2010-10-08

não é para quem quer, mas...pelo menos que nos habite o desejo que é o sinal de que estamos vivos.

Quando conseguimos parar e deixar que ganhe espessura o fundo que nos habita, damo-nos conta que, em cada um e cada uma de nós, duas realidades coexistem: uma pessoal, individual, que percepcionamos facilmente através dos nossos sentidos; e uma outra, mais subtil, que é a nossa participação numa realidade mais vasta, num todo, que nos precede e está para além da nossa individualidade. A importância relativa que conferimos a uma e a outra destas duas dimensões do ser humano marca, significativamente, o nosso sentido de vida. Se nos encapsulamos no nosso ser individual e nada mais nos comove e move, facilmente cairemos na teia dos interesses egoísticos, na violência, na ambição desmesurada, na competição agressiva e, por arrastamento, entraremos num caminho de morte e “vil tristeza”.

Manuela Silva, aqui

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