefa e o seu prazo de entrega, deixando o entusiasta e descuidado utilizador em situações aflitivas.
Quantas pessoas tendo um trabalho importante e com compromisso de prazo de entrega, têm o cuidado de ir fazendo sucessivas cópias de segurança, em diferentes dispositivos? Acham que não é preciso por que o Hard Disk do computador é todo poderoso e infalível.

Quando vejo os mais altos responsáveis políticos ou magistrados da Nação rendidos a esse deslumbramento,  esquecendo-se que estão dependentes de avarias técnicas e erros  dos técnicos de informática, que também são humanos e falham, coitados, lamento o nosso atraso estrutural. E não só. Isto a propósito de uma "pen".

Mas penso que o problema da "pen" nem tem nada a ver com o que descrevo acima. Talvez tenha mais a ver com o seguinte: no outro dia, e em contexto profissional precisava, para apresentar num organismo público, do número de Identificação Fiscal das Finanças (NIF), depois de o procurar em diversos documentos e outros meios de pesquisa sem o encontrar, comecei por telefonar para um número azul das Finanças. Não me souberam responder. A seguir  para a Repartição de Finanças do meu Concelho, também não sabiam. Sei que acabei com a resposta fornecida, finalmente, por alguém do Ministério das Finanças. Antes, ainda tive de fazer mais duas tentativas para organismos ligadas ao Ministério, até conseguir o que pretendia. Parece anedota, mas aconteceu há umas escassas semanas. No tempo das "penes".

Sem comentários:

Enviar um comentário